Análise da Team Giant-Alpecin 2015


A Giant-Alpecin, em 2015 passou a ter a sua base na Alemanha. E foi um alemão a grande desilusão da equipa, Marcel Kittel esteve completamente desaparecido, com vários problemas que culminaram com a decisão da saída do ciclista. Em 2017 correrá pela Ettix-Quick Step.
Pelo lado positivo estão os desempenhos de John Degenkolb, que arrecadou dois monumentos e Tom Dumoulin, que se revelou como um futuro corredor para grandes voltas.

A equipa conseguiu a primeira vitória no inicio de fevereiro, na 3ª etapa do Dubai Tour, através de John Degenkolb. Ainda no segundo mês do ano, Luka Mezgec venceu a 2ª etapa do Tour Cycliste International du Haut Var-matin.
Março apenas trouxe uma vitória para a equipa alemão, mas é daquelas que valem por muitas, John Degenkolb ganhou o primeiro monumento do ano, no Milão-São Remo.

Em abril, Tom Dumoulin venceu a 6ª etapa da Vuelta ao País Basco e John Degenkolb arrecadou a raínha das clássicas, o Paris-Roubaix. O alemão com dois monumentos no bolso, estava a ter um ano de sonho, o que lhe permitiu encarar o resto do ano sem grande pressão e preocupações.

Degenkolb com os colegas de equipa em Roubaix (na imagem)
Em maio, Degenkolb a correr em casa venceu duas etapas (2ª e 5ª etapa), na Volta à Baviera, até final do ano apenas venceria mais uma vez, na Vuelta. No último dia de maio, Ramon Sinkelman venceu mais uma prova na Alemanha, a Garmin Velothon de Berlim.
Em junho, Tom Dumoulin voltou à carga na Volta à Suiça, venceu o prólogo e o contrarelógio final na 9ª etapa, que lhe valeu o 3º lugar da geral.
Antes do Tour nos diversos campeonatos nacionais, Georg Preidler torna-se campeão de contrarelógio da Áustria.

No Tour a equipa não teve brilhante com o melhor classificado a ser Warren Barguil no 14ª lugar da geral. O único momento que a equipa pôde festejar foi na 17ª etapa, com a vitória de Simon Geschke. Marcel Kittel não teve presente, os sprints tiveram por conta de Degenkolb que não conseguiu vencer nenhuma etapa, numa prova onde esteve muito longe do melhor.
Kittel voltaria às vitórias, na única durante 2015, na 1ª etapa da Volta à Polónia.

A Vuelta das grandes voltas, foi aquela em que a equipa esteve melhor. Com Tom Dumoulin a discutir a vitória na geral até à penúltima etapa, acabaria em 6º, demonstrando que no futuro é um ciclista a ter em conta para as grandes voltas. Dumoulin também arrecadou duas etapas, a 9ª e 17ª, esta última, um contrarelógio individual onde o holandês esmagou a concorrência. Degenkolb regressou ás vitórias ao vencer a última etapa.
Setembro foi o melhor mês para a equipa alemã com mais duas vitórias, através de Max Walscheid na Kernen Omloop Echt-Susteren e Nikias Arndt na 6ª etapa do Tour de Alberta.
O ano em termos de vitórias para a equipa acabaria em outubro na Binche-Chimay-Binche/Mémorial Frank Vandenbroucke, através de Ramon Sinkelman.

Em 2014 a equipa tinha conquistado 40 vitórias, em 2015 não chegou nem a metade, num ano complicado. No entanto, com 2 monumentos conquistados e o mesmo lugar no ranking UCI (10º) a equipa alemã não teve um ano tão fraco quanto isso.

Curiosidades e dados estatísticos
País: Alemanha
Classificação UCI 2015: 10º
Número de vitórias em 2015: 18 (20ª equipa com mais vitórias em 2015)
Melhor ciclista no ranking UCI 2015: John Degenkolb (12º)
Corredor com mais Kms em 2015: Koen de Kort (14 350 Kms, 19º entre todos os ciclistas em 2015)
Corredor com mais dias de competição: Koen de Kort (90 dias, 26º entre todos os ciclistas em 2015)
Corredor com maior número de vitórias: John Degenkolb (6 vitórias, 26º entre todos os ciclistas em 2015)
Orçamento: 9 milhões de Euros
Fornecedor de bicicletas: Giant
Outros componentes: Shimano

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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