Volta à Flandres com vitória de Philippe Gilbert - Declarações dos Intervenientes

Philippe Gilbert - Vencedor da Volta à Flandres 2017 (Foto: Tim de Waele/TDWSport.com)

Philippe Gilbert: "As pessoas disseram que era louco por atacar tão cedo, eu também o pensei."

Philippe Gilbert venceu ontem, pela primeira vez na sua carreira, a Volta à Flandres, juntando assim um terceiro Monumento do Ciclismo no seu palmarés (Giro da Lombardia, Liège-Bastogne-Liège e Volta à Flandres).
No final, Phil Gil era um homem bastante emocionado e com motivos para tal.

No Muur de Geraardsbergen Gilbert e Boonen apertaram o ritmo e conseguiram selecionar o pelotão: "Estávamos a dar o máximo e estava a correr bem. A Sky colocou um ritmo forte e a seguir Tom tomou a iniciativa", comentou Gilbert logo após terminar a prova.
"Então decidimos acelerar no Kwaremont, com Trentin e Boonen. Tom entrou no asfalto cheio de gás e depois eu assumi a frente. Quando olhei para trás, vi que tinha aberto um espaço. Eu não sabia o que devia fazer, então decidi continuar na minha velocidade, e no final do pavé olhei para trás e vi que estava sozinho.
Perguntei à equipa pelo rádio o que devia fazer e a resposta foi simplesmente ir".

"As pessoas disseram que era louco por atacar tão cedo, eu também o pensei."
 
"Isto é um sonho para mim. Quero ganhar todos os monumentos e agora tenho três dos cinco. Em São Remo esteve perto por algumas vezes, mas a minha carreira ainda não terminou."
"É muito especial ganhar com estas cores e com o apoio que tive durante todo o dia. Sou da Valónia e há 30 anos Claude Criquielion Waal foi o último ciclista da Valónia a vencer a Volta à Flandres, o que me diz muito e é muito especial."
"Sinto-me bem desde o inverno, quando treinei com a equipa em Denia. A motivação estava em alta e sei que a  Quick-Step Floors é a equipa certa para mim. Quando estive na Omloop a boa forma já estava lá, mas fiquei preso numa queda. Com o passar das provas tenho-me sentido cada vez mais forte."
"É uma vitória para toda a equipe. Eu estou ciente disso, até porque ouvi pelo rádio que todos estavam a trabalhar atrás de mim e estou muito agradecido. Eles fizeram um grande trabalho e sei que sem eles, eu não seria capaz de vencer.
O ciclismo é um desporto de equipa, não é um desporto individual. É talvez o único desporto em que apenas uma pessoa tem o sucesso, mas no fim ganhamos em equipe. Todos eles mereciam estar no pódio."
 
Momento da queda de Sagan, Avermaet e Naesen (Foto: Tim de Waele/TDWSport.com)

Greg Van Avermaet: "Poderíamos ter alcançado Gilbert"

No final da prova, Greg Van Avermaet era uma pessoa desiludida pela má sorte que o acompanhou. 
"Para mim é muito decepcionante. Estava a correr pela vitória mas não deu. Isto é competir, tens grandes objectivos e tentas consegui-los, às vezes corre bem outras vezes não. Mas estou orgulhoso de ter dado tudo e ter conseguido o segundo lugar. Também tive um pouco de má sorte."
"A colaboração não foi boa até chegarmos ao Taaienberg, é o que acontece com um grupo tão grande. 
No Oude Kwaremont, Sagan atacou, tentei seguir a sua roda mas ele chocou em alguma coisa. Não sei bem o que se passou. Caí, mas felizmente a minha bicicleta não tinha problemas e tentei voltar ao ritmo, mas era tarde demais. Esse era o momento. Se tivesse conseguido ir com o Peter e o Oliver, poderíamos ter trabalho juntos para alcançar Gilbert."

Peter Sagan: "A Volta à Flandres esteve à altura da sua reputação"

Peter Sagan sofreu uma queda durante a Volta à Flandres que lhe retirou qualquer hipótese de tentar alcançar Philippe Gilbert.

"A Volta à Flandres esteve à altura da sua reputação", afirmou o campeão mundial no final da prova. "Foi uma corrida complicada, mas senti que estava em boa forma e numa posição que me iria permitir alcançar Gilbert na parte final, mas o destino não quis."
"Por infortúnio, a minha queda no Oude Kwaremont significou que tudo tinha terminado. Foi uma pena porque a equipa fez um trabalho tremendo para me ajudar e manter-me a salvo.
A culpa foi minha, estava muito perto das barreiras. Senti que algo me prendeu mas que eu conseguia seguir. Não fui travado imediatamente. Acho que apanhei um casaco ou algo assim, porque se tivesse atingido a barreira eu teria ido imediatamente ao chão."
"No Muur houveram algumas quedas e eu fiquei bloqueado. Mas no final da subida eu não estava muito longe. Vi que de trás vinha a Trek a puxar forte para me apanhar, então eu pensei 'Ok, se eles estão a puxar para me apanharem, então eles vão continuar a puxar para fechar o espaço', mas eles pararam assim que me alcançaram. Estávamos a seis segundos e foi um erro porque estávamos muito perto de os apanhar."

Fontes:
http://www.cyclingnews.com/
http://www.quickstepfloorscycling.com/ 

 
 

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Lola Cycling Team

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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