Rescaldo dos campeonatos nacionais de Elites e sub-23.

Rúben Guerreiro, novo campeão nacional de fundo, Elites (Foto de João Fonseca)

Os campeonatos nacionais deste ano, estavam divididos entre duas cidades: Santa Maria da Feira e Gondomar. A primeira recebeu os dois contrarrelógios e a segunda, as provas de fundo.
Como sempre a polémica não faltou, com o verniz a estalar no contrarrelógio Elites, onde Nélson Oliveira não defendeu a sua camisola de campeão nacional.

Sub-23

CRI
José Neves (Liberty Seguros-Carglass) conquistou contrarrelógio do escalão sub-23, repetindo o feito de 2015. O ciclista de 21 anos, bateu o campeão de 2016, Gaspar Gonçalves por 15 segundos, conseguindo uma média de 48,4 Km/h. 
Gaspar Gonçalves até foi mais rápido na 1ª volta ( 5 segundos), mas na 2ª volta, o ciclista da Liberty Seguros-Carglass, esteve intratável. Em 3º acabou uma das grandes esperanças do ciclismo português, João Almeida.

Classificação:
1- José Neves [Liberty Seguros-Carglass] 0:28:01
2- Gaspar Gonçalves [Liberty Seguros-Carglass] +15s
3- João Almeida [Unieuro Trevigiani-Hemus 1896] +59s
4- Tiago Antunes [Sicasal-Constantinos-Delta Cafés] +1:08s
5- Jorge Magalhães [Miranda-Mortágua] +1:09s
6- André Ramalho [Jorbi-Team José Maria Nicolau] +1:10s
7- Daniel Viegas [Polartec-Fundación Contador] +1:17s
8- André Carvalho [Team Cipollini-Iseo Serrature Rime] +2:04s
9- Gonçalo Santos [Moreira Congelados-Feira-Bicicletas Andrade] +2:19s
10- Rafael Apolinário [Sicasal-Constantinos-Delta Cafés] +2:23s

Prova de fundo
O dia de São João foi dia de se saber quem seria o novo campeão nacional do escalão sub-23. Com a ausência do Rúben Guerreiro, que apostou na prova de elites, a corrida prometia ser imprevisível e foi o que aconteceu.
Na complicada chegada a Gondomar, com um último quilómetro a 9%, o mais forte foi Francisco Campos (Miranda-Mortágua), que bateu André Carvalho (Cipollini-Iseo Serrature Rime) por apenas 3 segundos. David Ribeiro completou o pódio, a 11 segundos do vencedor.

Classificação:
1- Francisco Campos [Miranda-Mortágua] 4:29:09
2- André Carvalho [Cipollini-Iseo Serrature Rime] +3s
3- David Ribeiro [Liberty Seguros-Carglass] +11s
4- Paulo Silva [Sicasal-Constantinos-Delta Cafés] +15s
5- Tiago Antunes [Sicasal-Constantinos-Delta Cafés] +23s
6- César Martingil [Liberty Seguros-Carglass] +26s
7- Fábio Mansillhas [Miranda-Mortágua] +30s
8- Rui Oliveira [Axeon Hagens Berman] +35s
9- Daniel Viegas [Polartec-Fundación Contador] +1:44s
10- André Ramalho [Jorbi-Team José Maria Nicolau] +3:41s

Elites

CRI
Infelizmente estes campeonatos foram mais notícia pela polémica do que pela competição. E a polémica maior estalou quando na reunião de directores que antecede a prova ,foi decidido mudar a hora de saída dos ciclistas. 
O campeão nacional de 2016, Nélson Oliveira, não tinha nenhum representante na reunião e ninguém o avisou. Quando chegou para partir, o ciclista da Movistar e como não sabia da alteração, chegou atrasado e não pôde defender o seu título. O ciclista deveria ter tido um representante na reunião, porém, também é verdade que Nélson Oliveira deveria ter sido contactado. Ninguém foi bem na fotografia.
Em relação à competição, Domingos Gonçalves bateu Rafael Reis por apenas 5 segundos, numa luta renhida. Sérgio Paulinho completou o pódio, a 20 segundos do vencedor.

Classificação:
1- Domingos Gonçalves [RP-Boavista] 0:42:19
2- Rafael Reis [Caja Rural-Seguros RGA] +5s
3- Sérgio Paulinho [Efapel] +20s
4- José Mendes [BORA-hansgrohe] +28s
5- Ricardo Vilela [Manzana Postobón] +1:02s
6- João Rodrigues [W52-FC Porto] +1:04s
7- António Barbio [Efapel] +1:14s
8- João Matias [LA Alumínios-Metalusa-BlackJack] +1:55s
9- Tiago Ferreira [W52-FC Porto] +2:17s
10- Fábio Silvestre [Sporting-Tavira] +2:22s

Prova de fundo
A prova de fundo ficou marcada pela vitória de Rúben Guerreiro (Trek-Segafredo). O ciclista do Montijo, que tinha sido campeão de sub-23 em 2016 e júnior em 2012, decidiu apostar na prova de Elites e na sua primeira participação, saca o título de campeão português.
A prova desde cedo foi muito atacada, com vários ataques nas sucessivas voltas. Enquanto isso, o pelotão ia ficando cada vez mais magro. Até que a duas voltas do fim, o campeão nacional de contrarrelógio, Domingos Gonçalves (RP-Boavista) e Tiago Ferreira (W52-FC Porto-Mestre da cor) atacou, no entanto, o ciclista do Boavista isolou-se a ganhou uma vantagem muito interessante, cerca de 1 minuto e 20 do grupo perseguidor, com cerca de 16 corredores.
Na última volta, quando parecia que Domingos Gonçalves iria se tornar campeão nacional, juntando assim os títulos de contrarrelógio e de estrada, uma queda fez com que perdesse todo o tempo ganho. Na rampa final em Gondomar, Rúben Guerreiro foi o mais forte, numa demonstração de força, o vencedor da última edição da Volta a Portugal, Rui Vinhas foi 2º e Ricardo Vilela da Manzana Póstobon foi 3º.

Classificação:
1- Rúben Guerreiro [Trek-Segafedo] 4:36:25
2- Rui Vinhas [W52-FC Porto] +3s
3- Ricardo Vilela [Manzana Postobón] +3s
4- José Gonçalves [Katusha-Alpecin] +9s
5- Frederico Figueiredo [Sporting-Tavira] +13s
6- António Carvalho [W52-FC Porto] +24s
7- Domingos Gonçalves [RP-Boavista] +32s
8- Tiago Machado [Katusha-Alpecin] +2:46s
9- João Rodrigues [W52-FC Porto] +2:46s
10- César Fonte [LA Alumínios-Metalusa-BlackJack] +2:46s






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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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