Guia Giro da Lombardia 2016


Esta sábado disputa-se o último monumento da temporada, la classica delle foglie morte. Será a sua 110ª edição. Desde de 1905 que se corre, apenas houve um interregno nos anos de 1943 e 1944, devido à 2ª Guerra Mundial.
Em 1905, a corrida foi instituída com o nome de Milão-Milão, porém dois anos depois, em 1907 a prova adoptou o nome que actualmente é usado, Giro da Lombardia ou Il Lombardia, nesse ano a Gazzetta dello Sport tomou conta da organização da prova.

A prova já teve vários trajetos, com diferentes pontos de partida e chegada, sendo eles os seguintes:
1905–1960 Milão-Milão
1961–1984 Milão-Como
1984–1989 Como-Milão (Duomo)
1990–1994 Milão-Monza
1995–2001 Varese-Bergamo
2002 Cantu-Bergamo 
2003 Como-Bergamo 
2004–2006 Mendrisio (SUI)-Como 
2007–2009 Varese-Como 
2010 Milão-Como 
2011 Milão-Lecco 
2012-2013 Bergamo-Lecco 
2014 Como-Bergamo
2015 Bergamo-Como
2016 Como-Bergamo

A Itália domina o número de vitórias, com a Bélgica e a França a completarem o pódio das nações mais vencedoras na Lombardia, a lista é a seguinte:
Itália-68
Bélgica-12
França-11
Suiça-5 
Rep. Irlanda-4
Holanda-3 
Espanha-2 
Lituânia-1
Luxemburgo-1
Russia-1
Grã-Bretanha-1

Fausto Coppi é o corredor mais bem sucedido na Lombardia, a lista dos maiores vencedores é a seguinte:
Fausto Coppi-5
Alfredo Binda-4
Henri Pelissier-3
Costante Girardengo-3 
Gaetano Belloni-3 
Gino Bartali-3 
Sean Kelly-3 
Damiano Cunego-3

História
vencedores das últimas 20 edições
1996  Andrea Tafi (ITA) Mapei-GB
1997  Laurent Jalabert (FRA) ONCE
1998  Oscar Camenzind (SUI) Mapei-Bricobi
1999  Mirko Celestino (ITA) Team Polti
2000  Raimondas Rumšas (LTU) Fassa Bortolo
2001  Danilo Di Luca (ITA) Cantina Tollo-Acqua e Sapone
2002  Michele Bartoli (ITA) Fassa Bortolo
2003  Michele Bartoli (ITA) Fassa Bortolo
2004  Damiano Cunego (ITA) Saeco Macchine per Caffè
2005  Paolo Bettini (ITA) Quick Step-Innergetic
2006  Paolo Bettini (ITA) Quick Step-Innergetic
2007  Damiano Cunego (ITA) Lampre-Fondital
2008  Damiano Cunego (ITA) Lampre
2009  Philippe Gilbert (BEL) Silence-Lotto
2010  Philippe Gilbert (BEL) Omega Pharma-Lotto
2011  Oliver Zaugg (SUI) Leopard Trek
2012  Joaquim Rodríguez (ESP) Team Katusha
2013  Joaquim Rodríguez (ESP) Team Katusha
2014  Daniel Martin (IRL) Garmin-Sharp
2015 Vincenzo Nibali (ITA) Astana

Edição 2015


1 Vincenzo Nibali (Ita) Astana Pro Team 6:16:28  
2 Daniel Moreno Fernandez (Spa) Team Katusha 0:00:21  
3 Thibaut Pinot (Fra) FDJ.fr 0:00:32  
4 Alejandro Valverde Belmonte (Spa) Movistar Team 0:00:46  
5 Diego Rosa (Ita) Astana Pro Team  
6 Mikel Nieve Ituralde (Spa) Team Sky  
7 Tony Gallopin (Fra) Lotto Soudal 0:00:56  
8 Jhoan Esteban Chaves Rubio (Col) Orica GreenEdge  
9 Sergio Luis Henao Montoya (Col) Team Sky  
10 Gianluca Brambilla (Ita) Etixx - Quick-Step 0:01:10

Percurso
Como - Bergamo, 245 Kms

O percurso todos os anos muda, mas a essência da prova é sempre a mesma. Um clássica longa, como qualquer monumento e dura, no entanto, este ano os organizadores decidiram levar a coisa para outro nível, num dia em que os corredores terão de enfrentar mais de 4400 metros de subida acumulada.
A primeira dificuldade aparece aos 55 Kms de prova, com a ascensão à famosa subida, Madonna del Ghisallo (10 Kms a 5,2%). Segue-se a descida e poucos Kms em terreno plano, até aparecer o pequeno Colle Brianza (3,6 Kms a 6,2%).
Depois da descida são cerca de 30 Kms em terreno praticamente plano, até ao inicio da subida mais dificil do dia, Valcava (11,6 Kms a 8%). É também a primeira subida de uma série de 5 subidas consecutivas, que terminam no topo do Selvino a 29 Kms da meta. Basicamente é subir e descer 5 vezes, começa no referido Valcava, seguido de:
- Berbenno (6 Kms a 5%);
- Sant'Antonio Abbandonato (6,5 Kms a 8,9%);
- Miragolo San Salvatore (8,7 Kms a 7%);
- Selvino (6,9 Kms a 5,4%).
Estas 5 subidas seguidas, apenas com as descidas pelo meio, farão muita mossa e devem fazer uma selecção muito restrita de quem disputará a vitória.

