Tour 2015 - Antevisão 15ª Etapa

Hoje temos nova oportunidade para os sprinters de serviço, a última antes de Paris. Embora a etapa não seja fácil, pois conta com quatro contagens de montanha. Vão precisar saber sofrer para atingir o tão desejado objectivo final - a vitória. 
Perfil 15ª etapa

Cidade de partida: Mende

Ponte de Notre Dame em Mende

A cidade de Mende tem um rico património arquitectónico devido à sua ligação a Roma. Em 1981 foi considerada "Cidade de Arte" e desde o ano 2000 que tem o rótulo de "Cidade e Terra de Arte e História". 
Dos vários monumentos possíveis de serem visitados em Mende, destacamos a sua catedral. De uma beleza inconfundível, foi classificada monumento histórico em 1906. Foi mandada construir pelo Papa Urbano V em 1368.

Cidade de chegada: Valence

Parc Jouvet - Valence

Valence apenas foi palco do Tour uma vez em toda a história, decorria o ano de 1996. Em contrapartida recebeu várias vezes o Criterium du Dauphine.
A palavra Valence tem origem no latim e significa "força ou capacidade". No tempo dos romanos, a cidade era conhecida como Valentia Julia. Foi uma cidade muito importante durante o império Augustino. 
Nos dias de hoje, devido à sua localização geográfica, Valence é um importante centro de comunicação no sul de França.


O principal ponto de dificuldade da etapa localiza-se a 56 quilómetros da meta. Trata-se do Col de L'Escinet, uma contagem de montanha de 2 categoria, com 8 quilómetros à pendente média de 6%. Será o principal ponto de sofrimento para os sprinters. Se conseguirem passar pelo Col de L'Escinet sem problemas, teremos uma etapa bem disputada no final.
Mas antes desta contagem de montanha os ciclistas terão de passar por mais três. Mais simples é verdade, mas no final tudo pesa. 
O sprint intermédio está localizado alguns quilómetros antes de iniciar a subida para Col de L'Escinet. Apesar de ontem Peter Sagan ter alargado a sua vantagem sobre André Greipel, a vitória da camisola verde ainda não está decidida. Vamos ver como Greipel consegue passar as montanhas que antecedem o sprint intermédio.

Aqui ficam as subidas do dia:
Km 9.5 – Côte de Badaroux 4.6 km al 5.1% – 3° categoria
Km 69.5 – Col du Bez 2.6 km al 4.4% – 4°categoria
Km 73.5 – Col de la Croix de Bauzon 1.3 km al 6.2% – 4°categoria
Km 126.5 – Col de l’Escrinet (787 m)7.9 km al 5.8% – 2° categoría


Perfil dos últimos 5km

Favoritos:

A etapa tem algumas dificuldades, apesar da última contagem de montanha ainda se encontrar longe, é provável que alguns sprinters fiquem fora da luta. Quem deverá estar na luta será Peter Sagan, para isso a Tinkoff terá de controlar a corrida e o eslovaco fazer melhor que os quatro segundos lugares desta edição.
John Degenkolb tem estado a fazer um Tour bastante apagado, tem aqui uma oportunidade de dar finalmente um vitória de etapa à Giant. 
O Tour de Alexander Kristoff tem sido uma desilusão completa, o ciclista que mais impressionou no inicio da temporada, tem estado irreconhecível. Hoje é um dos favoritos, tem aqui uma oportunidade para fazer algo de jeito nesta edição.
Depois do dia histórico de ontem onde a equipa MTN-Qhubeka conseguiu a primeira vitória, Edvald Boasson-Hagen tem hoje aqui uma oportunidade de dar a segunda vitória. A etapa é ao seu jeito, não muito dura, mas longe de ser plana.
Greg Van Avermaet já tem uma vitória de etapa, batendo Sagan. A chegada não é ao seu estilo, mas dado que a etapa tem dificuldades pelo meio, é um homem a considerar para o final.

***** Peter Sagan
**** John Degenkolb, Alexander Kristoff, 
*** Edvald Boasson-Hagen, Greg Van Avermaet
** Mark Cavendish, Bryan Coquard, André Greipel
* Fuga

A nossa aposta: Peter Sagan
Surpresa: Bryan Coquard

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Lola Cycling Team

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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