Análise da Trek Factory Racing 2015


A Trek é um dos nomes que já fazem parte da história do ciclismo, durante muitos anos o fabricante norte-americano de bicicletas limitou-se apenas a fornecedor material, mas apartir de 2014 a equipa passou a ser detida totalmente pelo gigante americano de bicicletas.

A temporada de 2015 não foi nada brilhante, a equipa decidiu apostar em ter um líder para as grandes voltas e a aposta recaiu sobre o holandês Bauke Mollema. No total foram apenas 20 vitórias, pouco para aquilo que se espera de uma equipa com o nome da Trek.
A equipa até começou o ano bem, no inicio de fevereiro, Bob Jungels vence o contrarelógio no Etoile de Bessèges e conquista a geral da prova. A meio do mês, Fabian Cancellara vencia a segunda etapa do Tour of Oman. Um começo de ano a prometer.
Aproximavam-se as clássicas da primavera, já em março na segunda etapa da Driedaagse van West-Vlaanderen, 

Já em março, novamente Cancellara ganha uma etapa no Tirreno-Adriático, a sétima etapa, num contrarelógio individual. Na mesma prova, Bauke Mollema consegue um brilhante segundo posto atrás de Nairo Quintana.
No GP Nobili Rubinetterie-Coppa Papa Carlo-Coppa Cittá di Stresa, foi a vez de Giacomo Nizzolo, obter a sua primeira e única vitória do ano, sem contar com a conquista da camisola dos pontos no Giro.
Mas março não seria um mês de todo positivo, já que Fabian Cancellara na E3 Harelbeke fractura duas vértebras, deixando-o de fora das suas 'queridas' clássicas. No final do mês, uma das revelações do ano da equipa, Fabio Felline, vence a segunda etapa do Critérium International.

No inicio de abril, Felline voltaria a vencer, na segunda etapa da Vuelta ao País Basco. O restante mês foi um deserto de vitórias, com a equipa a falhar claramente nas clássicas da primavera. A próxima vitória apareceria no final de maio, na prova em linha dos campeonatos nacionais dos Estados Unidos, por Matthew Busche.
Em junho as únicas vitórias apareceram através de Bob Jungels nos campeonatos de estrada do Luxemburgo, na prova em linha e no contrarelógio individual. 

Julho, como todos os anos é marcado pelo Tour e a Trek não brilhou. Apesar de tudo, Bauke Mollema foi o melhor da equipa, acabou no top-10. Cancellara ainda envergou a camisola amarela, no entanto, viria a abandonar com ela vestida depois de estar envolvido na queda gigantesca da terceira etapa.
Ainda em julho, na Volta à Valónia, Danny Van Poppel vence duas etapas, a segunda e quinta.

Agosto foi um mês com pouco para contar, no entanto a equipa consegue vencer a oitava etapa da Vuelta através de Jasper Stuyven, depois de ter estado em fuga.
Frank Schleck de regresso às vitórias
Setembro foi o melhor mês da equipa norte-americana, com mais duas vitórias na Vuelta, através de Danny Van Poppel na 12ª e Frank Schleck na 16ª. No Tour de Alberta a equipa venceu a primeira etapa que era um contrarelógio por equipas e classificação geral através de Bauke Mollema. Neste mês Fabio Felline voltou a ganhar uma prova, o GP de Fourmies.

Em termos de vitórias para a Trek, o ano acabou com a vitória de Bauke Mollema na Japan Cup. Foi um ano sem grandes resultados, com a equipa a ter um ano bastante atribulado, com alguns azares, principalmente as duas lesões de Fabian Cancellara, que o impediram de competir regularmente durante 2016.

Curiosidades e dados estatísticos
País: Estados Unidos
Classificação UCI 2015: 13º
Número de vitórias em 2015: 20 (17ª equipa com mais vitórias em 2015)
Melhor ciclista no ranking UCI 2015: Bauke Mollema (22º)
Corredor com mais Kms em 2015: Boy Van Poppel (14 169 Kms, 28º entre todos os ciclistas em 2015)
Corredor com mais dias de competição: Boy Van Poppel (89 dias, 30º entre todos os ciclistas em 2015)
Corredor com maior número de vitórias: Danny Van Poppel (4 vitórias, 66º entre todos os ciclistas em 2015)
Orçamento: 15 milhões de Euros
Fornecedor de bicicletas: Trek
Outros componentes: Shimano

  

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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