Relatório 2017 - Bahrain Merida


País - Bahrain
UCI WT  Ranking -14º

A equipa árabe estreou-se na categoria máxima com o grande objetivo de conquistar uma grande volta por Vincenzo Nibali.
Foi um ano marcado pelas escassas vitórias, mas também pela capacidade de Nibali conseguir lutar até ao fim pelos principais objetivos.

Principal Figura - Vincenzo Nibali

Sem dúvida a grande estrela da equipa, tudo gira à sua volta e a verdade é que apesar de não ter ganho uma grande volta em 2017, fez um ano bastante positivo.
Em relação a 2016, o italiano subiu 110 lugares no ranking, terminando este ano em 5º lugar do World Tour, o que atesta bem do bom ano que realizou.
O tubarão de Messina, terminou todas as provas que entrou. Participou em 14 provas, ficou no top-10 em 9!

Desilusão - Enrico Gasparotto

Contratado depois de uma excelente temporada de 2016, onde se destaca a vitória na Amstel Gold Race. O ano de 2017 foi completamente oposto, com alguns azares à mistura a condicionar a temporada do italiano.
O melhor resultado foi o 14º lugar na De Brabantse Pijl - La Flèche Brabançonne.

Principais conquistas - Giro da Lombardia

Ganhar um monumento do ciclismo é sempre um momento muito importante para qualquer equipa, muito mais o é, para uma equipa como a Bahrain-Merida, que se estreava no World Tour.
Foi a melhor maneira de terminar a temporada para Vincenzo Nibali e para a equipa. Foi a primeira grande conquista da equipa árabe e logo com uma soberba exibição do tubarão.

Outros resultados relevantes -  2º na geral da Vuelta, 3º na geral do Giro, vitória na 3ª etapa da Vuelta 

Apesar de Nibali não ter conseguido um dos seus grandes objetivos para este ano, que era ganhar uma das grandes voltas. A temporada não foi negativa, nas duas grandes voltas que participou fez pódio e lutou pela vitória até bem perto do fim.
Foi 3º no Giro, atrás apenas de Tom Dumoulin e de Nairo Quintana e na Vuelta foi o único capaz de lutar com Chris Froome até ao fim, acabou no 2º lugar.

Melhor momento - Giro da Lombardia

Foi a primeira grande vitória, o primeiro monumento na curta história da equipa, ou seja, um marco para a Bahrain-Merida.

Pior momento - Expulsão de Javier Moreno no Giro

Durante a 4ª etapa do Giro, Javier Moreno e Diego Rosa (Sky) envolveram-se numa discussão. O espanhol achou que era boa ideia empurrar o italiano, para seu azar foi apanhado pelas câmaras de televisão e o resultado foi a expulsão.
No final do dia, Moreno e a equipa pediram desculpas pelo sucedido. 
“A situação que aconteceu durante um momento tenso da prova, no entanto a atitude de Javier não é aceitável. Em nome da equipa Bahrain-Merida peço desculpas a todos os envolvidos”, disse Brent Copeland.

Revelação - Ninguém

Não houve ninguém que particularmente se revelou na equipa árabe.

Avaliação

Positivo
  • Boa temporada do líder da equipa, Vincenzo Nibali;
  • Sonny Colbrelli e o Ion Izagirre foram segundas figuras competentes;
    Negativo
    • Equipa completamente depende de Vincenzo Nibali, Sonny Colbrelli e Ion Izagirre;
    • Resultados muito fracos nas Clássicas da primavera.
      Veredicto
      A temporada da Bahrain-Merida fica marcada pela dependência quase absoluta de três ciclistas: Vincenzo Nibali, Sonny Colbrelli e Ion Izagirre. Das 12 vitórias, 7 delas foram conquistadas por Nibali (4) e Colbrelli (3), o que representa 58,3%.
      A prova que a equipa viveu destes três ciclistas está expressa na tabela seguinte:


      Dos 5277 pontos conquistados pela equipa no ranking do World Tour, 82,6% deles foram graças a Vincenzo Nibali, Sonny Colbrelli e Ion Izagirre. Sozinho, Vincenzo Nibali deu 41,6% dos pontos à equipa árabe. 
      Sonny Colbrelli e Ion Izagirre não desiludiram, ao contrário do resto da equipa, que salvo algumas excepções que não estão expressas nos números, foi medíocre. Entre as excepções, está Franco Pellizotti que foi um excelente gregário do tubarão. Giovanni Visconti não fez uma excelente temporada, mas a vitória na histórica clássica italiana, Giro dell'Emilia, salvou-lhe o ano, numa prova em que a equipa esteve perfeita, Vincenzo Nibali foi 2º.
      A temporada fica marcada pelos dois pódios nas grandes voltas e pela conquista do primeiro monumento da história da equipa. Não foi um ano muito bom, mas também não se pode dizer que tenha sido mau.

      Futuro

      A equipa árabe para 2018 contratou o irmão de Ion Izagirre à Movistar, juntando os irmãos, uma contratação interessante. Matej Mohoric é também um nome de peso, o esloveno é um reforço importante para a montanha. Mas a grande contratação da equipa é o veterano italiano, Domenico Pozzovivo, que terminou o Giro deste ano no 6º lugar da geral. Dará maiores opções à equipa nas provas por etapas.
      Em relação a saídas, não há nenhuma de peso. Javier Moreno e Ondřej Cink, são talvez as mais importantes, no entanto, já pouco acrescentavam à equipa.

      Entradas: 
      Gorka Izagirre (Movistar)
      Matej Mohorič (UAE Team Emirates)
      Kristijan Koren (Cannondale-Drapac)
      Hermann Pernsteiner (Amplatz-BMC)
      Domenico Pozzovivo (AG2R La Mondiale) 
      Mark Padun (Team Colpack)

      Saídas: 
      Javier Moreno (Delko Marseille Provence KTM)
      Tsgabu Grmay (Trek-Segafredo)
      Ondřej Cink (PMRA Racing Team)
      Jon Ander Insausti (Fundación Euskadi)
      Janez Brajkovic

      Extensões: Sonny Colbrelli, Franco Pellizotti, Heinrich Haussler

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      Bruno Dias

      Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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