Volta à Suíça (2.WT) - Antevisão


A Volta à Suíça  foi criada em 1933 sendo uma das provas de etapas mais emblemáticas e importantes depois das grandes volta.
Juntamente com o Dauphiné, é a principal prova de preparação para a maior prova de ciclismo do mundo, a Volta à França.
O italiano Pasquale Fornara ostenta o recorde de triunfos na prova, com quatro, seguido dos suíços Hugo Koblet e Ferdi Kubler. O nosso Rui Costa detém três vitórias, obtidas consecutivamente, entre 2012 e 2014.

História

últimos 10 vencedores
2008 Roman Kreuziger (CZE) Liquigas
2009 Fabian Cancellara (SUI) Team Saxo Bank
2010 Fränk Schleck (LUX) Team Saxo Bank
2011 Levi Leipheimer (USA) Team RadioShack
2012 Rui Costa (POR) Movistar Team
2013 Rui Costa (POR) Movistar Team
2014 Rui Costa (POR) Lampre–Merida
2015 Simon Špilak (SLO) Team Katusha
2016 Miguel Angel Lopez (COL) Astana Pro Team
2017 Simon Spilak (SLO) Katusha-Alpecin
2018 Richie Porte (AUS) BMC

Edição 2018 (Top-10)
1    Richie Porte (Aus) BMC Racing Team    29:28:05   
2    Jakob Fuglsang (Den) Astana Pro Team    0:01:02   
3    Nairo Quintana (Col) Movistar Team    0:01:12   
4    Enric Mas (Spa) Quick-Step Floors    0:01:20   
5    Wilco Kelderman (Ned) Team Sunweb    0:01:21   
6    Simon Spilak (Slo) Katusha-Alpecin    0:01:47   
7    Sam Oomen (Ned) Team Sunweb    0:01:52   
8    Steven Kruijswijk (Ned) LottoNL-Jumbo    0:01:59   
9    Diego Ulissi (Ita) UAE Team Emirates    0:02:27   
10    Arthur Vichot (Fra) Groupama-FDJ    0:02:41

Percurso


15/6 Etapa 1 (CRI) - Langnau im Emmental › Langnau im Emmental (9.5 Km)
16/6 Etapa 2 - Langnau im Emmental › Langnau im Emmental (159.6 Km)
17/6 Etapa 3 - Flamatt › Murten (162.3 Km)
18/6 Etapa 4 - Murten › Arlesheim (163.9 Km)
19/6 Etapa 5 - Münchenstein › Einsiedeln (177 Km)
20/6 Etapa 6 - Einsiedeln › Flumserberg (120.2 Km)
21/6 Etapa 7 - Unterterzen › St. Gotthard (216.6 Km)
22/6 Etapa 8 (CRI) - Goms › Goms (19.2 Km)
23/6 Etapa 9 - Goms › Goms (144.4 Km)


Tal e qual as edições anteriores, a deste ano começa com um contra-relógio, mas desta vez é um  contrarrelógio individual de quase 10 Km. A 2ª etapa à primeira vista parece plana, mas engana, são mais de 2500 m de subida acumulada. A 3ª etapa é a que mais se encaixa para os velocistas puros.
As 4ª e 5ª etapas são do estilo da 2ª, seletiva e apenas os sprinters mais versáteis passarão. A partir de quinta-feira, os trepadores passam a ser os atores principais com dois finais em alto seguidos, Flumserberg e  San Gottardo. No sábado, o segundo contrarrelógio, este bem mais longo e que fará diferenças importantes, são 20 Km planos em Goms. A última etapa apesar de não terminar em alto, é a mais dura da prova com 3 contagens de categoria especial, Furkapass, Sustenpass e Grimselpass. 

Perfis

15/6 Etapa 1 (CRI) - Langnau im Emmental › Langnau im Emmental (9.5 Km)


Começa com um contra-relógio individual de 9,5 Km em Langnau im Emmental. Ideal para especialistas, roladores e ciclistas com alguma explosividade. Sprinters não podem ser excluidos, por exemplo Michael Matthews costuma fazer bons lugares neste tipo de contrarrelógio curto.

