Vidal Fitas antevê as Clássicas de Amarante e da Primavera



Depois de ter sido a melhor equipa portuguesa na 42.ª Volta ao Algarve, prova que marcou a estreia do Sporting CP/Tavira, o conjunto ‘verde e branco’ volta às estradas, este fim-de-semana, para competir na Clássica de Amarante, sábado, e na Clássica da Primavera, domingo. O resultado e o balanço da competição na região algarvia foram satisfatórios, mas Vidal Fitas, director-desportivo da equipa, avisa que as provas deste fim-de-semana em pouco se podem comparar com a Volta ao Algarve. A incógnita mantém-se porque esta acaba por ser uma estreia em provas de carácter nacional, mas uma coisa é certa: a responsabilidade do Sporting CP/Tavira será maior.
“As corridas são diferentes, são nacionais. Vamos estar em confronto directo com os nossos principais adversários a nível nacional. Sinceramente, por incrível que pareça, a corrida ainda é uma incógnita: uma coisa é correr num pelotão onde há uma série de equipas melhores do que nós, outra é correr num grupo onde, teoricamente, seremos das mais fortes. E ainda não sabemos como os atletas vão reagir a isso, nem o que as outras equipas irão fazer em termos tácticos ou qual o seu posicionamento. É esta a principal incógnita nestas duas provas do fim-de-semana”, explica Vidal Fitas, prosseguindo: “Esperamos uma marcação cerrada entre as equipas mais apetrechadas. Como as duas corridas se vão desenrolar é um pouco um tiro no escuro, ainda, porque não sabemos qual as ideias e o posicionamento de cada uma das equipas perante este novo alinhamento que o pelotão tem. Esse será o grande interesse do fim-de-semana: perceber a nossa resposta a uma série de situações novas e das quais não sabemos o que esperar, nem a que tipo de responsabilidade as corridas nos irão obrigar. Antevejo um jogo do gato e do rato até perceber quem assume o quê durante a corrida, nesta primeira fase, pelo menos, na primeira corrida”.
Ainda assim, e ao contrário do que acontecia na Volta ao Algarve, o objectivo para as Clássicas de Amarante e da Primavera são claros: vencer. “O objectivo não pode ser outro que não tentar ganhar as duas corridas. Temos esse objectivo concreto e é evidente que temos capacidades para isso. A nossa postura será a de quem quer ganhar as corridas e jogar com as hipóteses que tem, tanto na Clássica de Amarante como na da Primavera”, confessa o director-desportivo.
Para atacar as duas provas deste fim-de-semana, o Sporting CP/Tavira conta com um grupo de oito ciclistas, a saber: David de la Fuente, Mario González, Jesús Ezquerra, Shaun-Nick Bester, Valter Pereira, Júlio Gonçalves, Óscar Brea e Rafael Lourenço. Olhando para os ‘leões’ que correram na Volta ao Algarve, destaque para a inclusão do sul-africano Shaun-Nick Bester, Júlio Gonçalves e Rafael Lourenço, que se estrearão com a ‘verde e branca’ vestida.
“O Rafael Lourenço entra nesta corrida no âmbito de uma adaptação paulatina ao profissionalismo, não esquecendo que vem do escalão júnior, de um ritmo diferente e que terá as suas dificuldades no princípio. Mas toda a sua preparação nestes últimos dois meses tem revelado uma evolução notória e, agora, com a competição, espera-se que sinta algumas dificuldades, mas que continue a evoluir e a adaptar-se. É com esse objectivo que o colocamos”, explica Vidal Fitas, acrescentando: “Em relação ao Júlio Gonçalves, já tem mais tempo de trabalho connosco. A sua integração no esquema táctico e naquilo que serão as suas funções na equipa penso que vão ser cumpridas sem nenhum problema. Relativamente ao Shaun-Nick Bester, sendo um atleta que vem de uma realidade diferente, embora me tenha parecido que se está a adaptar completamente ao nosso ciclismo, as coisas são sempre diferentes. E, se a Clássica de Amarante é uma corrida com características talvez para outro ciclista, porque é dura, com vários prémios de montanha que darão vantagem aos trepadores, na Clássica da Primavera já será diferente e, aí sim, espero um desempenho ao nível daquilo que esperamos dele. Ele é um bom rolador, em pequenas subidas defende-se bem e tem uma boa ponta final, portanto penso que será uma corrida que se adaptará melhor às características dele e onde poderemos ver se ele desempenhará a função que lhe é atribuída. Penso que sim porque a sua condição física é satisfatória. Mas há uma série de expectativas, também estamos a ver ainda como as coisas vão funcionar numa corrida onde a responsabilidade é maior do que na Volta ao Algarve”.
Afirmando que Mario González e Óscar Brea estão recuperados das mazelas sofridas na primeira prova do ano, Vidal Fitas abordou a maior responsabilidade existente nestas duas corridas e a pressão que isso poderá trazer aos seus atletas. Para si, a pressão é bom sinal e o grupo utilizará isso a seu favor.
“Terá de lidar bem com isso. Mau é quando não existe pressão nem responsabilidades, significa que o grupo tem uma qualidade baixa. Quando ela é alta, tem de se assumir a qualidade que tem e a responsabilidade que isso traz, por isso, não será um problema. Os atletas lidam bem com isso e é bom quando assim acontece porque traz outra motivação ao ciclista por saber que está num conjunto apto para lutar por vitórias”, conclui o directo-desportivo.

Notícia retirada na íntegra de: 
http://www.sporting.pt/pt/noticias/modalidades/ciclismo/2016-03-03/vamos-com-postura-de-quem-quer-ganhar

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jdragon cycling team

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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