Os últimos Kms em Bérgamo inclui uma subida a 4,5 Kms da meta, são cerca de 1000 metros a 7,9%, com uma pequena secção de pavé. Depois é sempre a descer até à meta, com algumas curvas perigosas.
Mapa da prova
Perfil da prova

Madonna del Ghisallo

Valicodi Valcava
Sant'Antonio Abbandonato

Miragolo San Salvatore

Selvino

Últimos Kms

Condições meteorológicas
Dia com algumas nuvens, mas não há previsões de chuva, o que torna a corrida mais controlável e menos 'louca'. Temperaturas a rondar os 20ºC, com vento fraco.


Startlist

Favoritos

Fabio Aru
A Astana apresenta uma equipa de luxo, apesar de não contar com o vencedor do ano passado, Nibali. Com Aru, Miguel Angle Lopez, Diego Rosa e Fuglsang, a equipa cazaque parece ser a mais forte e aquela que poderá controlar a corrida. 
Aru fez uma temporada 2016 para esquecer, mas nas últimas provas tem demonstrado estar a melhorar de prova para prova, com o objectivo de se apresentar no último monumento em grande forma. O percurso também o beneficia.

Romain Bardet
Está em grande forma, foi 2º no Giro dell'Emilia e 9º na Milão-Turim. Tem uma equipa forte para o apoiar, com Bakelants e Pozzovivo a também poderem estar na disputa da corrida. O francês depois de ter conseguido o tão desejado pódio no Tour, deve querer acabar a temporada da melhor forma, com uma grande actuação num dos monumentos.

Esteban Chaves
Vencedor do Giro dell'Emilia de forma clara e retumbante, faz dele um dos grandes favoritos, senão mesmo o favorito número 1.
O colombiano realizou uma temporada de sonho, com dois pódios em grandes voltas, 2º no Giro e 3º na Vuelta. Se vencer um monumento, tornará a temporada do ciclista da Orica, ainda mais espantosa.

Rigoberto Uran
O colombiano da Cannondale não teve um ano 2016 fácil, mas neste final de época tem melhorado, com excelentes actuações nas clássicas italianas. É um dos homens a acompanhar na Lombardia, até porque esta é a prova que poderá salvar a temporada de Uran.

Alejandro Valverde
Depois de ter realizado, Giro, Tour, Jogos Olímpicos e Vuelta, Valverde desta vez não parece ser dos principais favoritos. Mas é impossível deixá-lo de foram numa lista de candidatos, é um dos ciclistas mais regulares do pelotão e não será surpresa se conseguir mais uma classificação nos primeiros lugares. Também terá uma equipa de luxo a acompanhá-lo.

Julian Alaphilippe, Gianluca Brambilla e Daniel Martin, o trio da Etixx
A Etixx apresenta 3 fortes candidatos aos primeiros lugares, um deles já sabe o que ganhar este monumento.
Alaphilippe, foi 2º na corrida dos campeonatos europeus, apenas batido por Peter Sagan. O percurso é muito duro, o que o pode eliminar da luta pela vitória, no entanto se o francês conseguir estar entre os melhores na última subida, torna-se um dos principais candidatos a ganhar a prova, já que tem uma boa ponta final. Esta versatilidade faz ele um dos homens a acompanhar.
Brambilla está a realizar uma brilhante temporada e certamente quer mostrar no seu país que é um dos melhores corredores transalpinos da actualidade. O espírito atacante de Brambilla também deverá estar presente para animar a corrida.
Dan Martin já venceu esta prova em 2014, não se sabe muito bem em que forma está o irlandês. Foi 13º nos europeus, mas espera-se que na Lombardia esteja bem melhor. A dureza da prova também o beneficia.

Rui Costa
Desde dos campeonatos europeus que tem estado doente. Uma pena já que no Canadá mostrou-se forte e nos europeus também deu boas indicações. 
Sem o azar que lhe atingiu nos últimos dias, seria um dos grandes favoritos.

***** Esteban Chaves, Fabio Aru
**** Romain Bardet, Alejandro Valverde, Rigoberto Uran
***  Julian Alaphilippe, Gianluca Brambilla, Daniel Moreno, Daniel Martin
** Miguel Angel Lopez, Diego Ulissi, Bauke Mollema, Domenico Pozzovivo
* Rui Costa, Wout Poels, Giovanni Visconti, Greg Van Avermaet, Tony Gallopin, Tim Wellens, Warren Barguill, Joaquim Rodriguez, Jan Bakelants

A nossa aposta: Fabio Aru
Outsider: Romain Bardet

Seguir em directo: @Il_Lombardia#IlLombardia, Eurosport 1

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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