Análise ao CRI dos campeonatos nacionais de Elites 2016

Ontem, em Braga, Nélson Oliveira revalidou o título de campeão nacional de contrarrelógio individual. Terceiro consecutivo para o ciclista da Movistar, que esteve claramente num patamar à parte, relação aos restantes competidores.
O quadro seguinte, mostra os tempos intermédios (4 voltas) dos 5 melhores na prova.

Tempos intermédios
Nélson Oliveira, fez uma gestão de esforço perfeita, tendo feito o seu melhor parcial na última volta. Quer dizer que, guardou forças para os quilómetros finais. O ciclista da Movistar, muito experiente e sendo um dos melhores do mundo nesta especialidade, mostrou ontem porque é que contínua a ser o melhor ciclista português neste tipo de esforço.
O seu pior parcial foi na 2ª volta, no entanto, esse tempo foi melhor que todos os outros parciais dos seus adversários, excepto a 1ª volta de Rafael Reis. Em relação ao ano passado, com o percurso a ser o mesmo, melhorou em 15 segundos o seu tempo.

José Mendes, fez o seu melhor parcial na 1ª volta, nas restantes 3 voltas fez tempos semelhantes, variam apenas 3 segundos entre o melhor e pior parcial. Começou forte, mas conseguiu gerir o esforço de forma a não ser muito penalizado no final. O pior tempo foi na 3ª volta.

Rafael Reis, começou muito forte, fez um parcial a abrir abaixo dos 11 minutos e depois pagou claramente este começo forte. Piorou de volta em volta e no último parcial perdeu 7 segundos para José Mendes, perdendo o 2º lugar para o ciclista da Bora. O jovem de Palmela, em relação ao ano passado, fez 13 segundos, de qualquer forma, face à temporada que estava a realizar, acabou por desiludir um pouco.

José Gonçalves, tal como José Mendes e Rafael Reis, fez o seu melhor parcial na 1ª volta. Depois foi bastante inconstante, o 2º foi apenas 2 segundos mais lento em relação ao 1º parcial, mas na 3ª volta fez o pior parcial. E na última volta, fez menos de 11:20. No cômputo geral não foi uma actuação brilhante do ciclista de Barcelos, mas também não foi nada mau.

Ricardo Vilela, foi de longe pior dos 5 melhores, ficou a mais de 1 minuto do 4º classificado. Fez uma prova, onde o seu melhor parcial foi na última volta, mas o pior curiosamente foi na volta imediatamente anterior, na 3ª. Muito inconstante, o facto de não ser um especialista, pode justificar estas variações, que provam que não encontrou o seu ritmo.
O seu melhor parcial foi pior que o pior de todos os 4 melhores.

Conclusões
A prova foi claramente dominada por Nélson Oliveira. Apenas na 1ª volta, houveram algumas dúvidas, devido ao grande tempo de Rafael Reis. O ciclista do W52-FC Porto-Porto Canal, começou muito forte, mas pagou o esforço inicial. Ao contrário de José Mendes que conseguiu encontrar o seu ritmo e acabou por bater Rafael Reis por centésimos, na luta pelo 2º lugar.
Os dois ciclistas da Caja Rural, foram muito inconstantes, não conseguiram encontrar o seu ritmo. José Gonçalves foi o que esteve mais próximo do pódio, enquanto que Vilela esteve muito longe dos 4 melhores.

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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