16/6 Etapa 2 - Langnau im Emmental › Langnau im Emmental (159.6 Km)

Etapa em circuito de 53,2 Km, com mais de 2500 metros de subida acumulada. No menu estão 3 passagens por: Schallenberg (8,2 Km a 4,9%) e Chuderhüsi (2,8 Km a 9,8%. A ultima tem o topo a 18 Km da meta.
Dia ideal para sprinters versáteis, como Michael Matthews e Peter Sagan.

Subidas categorizadas:
  1. Schallenberg (2ª cat., 1165 m, 8.0 Km a 5.1%, Km 21.2),
  2. Chuderhüsi (2ª cat., 1104 m, 3.0 Km a 9.4%, Km 33.4),
  3. Schallenberg (2ª cat., 1165 m, 8.0 Km a 5.1%, Km 75.2),
  4. Chuderhüsi (2ª cat., 1104 m, 3.0 Km a 9.3%, Km 87.4),
  5. Schallenberg (2ª cat., 1165 m, 8.0 Km a 5.1%, Km 129.2),
  6. Chuderhüsi (2ª cat., 1104 m, 3.0 Km a 9.4%, Km 141.4).
17/6 Etapa 3 - Flamatt › Murten (162.3 Km)

Apesar de não ser uma etapa completamente plana, as dificuldades não são de grau elevado. Os últimos 30 Km são completamente planos e as equipas dos sprinters estarão ao trabalho.
É o único dia para os puro sangue do sprint.

Subidas categorizadas:
  1. Bergstrasse (3ª cat., 927 m, 0.8 Km a 8.8%, Km 27.5), 
  2. Chemin de Lorette (3ª cat., 647 m, 0.9 Km a 10.9%, Km 108.6).
18/6 Etapa 4 - Murten › Arlesheim (163.9 Km)

Dia para uma fuga, ou para ciclistas versáteis, capazes de subir média-montanha e com um sprint forte. Os primeiros 85 Km são planos, a partir daí aparece o Passwang (3,5 Km a 8,6%), para depois passarem na meta pela primeira vez. A subida final aparece a 15 Km da chegada, Hochwald (3 Km a 7,4%).

Subidas categorizadas:
  1. Passwang (2ª cat., 951.5469537399439 m, 3.4 Km a 9.1%, Km 86.5), 
  2. Eichenberg (3ª cat., 550 m, 3.0 Km a 7.3%, Km 143.2).
19/6 Etapa 5 - Münchenstein › Einsiedeln (177 Km)

Mais um dia para uma fuga ou então para os suspeitos do costume, que passam bem percursos acidentados e no final consigam sprintar bem.
As dificuldades começam logo à partida, em Münchenstein. Os primeiros 130 Km são de sobe e desce constante e há oportunidades para a formação de uma fuga. Depois disso, os últimos 50 Km contam com a ascensção a Sattel logo seguido de Einsiedel, que tem o topo a 24 Km da meta.
 
Subidas categorizadas:
  1. Sattel (2ª cat., 928 m, 13.0 Km a 3.6%, Km 143.1), 
  2. Einsiedeln (3ª cat., 947 m, 1.2 Km a 5.7%, Km 153.2).
20/6 Etapa 6 - Einsiedeln › Flumserberg (120.2 Km)

A primeira etapa para os trepadores, com chegada a Flumserberg (8,5 Km a 9,1%). A etapa é curta, mas a chegada bem dura, haverão diferenças entre os homens da geral.

Subidas categorizadas:
  1. Wildhaus (3ª cat., 1081 m, 3.5 Km a 5.1%, Km 73.1), 
  2. Flumserberg (HC, 1218 m, 8.5 Km a 9.1%, Meta).
21/6 Etapa 7 - Unterterzen › St. Gotthard (216.6 Km)

Os primeiros 50 são planos, a subida de Flims (10,9 km a 5,2%) inicia um dia dificil. A ascensão seguinte é Lukmanierpass (16,5 Km a 5,3%) que servirá para uma primeira seleção no pelotão.Mas será em San Gottardo que coisas irão aquecer! Uma das subidas mais emblemáticas do território helvético, com uma grande parte da mesma a ser em empedrado.

Subidas categorizadas:
  1. Flims (2ª cat., 1105 m, 11.7 Km at 4.0%, Km 65.1), 
  2. Lukmanierpass (1ª cat., 1971 m, 16.7 Km a 5.4%, Km 123.2), 
  3. San Gottardo (HC, 2090 m, 12.1 Km a 7.3%, Meta).

