A alimentação dos ciclistas durante a Volta à França


Agora que o Tour de France está quase a começar, é hora de analisarmos um dos temas mais importantes para um ciclista – a alimentação.

O Tour é das provas mais difíceis e desafiadoras do mundo. Este ano são 3360km, percorridos durante 3 semanas, ao mais alto nível.

A alimentação tem um papel muito importante. Quando um ciclista não tem uma alimentação correta, coloca em causa o seu desempenho, a sua recuperação física de etapa para etapa. Por isso que a grande maioria das equipas trabalham com um nutricionista e um chef de cozinha. Desta forma garantem que a alimentação será variada e dentro das necessidades de cada atleta.

De ter em atenção que um ciclista pode queimar em média 70000 kcal ao longo das 21 etapas do Tour. A recuperação de toda esta perda é feita através de várias refeições ao longo de todo o dia. Em média, um ciclista ingere diariamente, entre 4000 e 9000kcal. Mais uma vez estes números variam de ciclista para ciclista, conforme o perfil da etapa e até as condições meteorológicas.
Num dia normal de corrida, a alimentação divide-se em vários momentos. Começa com o pequeno almoço. Sumos de frutas, papas de aveia, cereais sem glúten, ovos, pão, compotas, café e até massas e arroz.  

Durante a corrida, a alimentação bem como a hidratação, são factores muito importantes. Ao longo da etapa, o ciclista ingere barras energéticas, géis de fruta e com cafeína, pequenas sandes e bolos de arroz. A hidratação é feita através de água, bebidas com electrólitos e até Coca-cola, esta última muito apreciada pelos ciclistas devido aos níveis de açúcar e cafeína.

A recuperação inicia-se assim que a etapa termina e os ciclistas entram no autocarro da equipa. No seu interior os ciclistas ingerem bebidas de recuperação, com açúcares de absorção rápida, para repor o que perderam ao longo da etapa. Para comer têm arroz, massas, frango, atum, ovos, fruta fresca e até batatas cozidas. A alimentação, claro está, varia de equipa para equipa. Mas nesta fase (no autocarro) o atleta ingere entre 20 e 25gr de proteína.

Já no hotel e após as massagens e visitas ao médico (se necessário) é hora de jantar. Este varia de dia para dia para não correr o risco dos ciclistas enjoarem. Normalmente há sempre salada, prato principalmente composto por carne ou peixe, hidratos de carbono (arroz, massa e batatas) e legumes. A sobremesa varia entre iogurtes, pudins e fatias de bolo caseiro.

Uma boa noite de sono é fundamental para a recuperação de um atleta de alta competição. Mas mesmo antes de dormir, os ciclistas têm o hábito de fazer um pequeno lanche (ceia). Este pode ser composto por cereais (preferencialmente sem glúten), leite, iogurtes e batidos proteicos.

Tudo isto para que a recuperação seja a melhor possível, tendo em conta que o dia seguinte será tão longo, duro e complicado como o anterior. 

Nota: Este texto é válido também para as outras grandes voltas. 

Boas pedaladas e boa alimentação.

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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