Subidas míticas - Koppenberg


Koppenberg é uma das subidas mais conhecidas do ciclismo mundial, faz parte de um dos cinco monumentos, a Volta à Flandres e a sua reputação é infame.
São apenas 620 metros, com 10,2% de pendente média, 22% de máximo de inclinação e com o pavé típico da Flandres, um espectáculo dentro de outro, que é a Volta à Flandres.
Perfil do Koppenberg
Características:
Distância: 0,620 Kms
Subida acumulada: 62 m
Inclinação média: 10,5 %
Inclinação máxima: 22%
Altitude no topo: 77 m

A subida situa-se em Melden, uma vila perto de Oudenaarde, na Flandres Oriental. É uma ascensão rápida e explosiva, com o piso em empedrado tão típico da zona. Recentemente o pavé foi renovado, tornando a superfície um pouco mais 'suave' em relação ao que era, o que facilita um pouco o progresso dos ciclistas.
A meio da subida aparece a secção mais dura, com uma pendente máxima de 22%, com mais um dificuldade a ter em conta, as árvores evitam que o piso fique seco, o que faz com que durante grande parte do ano, esta zona da subida seja escorregadia e nas laterais tenha lama. Por essa razão o grande problema é a falta de tracção.

Entrada na subida
O Koppenberg estreou-se na Volta à Flandres em 1976 e apareceu em todos anos até 1987. Porém, nesse ano Jesper Skibby, fugiu do pelotão cedo na corrida, quando chegou ao Koppenberg tinha uma vantagem a rondar os dois minutos. Começou a subir, entretanto o carro do comissário de prova não podia esperar e estava com pressa, porque o pelotão estava-se a aproximar. Então deu ordens para o condutor ultrapassar o corredor. Skibby seguia muito lentamente e o carro com a pressa tocou-lhe na roda traseira passando depois por cima da roda da frente da bicicleta do ciclista dinamarquês, não atingindo o ciclista, mas destruindo-lhe a mesma. Um episódio vergonhoso que ficará na história da prova, não pelos melhores motivos.
Depois deste incidente, o Koppenberg levou com as culpas, injustamente, a justificação é que consideravam a subida demasiado perigosa (!) e ficou 'castigado' durante 15 anos, não fazendo parte da prova. Inexplicável.
Em 2002 voltou, mas em 2007 voltou a ser excluída, desta vez devido às más condições do piso, nesse ano foram realizadas as devidas reparações e em 2008 voltou a fazer parte da prova. Desde daí não tem falhado e está sempre presente no percurso.
O pavé, um das grandes dificuldades da subida

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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