Volta ao Alentejo (2.1) - Antevisão


A 35ª edição da Alentejana está a chegar, durante cinco dias as planícies e montes alentejanos vão ser percorridos pelo pelotão. A prova subiu de escalão, este ano é da categoria 2.1, juntamente com a criação de algumas provas, são a prova que o calendário português está a ficar mais preenchido e o nível tem subido nos últimos 2 anos.
A primeira edição foi realizada em 1983, ganha por Paulo Ferreira. Entre os vencedores estão nomes históricos, como: Marco Chagas, Joaquim Gomes, Miguel Indurain, Melchior Mauri, Joaquim Andrade e David Blanco.
Na “Alentejana” vão-se apresentar à partida 19 equipas em representação de 10 países: Estados Unidos, Noruega, República da Irlanda, Polónia, Israel, Colômbia, Espanha, Rússia, Holanda e Portugal. São 13 equipas vindas de fora que se juntam às 6 portuguesas Continentais e onde apenas consta um vencedor da prova, Carlos Barbero (2014). Uma das curiosidades desta prova é que nunca foi ganha duas vezes pelo mesmo corredor. A internacionalização da prova fez com que à 10 anos que nenhum português a vença.

História
últimos 10 vencedores
2007 Manuel Vázquez (ESP) Andalucia-Cajasur
2008 Hector Guerra (ESP) Liberty Seguros
2009 Maxime Bouet (FRA) Agritubel
2010 David Blanco (ESP) Palmeiras Resort-Prio
2011 Evaldas Šiškevičius (LTU) La Pomme Marseille
2012 Alexey Kunshin (RUS) Lokosphinx
2013 Jasper Stuyven (BEL) Bontrager Cycling Team
2014 Carlos Barbero (ESP) Euskadi
2015 Pawel Bernas (POL) ActiveJet Team
2016 Enric Mas (ESP) Klein Constantia

Edição 2016 (Top-10)
1 Enric Mas (Spa) Klein Constantia 21:54:49
2 Krister Hagen (Nor) Team Coop / Oster Hus
3 David de La Fuente (Spa) Sporting / Tavira 0:00:09
4 Jesus Ezquerra (Spa) Sporting / Tavira 0:00:11
5 Rafael Silva (Por) Efapel 0:00:15
6 Tao Geoghegan Hart (GBr) Axeon / Hagens Berman 0:00:18
7 Nuno Bico (Por) Klein Constantia
8 César Fonte (Por) Rádio Popular / Boavista
9 Samuel Caldeira (Por) W52/FC Porto 0:00:20
10 Rafael Reis (Por) W52/FC Porto 0:00:24

Percurso
Etapa 1 - 22 de fevereiro - Portalegre › Castelo de Vide, 158 km
Etapa 2 - 23 de fevereiro - Monforte › Portel, 171,3 km
Etapa 3 - 24 de fevereiro - Mourão › Mértola, 208,8km
Etapa 4 - 25 de fevereiro - Alcácer do Sal › Odemira, 175,8km
Etapa 5 - 26 de fevereiro - Ferreira do Alentejo › Évora, 168,9km
Total: 882,8km

O percurso não difere muito do ano transato. São 5 etapas, inicia-se na capital do alto Alentejo e termina na principal cidade alentejana, Évora. As 1ª e 2ª etapas são aquelas que poderão fazer maiores diferenças. As restantes são planas, sem grandes dificuldades, mas a falta de velocistas neste pelotão pode fazer com que a corrida seja mais aberta e seja menos controlável.

Perfis 
Etapa 1 - 22 de fevereiro - Portalegre › Castelo de Vide 158 km 
Últimos 3 quilómetros da etapa
A etapa inaugural inicia-se em Portalegre e contará com subidas ao Cabeço do Mouro (2ª cat.), Monte Paleiros (3ª cat.), Marvão (4ª cat.) e a menos de 20 quilómetros para a meta, que está  em Castelo de Vide, aparece a Sra. da Penha (3ª cat.). As Metas Volantes serão no Crato, Monforte e Portalegre.
Os últimos 3 Kms são em subida, com a meta a estar localizada na Rua Bartolomeu Álvares da Santa, em Castelo de Vide.

** Vicente Garcia de Mateos
* Rinaldo Nocentini

Etapa 2 - 23 de fevereiro - Monforte › Portel 171,3km 
Últimos 3 quilómetros da etapa
A 2ª etapa é a mais longa, com partida em Monforte, percorrerá 206,2 km com Metas Volantes em Borba, Redondo e Reguengos de Monsaraz e uma contagem de montanha de 4ª cetagoria em Monsaraz. A parte final em Portel é em ligeira subida.

