Análise à temporada 2016 - Team Giant-Alpecin


País - Alemanha
UCI WT  Ranking -16º
Orçamento - +/- 12 milhões de euros

Foi uma péssima temporada para a equipa alemã e que começou logo muito mal, quando em janeiro num estágio em Espanha, parte da equipa foi atropelada. Um dos que foi seriamente afectado foi John Degenkolb, o que prejudicou de forma profunda a temporada do alemão, que não conseguiu defender o título do Paris-Roubaix.
Conseguiram 14 vitórias ao longo de 2016, distribuídas por apenas 6 ciclistas, com particular realce para Tom Dumoulin, que venceu etapas no Giro e no Tour.

Principal Figura -
Tom Dumoulin
Obteve 4 vitórias durante o ano, todas elas, relevantes. Vestiu de rosa no Giro, ao vencer em casa na Holanda a 1ª etapa, um contra-relógio individual.
No Tour arrecadou 2 triunfos, na 9ª etapa, na chegada a Arcalis, venceu brilhantemente, isolado depois de apear os colegas de fuga. Na 13ª jornada, arrasou toda a concorrência no contra-relógio individual, provando mais uma vez que é dos melhores da especialidade no actual momento.
Ainda antes do Tour, conquistou o título de campeão da Holanda de contra-relógio.

Desilusão - Warren Barguil
Foi um dos afetados no atropelamento colectivo no estágio, recuperou bem a tempo de se preparar adequadamente para o grande objetivo da temporada que era o Tour, onde esperava ficar nos 10 primeiros. Mas acabou por ficar bem longe do seu objectivo, por essa razão é a desilusão da equipa esta temporada.
Apesar de tudo, colecionou alguns resultados interessantes, nomeadamente, 9º na Flèche Wallone, 6º na Liège-Bastogne-Liège, 3º na Volta à Suíça (prova que chegou a liderar) e 8º no Giro da Lombardia.

Principais conquistas -
1ª etapa do Giro, 9ª e 13ª etapas do Tour
Os grandes resultados da equipa foram obtidos por Tom Dumoulin, com as suas 3 vitórias de etapas no Giro (x1) e Tour (x2).
A vitória de etapa no Giro, permitiu-lhe vestir a maglia rosa e logo em casa, já que a prova deste ano partiu da Holanda. 
No Tour, o holandês venceu na alta montanha, em Arcalis e na sua especialidade, o contra-relógio da 13ª etapa.

Outros resultados relevantes -
Munsterland Giro, Tour de l'Ain
Das vitórias alcançadas pela equipa, além das vitórias em Grandes Voltas, é de realçar a conquista da clássica alemã, Munsterland Giro, por parte de John Degenkolb. O alemão depois do grave acidente no estágio em Espanha, regressou às vitórias na Artic Race, mas foi na clássica do seu país, que confirmou o regresso à boa forma.
Outro resultado de destacar foi a vitória do jovem talento holandês, Sam Oomen no Tour de l'Ain, onde também venceu uma etapa.

Melhor momento -
Vitória de Dumoulin na 1ª etapa do Giro
O objectivo para o Giro era claro, conquistar a maglia rosa através de Tom Dumoulin, ainda por cima a 1ª etapa era um contra-relógio no 'jardim' de Dumoulin. E tudo correu na perfeição, apesar da diferença de menos de 1 segundo entre ele e Roglic (LottoNL-Jumbo).
Dumoulin perdia a liderança na 3ª etapa, para Marcel Kittel, que chegou a Itália de rosa, mas para a equipa e para o corredor Holandês o grande objectivo foi alcançado.

Um vídeo publicado por Team Giant-Alpecin (@giantalpecin) a




Pior momento - Atropelamento da equipa no estágio de inicio de temporada, em Espanha
O ano começou com a pior notícia possível. Uma parte da equipa Giant-Alpecin tinha sido atropelada num treino, durante o estágio que decorria em Espanha.
Foram seis os ciclistas envolvidos: Warren Barguil (FRA), John Degenkolb (GER), Chad Haga (USA), Fredrik Ludvigsson (SWE), Ramon Sinkeldam (NED) e Max Walscheid (GER).
John Degenkolb que se preparava para as clássicas, onde iria defender a vitória no Paris-Roubaix, foi um dos mais afetados. Correu o risco de lhe ser amputado um dedo e ficou com a sua temporada estragada.

Revelação -
Sam Oomen
É um dos jovens com mais talento do ciclismo holandês, o que lhe permitiu que com 20 anos de idade já tenha um contrato com uma equipa World Tour. Não foi um ano onde se revelou definitivamente mas já deixou água na boca para o que poderá fazer no futuro.
Venceu o Tour de l'Ain e foi 3º no Critérium Internacional, são os resultados que mais se destacam.

Futuro
Muitas mexidas, com saídas e entradas de peso e o nome da equipa também muda, passa-se a chamar Team Sunweb. John Degenkolb rumou à Trek-Segafredo, mas para o substituir chega Michael Matthews. Wilco Kelderman é outra das novas aquisições, uma aposta forte para as provas por etapas.
Phil Bauhaus e Lennard Kämna, são duas das maiores promessas alemãs, o primeiro chegou a brilhar na Volta a Portugal, em 2014.
A aposta nas provas por etapas, deverá passar por apoiar Tom Dumoulin, Warren Barguil e Wilco Kelderman. Michael Matthews será o principal sprinter da equipa


Entradas:
Phil Bauhaus (Bora-Argon 18),
Chris Hamilton (Avanti), 
Lennard Hofstede (Rabobank), 
Wilco Kelderman (LottoNL-Jumbo), 
Lennard Kämna (Stölting), 
Michael Matthews (Orica-BikeExchange), 
Mike Teunissen (LottoNL-Jumbo)

Saídas:
Koen De Kort (Trek-Segafredo), 
John Degenkolb (Trek-Segafredo), 
Caleb Fairly (retira-se), 
Cheng Ji (retira-se), 
Carter Jones (retira-se), 
Fredrik Ludvigsson (Copenhagen Pro Cycling), 
Tobias Ludvigsson (FDJ), 
Lars van der Haar (Telenet-Fidea), 
Tom Veelers (retira-se)

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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