Vuelta a España 2019 - Antevisão 19ª etapa

Mais um dia que no papel promete tranquilidade mas que pode ser todo o contrário, que o vento voltará a soprar com intensidade e lateralmente grande parte do dia. O final de etapa é em Toledo, na última chegada à cidade de Federico Bahamontes, o vencedor foi Philippe Gilbert, na edição de 2010.

Mapa
Perfil
É uma das etapas com menos subida acumulada, cerca de 1700 metros. A única contagem de montanha está colocada bem no inicio da etapa, ao Km 13 encontra-se o topo do Alto de la Paramera. Depois disso, os corredores terão terreno pratcamente plano com exceção para uma pequena subida não categorizada bem a meio do percurso, mas que não fará grandes diferenças.
As estradas na sua maioria são expostas, com a previsão de vento forte e lateral, estão encontradas as condições ideais para hajam abanicos e volte a ser uma etapa com diferenças importantes. Os homens da geral e as suas equipas têm de estar atentos para não serem apanhados.
A chegada a Toledo não é fácil, o último Km é em subida, com os últimos 500 metros a 7% e com piso empedrado, com várias viragens. Ideal para puncheurs à la Gilbert.

Últimos 5 Km
Sprint intermédio:
Km 134 - Albarreal de Tajo

Subidas categorizadas: 
Km 13 - Alto de la Paramera (3ª Categoria, 12.1 Km a 2.6%)

Local de partida: Ávila
Muralha de Ávila
Ávila é uma província da comunidade autónoma de Castela e Leão.
Durante a ocupação romana a cidade era conhecida pelo nome Abila (latin) que foi evoluindo até ao que conhecemos hoje.
É uma cidade muito marcada pela história. Um dos pontos altos é a sua muralha com 2,5 quilómetros de extensão, possui várias portas e 88 torres redondas, cada uma delas separada exactamente por 20 metros.  
As principais actividades económicas da cidade são o comércio, o artesanato e o fabrico de doces tradicionais. 
A cidade foi o berço de Santa Teresa de Jesus, ou como é mais conhecida Teresa de Ávila, fundadora da Ordem das Carmelitas Descalças. 

Local de chegada: Toledo
Rio Tajo - Toledo
Toledo é uma cidade antiga localizada numa colina sobre as planícies de Castilla-La Mancha e cercada pelo Rio Tajo. A cidade impressiona com as suas belezas naturais, prédios grandiosos e a sua arquitetura de influências árabe e gótica.
A antiga capital da Espanha é uma das cidades medievais mais encantadoras de toda a Europa. Toledo é conhecida pelos monumentos medievais árabes, judeus e cristãos e pela zona antiga fortificada. A Porta de Bisagra, em estilo mouro, e a Porta do Sol, em estilo mudéjar, dão para o bairro antigo, onde se encontra a Plaza de Zocodover, um ponto de encontro animado.

Condições meteorológicas

Probabilidade elevada de chuva.
Temperatura a rondar os 24ºC durante toda a etapa.
Vento moderado a forte de leste, o que significa que será lateral a maior parte da etapa.

Favoritos

Abanicos
Estradas expostas + vento lateral = cortes no pelotão, em Espanha conhecidos pela expressão "abanicos". Depois da etapa de antes de ontem, temos mais uma que tem o potencial de gerar abanicos, falta saber se uma equipa como a Deceuninck-QuickStep, que são os grandes especialistas neste tipo de condições, estão dispostas a rebentar com o pelotão. 
As diferenças que se podem fazer neste tipo de etapas podem ser gigantescas e os homens da geral não podem ser novamente apanhados desprevenidos. É natural que na zona neutra, antes do Km 0 as principais equipas se posicionem bem na frente do pelotão para evitar o que se passou à 2 dias.

⭐⭐⭐ Philippe Gilbert, Zdenek Stybar
⭐⭐ Dylan Teuns, Alex Aranburu
⭐ Tosh Van der Sande, Sam Bennett

A nossa aposta: Zdenek Stybar
A aposta natural para este tipo de final seria Gilbert, pela forma que tem mostrado, com 2 etapas no bolso já. Mas por já ter ganho etapa, a nossa aposta recai em Stybar que à 2 dias procurou a vitória, mas não teve sucesso, desta vez a subida é mais curta, mas mais empinada.
A DQT não deverá apostar em Jakobsen, porque o final é demasiado duro para o holandês.

Joker: Alex Aranburu
Bem tem tentado, mas sempre sem sucesso. É ciclista de enorme qualidade (em 2020 estará no WT), principalmente em chegadas deste estilo, onde pode pôr em prática a sua explosividade.


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(a partir das 14:00, hora de Portugal Continental)


Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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