** Edu Prades
* Adrien Costa

Etapa 3 - 24 de fevereiro - Mourão › Mértola 208,8km 
Últimos 3 quilómetros da etapa
A 3ª etapa não tem grandes dificuldades, ideal para os velocistas brilharem. A tirada tem uma extensão de 208,8 km, é a mais longa da prova, com passagens pelas Metas Volantes em Moura, Beja e Castro Verde.

** Johim Ariesen
* Roman Maikin

Etapa 4 - 25 de fevereiro - Alcácer do Sal › Odemira 175,8km 
Últimos 3 quilómetros da etapa
A 4ª etapa terá o Litoral Alentejano como pano de fundo, ligará Alcácer do Sal a Odemira. As Metas Volantes estão situadas em Sines, Vila Nova de Santo André e Grândola. Nas Cumeadas, em Santiago do Cacém, aparece a única contagem de montanha (4ª cat.), fica mais ou menos a meio do percurso. Esta etapa é mais uma ideal para os velocistas, depende da predisposição das equipas com sprinters para controlar a corrida.

** Luis Mendonça
* Daniel Mestre

Etapa 5 - 26 de fevereiro - Ferreira do Alentejo › Évora 168,9km 
Últimos 3 quilómetros da etapa
No último dia de competição, a etapa parte de Ferreira do Alentejo e termina em Évora, num total de 168,9 quilómetros. As Metas Volantes estão situados no Alvito, Alcáçovas e Arraiolos. A única co ntagem de montanha, que é de 4ª categoria está localizada em Montemor-o-Novo aos 112,6 Kms. A chegada será  na Praça do Giraldo, em Évora

** Dylan Page
* Carlos Barbero

Startlist
Aqui


Favoritos
 
A nossa grande aposta é em Vicente Garcia de Mateos, que começou o ano em grande forma. Conseguiu estar no top-10 de três Trofeos do Challenge de Maiorca e na última etapa da Volta ao Algarve, no Alto do Malhão, foi 2º atrás de Amaro Antunes. O ciclista espanhol que era um velocista, transformou-se no último ano num corredor completo, capaz de aguentar na montanha.
Rinaldo Nocentini e Fabio Silvestre deverão ser as apostas do Sporting/Tavira, o italiano esteve bem na Volta ao Algarve e com a concorrência que terá na Alentejana é um dos favoritos.
A Axeon Hagens Berman apresenta Adrien Costa, um dos jovens mais talentosos do ciclismo mundial. O americano, basicamente é bom em todos os terrenos, com apenas 19 anos, Costa é um autêntico prodígio, um potencial vencedor de Grandes Voltas no futuro. Não descabido colocá-lo entre os favoritos, no ano passado o vencedor foi um jovem espanhol, Enric Mas, que neste momento corre pela Quick-Step Floors.
A W52-FC Porto-Mestre da cor, não apresenta a melhor equipa. Amaro Antunes, o melhor corredor neste inicio de temporada do pelotão português, não estará presente, mesmo que estivesse, o percurso não o beneficia, já que não tem montanha suficiente. Samuel Caldeira era a aposta lógica, porque é capaz de sprintar e também consegue passar bem subidas como aquelas que terá a Alentejana. Caldeira teve uma queda num treino, que o impediu de participar na Algarvia e ao que tudo indica também da Alentejana.
Gustavo Veloso ainda está longe do melhor, mas nunca se sabe o que poderá fazer o galego. Joaquim Silva pode ser a aposta da equipa, já que tem-se mostrado relativamente bem neste inicio de temporada.
Edu Prades é um dos melhores finalizadores presentes em prova e também é um ciclista que passa relativamente bem subidas curtas e não muito inclinadas. É também ele um dos candidatos a estar entre os primeiros.
A Manazan-Postobon depois da presença na Algarvia, estará na Alentejana a apoiar novamente Ricardo Vilela. Porém achamos que a percurso não o beneficia, não é duro o suficiente para ele fazer a diferença.
Rob Britton é um ciclista versátil, embora tenha o mesmo problema de Ricardo Vilela. O percurso não é duro o suficiente, para ele fazer diferenças. O mesmo serve para Edgar Pinto, embora o ciclista da LA Aluminios -Metalusa tenha dado boas indicações na Algarvia.
Do pelotão português, destaque ainda para César Fonte, colega de equipa de Edgar Pinto, o percurso assenta-lhe muito bem. No ano passado foi 8º.
 

***** Vicente Garcia de Mateos
**** Rinaldo Nocentini, Andrey Amador, Adrien Costa
*** Ricardo Vilela, Edu Prades, Rob Britton
** Gustavo Veloso, Edgar Pinto, César Fonte, Jan Hirt
* Fabio Silvestre, Joaquim Silva, Neilson Powless, Rafael Silva

A nossa aposta: Vicente Garcia de Mateos (O ciclista espanhol acabou por não se apresentar na prova) UPDATE:22-02-2017
Outsider: Rinaldo Nocentini

Seguir em directo: @VoltaPortugal, #voltaalentejo

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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