Relatório 2017 - FDJ


País - França
UCI WT  Ranking -17º

Para a FDJ foi uma temporada bem pior que a anterior e o ranking World Tour é bem o reflexo disso mesmo. Mas nem tudo foi mau, com os seus dois principais corredores a conseguirem ser mais consistentes e fiáveis.

Principal Figura - Arnaud Démare

Em relação a 2016, Démare teve mais quatro vitórias e mostrou-se bem mais consistente. Estreou-se a ganhar no Tour e até lideou a classificação por pontos mas acabou por abandonar a prova devido a problemas de recuperação. Após abandonar, o sprinter francês admitiu que ainda tem de evoluir muito na sua recuperação do dia a dia, para conseguir terminar uma prova de 3 semanas em boas condições.
Apesar de em 2016 ter ganho um monumento (Milão-São Remo), o ano de 2017 acaba por ser um pouco melhor, com vitórias de etapa no Tour, Dauphiné e Paris-Nice.

Desilusão - Sebastien Reichenbach

O suiço em 2016 tinha dado sinais que poderia ser um nome a ter em conta nos anos seguintes. Porém, 2017 não foi um ano positivo para Reichenback, não apresentou resultados de relevo e esteve discreto durante todo o ano. 
No Giro, ajudou Pinot, mas no cômputo geral, acaba por ser um ano muito decepcionante, sobretudo comparado com o anterior e com aquilo que se esperava dele.

Principais conquistas - 20ª etapa do Giro e 4ª etapa do Tour

As grandes vitórias do ano para a equipa francesa foram etapas das grandes voltas. No Giro, Thibaut Pinot esteve perto do pódio, terminou no 4º lugar e para isso, a vitória na 20ª etapa ajudou, numa vitória conquistada no seu terreno, na alta montanha.
No Tour, Démare realizou uma excelente inicio de prova e a vitória na 4ª etapa foi o expoente máximo. Parecia que iria lutar pela classificação dos pontos, no entanto, a sua capacidade de recuperação traiu-o.

Outros resultados relevantes - 1ª etapa do Paris-Nice e Volta à Catalunha, 2ª etapa do Critérium du Dauphiné

Destaque também para as vitórias de etapas, de abertura no Paris-Nice e Volta à Catalunha e para a 2ª  etapa do Critérium du Dauphiné. Todas elas conquistadas por Démare, que estando fresco é um sprinter temível e capaz de dar luta aos melhores.

Melhor momento - 20ª etapa do Giro

Thibaut Pinot fez um Giro consistente e há muito que não se via o trepador francês tão forte numa grande volta. A recompensa chegou na 20ª etapa, onde se superiorizou em Asiago a Zakarin, Nibali, Pozzovivo e Quintana.
A vitória de etapa permitiu-lhe sonhar com o pódio, mas Pinot no contrarrelógio final não esteve muito bem e teve de se contentar com o 4º posto.

Pinot na meta em Asiag, na 20ª etapa do Giro 2017 (LUK BENIES/Getty Images)

Pior momento - O abandono de Arnaud Démare do Tour

Démare começou o Tour em grande forma (2º e 6º, nas 2ª e 3ª etapas) e na 4ª etapa, confirmou o grande inicio de prova. Nesse momento também liderava a classificação de pontos e com a expulsão de Peter Sagan, foi dado como o grande candidato a ganhar a camisola verde.
Ainda foi 2º na 6ª etapa, mas na 8ª etapa, revelou enormes dificuldades, a equipa sacrificou diversos companheiros que ficaram com Démare para evitar que ele chegasse fora do controlo. No dia seguinte, novamente ficou bem cedo em dificuldades, mas desta vez não escapou e chegou fora do tempo limite.
Já em casa, o ciclista desabafou que a sua recuperação em provas de 3 semanas, ainda é muito fraca.

Revelação - David Gaudu

O jovem francês, vencedor do Tour de l'Avenir em 2016, demonstrou em 2017 que pode ter um futuro brilhante. É um dos maiores talentos franceses e se evoluir conforme o esperado, é daqueles que não enganam, estará nas grandes voltas para lutar por lugares importantes, além disso, é um ciclista interessante para provas de um dia com um perfil montanhoso.
Dos resultados em 2017, destaque para o 9º lugar na Flèche Wallone, 2º no Tour de l'Ain e 5º na Milão-Turim.

Avaliação

Positivo
  • Thibaut Pinot e Arnaud Démare cada vez mais consistentes;
  • David Gaudu promete muito;
  • Bons resultados nas provas francesas;
  • Mais 5 vitórias em relação a 2016;

Negativo
  • A demasiada dependência em Pinot e Démare;
  • Desceram 6 lugares no ranking, acabaram o ano de 2016 em 11º, este ano acabam em 17º;
  • Péssima primavera de clássicas;

Veredicto
De 11º para 16º, um tombo de seis lugares no ranking World Tour, que se justifica pela dependência em exagero que a equipa tem dos seus dois principais ciclistas. As segundas figuras estiveram muito longe de Pinot e Démare, o que fez com que a equipa caísse estes lugares todos no ranking.



Na total de vitórias, a equipa obteve menos três em relação a 2016, de 30 para 27. No entanto, em termos de vitórias no World Tour, a equipa obteve o mesmo número do ano passado, com cinco.
A grande vitória de 2016, foi a conquista da Milão-São Remo por Démare, este ano, o grande destaque são as duas vitórias de etapas no Giro (por Pinot) e Tour (Démare).
Não foi uma temporada boa, esperava-se muito mais da equipa francesa.

Futuro

Das saídas destaque para alguns ciclistas que já estavam na equipa há alguns anos e eram importantes sobretudo na taça de França, são eles: Kevin Reza, Lorrenzo Manzin e Johan Le Bon. A saída do norueguês Odd Christina Eiking também é importante.
Das entradas, dois homens importantes vindos da Sunweb, que podem ser uma mais valia no comboio de Démare. As outras três entradas são de jovens, que devem ter um ano de aprendizagem.
A equipa irá reduzir o plantel de 32 para 28 ciclistas.

Entradas: 
Ramon Sinkeldam (Team Sunweb)
Georg Preidler (Team Sunweb)
Valentin Madouas (Neo-Pro)
Romain Seigle (Neo-Pro)
Bruno Armirail (Neo-Pro)

Saídas: 
Odd Christian Eiking (Wanty-Groupe Gobert)
Arnaud Courteille
Kevin Reza
Lorrenzo Manzin
Johan Le Bon (Vital Concept)
Marc Fournier (Vital Concept)
Cedric Pineau (Retira-se)
Jérémy Maison (Team Fortuneo - Oscaro)
Antoine Duchesne (Direct Energie)

Extensões: Benoît Vaugrenard, Mickael Delage, Ignatas Konovalovas, Matthieu Ladagnous, Daniel Hoelgaard


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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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