Volta à França 2019 - Antevisão 4ª Etapa

Depois de uma etapa extraordinária, aparece um dia mais adequado aos sprinters e é provável que o final seja em pelotão massivo.

Mapa
Perfil
Dia menos exigente, com algumas subidas mas nenhuma delas com a exigência do dia anterior. A a ascensão mais complicada não está longe da meta, a Côte de Maron, tem o topo a 15 Km da meta, mas são 3200 metros a 5%. 
Os sprinters têm uma oportunidade de ouro, antes de dois dias que dificilmente estarão na disputa.

Sprints intermédios:
- Lérouville (236 m, Km 147),

Subida categorizada:
- Côte de Rosières (4ª Cat., 1 Km a 7%, Km 121)
- Côte de Maron (4ª Cat., 3.2 Km a 5%, Km 198.5)
 
Últimos Km

Cidade de partida: Reims

Catedral Notre-Dame de Reims
Reims é uma cidade no nordeste da França, na histórica região de Champanhe-Ardenas. É a capital não oficial da região vinícola de Champagne. Além de ser onde se encontram as principais marcas de champanhe, Reims possui uma grande importância para a história da França. A cerimónia de coroação da maioria dos reis franceses era feita na famosa Catedral Notre-Dame de Reims.
Depois da Primeira Guerra Mundial, a cidade foi praticamente refeita pois cerca de 80% da cidade ficou destruída.
A Catedral Notre-Dame de Reims foi construída no século XIII, depois das catedrais de Paris e Chartres, mas antes de Estrasburgo, Amiens ou Beauvais. Foi concluída no século 14, quando foi ampliada para permitir cerimónias de coroações. É considerada uma das maiores representações de arte gótica, tanto pela sua arquitetura, quanto pelos seus ornamentos, que incluem 2.303 estátuas. A catedral está incluída na lista de Património da Humanidade da UNESCO desde 1991. Desde a coroação de Luís I em 816, quase todas as coroações foram realizadas na catedral.

Cidade de chegada: Nancy
Centro de Nancy

Capital dos duques de Lorraine, Nancy é conhecida no mundo inteiro pelo seu conjunto arquitetónico do século XVIII, integrado na lista do Património Mundial da UNESCO desde 1983: a Praça Stanislas, a Praça de la Carrière e a Praça d’Alliance.
Mais do que uma cidade de arte, Nancy promove a cultura “viva”, com uma ópera nacional, um balé, uma orquestra sinfónica e lírica, um centro dramático nacional, seis museus dos quais se destaca o museu da Escola de Nancy.
A nível gastronómico, Nancy pode parecer uma cidade de doces, com os macarons de Nancy ou as bergamotas, uma espécie de rebuçados dourados. Mas ao olhar com mais atenção vemos que os salgados não são de recusar. Por exemplo, foi aqui que nasceu a mundialmente conhecida quiche lorraine.
Gulosos de serviço, não se esqueçam de visitar o mercado central no coração da cidade. Lá encontrarão os produtos os produtos mais típicos da região.

Condições meteorológicas

Dia com algumas nuvens mas sem chuva durante a etapa.
Temperatura irá rondar os 23ºC.
O vento irá soprar moderado a forte de nordeste, o que significa ventos laterais. Pode ser uma etapa com potencial para bordures.

Favoritos

⭐⭐⭐ Dylan Groenewegen, Elia Viviani
⭐⭐ Caleb Ewan, Peter Sagan
⭐ Sonny Colbrelli, Giacomo Nizzolo, Alexander Kristoff

A nossa aposta: Elia Viviani
Tem de confiar no comboio da sua equipa, que é o melhor. Desde o Giro que o italiano não segue as rodas dos companheiros e os resultados são uma miséria.
Está a realizar um ano banal para o que mostrou em 2018 e no próximo deverá estar noutras paragens.
Com Groenewegen ainda a recuperar da queda na 1ª etapa e se seguir o comboio azul, é o favorito a ganhar em Nancy.


Joker: Caleb Ewan
Depois de um dia que andou no grupetto com os restantes sprinters, o australiano tem aqui a oportunidade de tentar vencer uma etapa.
Na 1ª etapa, podia ter feito melhor, não tivesse sido bloqueado duas vezes durante o sprint. Tem velocidade e a Lotto-Soudal tem um comboio de lançamento de bom nível.

A camisola amarela que o vencedor irá usar nesta etapa homenageia a Catedral de Reims, local que testemunhou a coroação de vários reis de França.


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(a partir das 11:00)

(a partir das 13:10)

Horário Portugal continental




Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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