10 nomes a seguir no Paris-Roubaix


Amanhã é dia da rainha das clássicas, do Inferno do Norte, o mítico Paris-Roubaix, uma das provas mais importantes do ciclismo mundial. Aqui ficam os que na nossa opinião são os 10 nomes a seguir na edição deste ano:

Alexander Kristoff
É sem dúvida nenhuma o grande favorito. A vitória na Volta à Flandres, a juntar à actuação estrondoda nos 3 dias de Panne e na prova que antecedeu o Paris-Roubaix, mais uma vitória a meio da semana, na Sheldeprijs.
O Norueguês, tem dez vitórias este ano, entre etapas e clássicas e estamos apenas em abril, um número impressionante. 
Na edição do ano passado, desistiu, mas em 2013, Kristoff ficou em nono, amanhã tentará o vencer o terceiro monumento na sua carreira.

Peter Sagan
O eslovaco mostrou na Volta à Flandres que está a subir de forma, apesar da 'falta de pernas' nos últimos metros
Sagan continua à procura do seu primeiro monumento e a mudança para a Tinkoff-Saxo foi nesse sentido. No entanto, a falta de estabilidade no seio da equipa e a forma apresentada não tem sido amiga do eslovaco.
Amanhã, Sagan estará mais uma vez entre os mais vigiados e obviamente é um dos homens a seguir durante a prova.

Greg Van Avermaet
A sua consistência é notável. Na Volta à Flandres mais um pódio, numa corrida que mostrou ser um dos mais fortes.
Van Avermaet é um dos grandes candidatos, pela consistência e pela temporada que está a realizar. No ano passado Van Avermaet foi 17º, mas em 2013 foi terceiro, o melhor resultado em seis participações no Inferno do Norte, que tentará melhorar na edição deste ano.

Niki Terpstra
O vencedor da edição passada, vai partir como um dos grandes favoritos, porque está em grande forma e porque é um dos melhores especialistas da actualidade neste terreno.
Niki Terpstra foi terceiro em 2013, venceu em 2014, foi sexto e segundo na Volta à Flandres em 2014 e este ano, respectivamente.
O holandês exibiu-se a grande nível na Flandres, foi dele o ataque decisivo, acabando atrás de um Kristoff.

Sep Vanmarcke
Foi uma das desilusões da Volta à Flandres, partiu como um dos grandes favoritos e acabou num paupérrimo 53º lugar.
O seu historial recente na rainha das clássicas, foi segundo em 2013 e quarto na edição do ano passado, faz dele um candidato.
Vanmarcke é um dos melhores especialistas deste tipo de terreno, tem uma equipa que o apoiará e por certo quererá esquecer o mau resulta na Flandres com uma boa exibição no Paris-Roubaix. Veremos que o belga irá fazer este ano, sempre um homem a ter em conta no pavé.

John Degenkolb
O vencedor do primeiro monumento do ano, continuou bem na Flandres, ao conseguir um sétimo posto.
O alemão foi segundo no ano passado e em 2013 já tinha sido nono na Ronde, o seu histórico no pavé não é tão extenso quanto o de outros, mas a sua adaptação tem sido bem realizada e com bons resultados. 
John Degenkolb será um homem a seguir e quem sabe se não adiciona o segundo monumento ao seu palmarés.

Lars Boom
Lars Boom é mais conhecido pela infame etapa de pavé da edição do ano passado do Tour. O holandês na Ronde mostrou estar bem e aparece na rainha das clássicas como um dos favoritos.
O seu historial na prova não é tão extraordinário como o de alguns, porém, em 2012 foi sexto, e tem mais dois top-20 no palmarés, no ano passado foi 37º.
A Astana contratou o holandês a pensar no pavé e Boom será dos homens a seguir na edição deste ano.

André Greipel
Greipel fez um trabalho monstruoso na Volta à Flandres em prol de Roelandts e Benoot, foi um dos homens da corrida.
Chegue ao Paris-Roubaix com algumas ambições, porém, a Lotto Soudal terá também Roelandts e Benoot com ambições, veremos se Greipel será sacrificado como foi na Ronde.

Bradley Wiggins
Será a última corrida do Sir Bradley Wiggins com a Sky. Desde dos mundiais do ano passado que o britânico tem preparado esta prova, é o grande objectivo deste ano e quando Wiggins se concentra em algo é para levar a sério.
Veremos o que faz, no ano passado conseguiu um bom nono lugar no final na rainha das clássicas. Será dos homens mais seguidos e marcados na corrida.

Zdenek Stybar
O campeão checo está a ter um excelente ano, a Ronde não correu mal, mas podia ter corrido melhor, é que o nono lugar já é pouco para Stybar.
Mais uma vez o checo parte como um dos favoritos, está no seu terreno, o ex-campeão do mundo de ciclocross tem um historial de bons lugares na rainha das clássicas. Das duas participações no Inferno do Norte, esteve sempre no top-10, sexto em 2013 e quinto na edição passada.

Menções honrosas: Tiesj Benoot, Geraint Thomas, Arnaud Démare, Stijn Devolder, Stijn Vandenbergh, Filippo Pozzato, Nélson Oliveira, Luca Paolini


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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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