22/6 Etapa 8 (CRI) - Goms › Goms (19.2 Km)

Contrarrelógio plano de pouco mais de 19 Km. Relativamente plano em estradas abertas, ideal para os roladores. Os trepadores terão de minimizar as perdas.

23/6 Etapa 9 - Goms › Goms (144.4 Km)
Etapa rainha da edição deste ano. Apesar de não terminar em alto, no menu estão três contagens de montanha de categoria especial.
A primeira subida do dia é o Furkapass (16,3 Km a 6,4%), sobem até aos 2436 metros de altitude. Segue-se o Sustenpass (17,5 Km a 7,5%) que tem o topo a 2224 metros. A última ascensão é o  Grimselpass (25 Km a 6%). 
Os últimos 17 Km são em descida e plano (os últimos 3 Km). Além das subidas, as descidas serão importantes, são longas e algumas delas técnicas.

Subidas categorizadas:
  1. Furkapass (HC, 2432 m, 16.5 Km a 6.4%, Km 21.4), 
  2. Sustenpass (HC, 2245 m, 17.5 Km a 7.6%, Km 69.3), 
  3. Grimselpass (HC, 2163 m, 25.8 Km a 5.9%, Km 123.7).
Startlist

Aqui

Favoritos

⭐⭐⭐⭐⭐

Geraint Thomas
Com a ausência de Froome do Tour, Thomas será o líder da equipa. A Volta à Suiça é a última fase de preparação do galês, que já se mostrou a um bom nível na Romandia depois de um inicio do ano muito apagado.

⭐⭐⭐⭐

Egan Bernal
Será o plano B da Ineos no Tour. Depois do problema que o impediu de ir ao Giro estar totalmente resolvidao, o colombiano aparece aqui como a segunda opção da equipa britânica. 
Os contrarrelógios poderão colocá-lo numa posição dificil de disputar a geral, mas na montanha estará com os melhores.
Será que trabalhará exclusivamente para Thomas ou terá liberdade? Essa é a grande dúvida.

⭐⭐⭐

Rui Costa
Vencedor de três edições e habitualmente na Suiça costuma andar com os melhores. Na Romandia andou muito bem, mostrou uma forma interessante, no entanto aqui o percurso é mais exigente.
É um dos candidatos ao pódio.

Enric Mas
Tem sido uma das desilusões até ao momento em 2019. O espanhol depois de um 2018 de grande nível, aponta para o Tour e devido à proximidade do mesmo, na Suiça tem de mostrar mais do que até aqui.
Dos da geral é dos que se defende melhor no contrarrelógio.

⭐⭐

Wilco Kelderman
Uma das incógnitas, regressa depois de mais uma lesão que o impediu de correr. O holandês é um dos ciclistas que mais dificuldade tem em manter-se em cima da bicicleta.
No entanto, se estiver bem, é um candidato ao pódio, já que é dos que anda melhor no contrarrelógio e na montanha defende-se bem.

Simon Spilak
Está no país, onde praticamente anda sempre bem e se as condições meteorológicas forem de frio de chuva, ainda melhor para ele. O esloveno tem uma das carreiras mais peculiares do ciclismo internacional.
Na Califórnia andou bem, o pico de forma dele deve ser aqui na Suiça.



Hugh Carthy
Foi uma das boas surpresas do Giro. O britânico lidera a EF na Suiça e depois de uns dias de descanso do Giro, vai voltar à carga. Os contrarrelógios vão penalizá-lo, mas na montanha pode fazer estragos.

Marc Soler
Ainda não fez nada de jeito em 2019. Por essa razão apenas leva 1 estrela, em condições normais com este percurso e contra esta concorrência estariá mais acima nesta lista de favoritos. Apesar de ser uma total incógnita, com a aproximação do Tour e as melhorias de performance evidentes da equipa este ano, espera-se que Soler ande relativamente bem na Suiça.

Domenico Pozzovivo
Vem do Giro, onde esteve a trabalhar para Nibali, aqui será o líder da equipa. Deverá perder muito tempo nos contrarrelógios, mas na montanha é a opção mais fiável da Bahrain-Merida.

A nossa aposta: Geraint Thomas
Joker: Rui Costa

Seguir em directo: @tds#tourdesuisse


Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

Sem comentários:

Enviar um comentário