Subidas míticas - Mount Ventoux

O  Mont Ventoux  é uma montanha que faz parte dos Alpes e culmina a 1.911 metros de altitude.
A montanha tem sido utilizada como final de etapa em várias edições da Volta à França em bicicleta. A etapa mais trágica foi a 13 de julho de 1967, quando o ciclista britânico Tom Simpson faleceu em plena subida, provavelmente de hipertermia causada por exaustão, uso de anfetaminas e álcool. 

Memorial de Tom Simpson

Na subida de 1970 Eddy Merckx venceu a etapa mas teve de receber oxigénio, em 2013, aconteceu o mesmo a Chris Froome quando  venceu a etapa mas também precisou de receber oxigénio após o fim da prova.

A subida ao Mont Ventoux é uma das mais difíceis no ciclismo profissional. A maior percentagem de inclinação ascende aos 12%. 

Marco indicativo da pendente de inclinação a 12%

Existem diferentes modos de subir a montanha, sendo as formas mais conhecidas as seguintes:

A subida por Bedoin

A subida de Bedoin é a forma mais clássica de subir até ao topo da montanha do Mount Ventoux. O comprimento da subida de Bedoin até aos 1912 metros de elevação é de 21,5 km. No total o acumulado da subida são de 1639m, pois a subida é iniciada já com uma elevação de 300 metros em relação ao nível médio do mar. Isto perfaz uma média de 7,5% de inclinação.
De Bedoin (a 300 metros de altitude) a St. Esteve (local situado a  541 metros de altitude) são 5,5 km, ou seja, um acumulado de 241m e um média de “apenas” 4,4%.
Na “secção” seguinte são 9,5 km, até se atingir Chalet Reynard  aos 1417 metros de altitude. Isto dá uma inclinação média de mais de 9% para o conjunto desta seção. É nesta fase que os ciclistas enfrentam a maior inclinação da subida, os 12% de inclinação.
 Os últimos 6 km de Chalet Reynard são mais “suaves” em termos de inclinação do que a seção anterior, mas também ficam numa zona muito mais exposta e dependente das condições meteorológicas. Esta seção tem a reputação de ser muito ventosa. No entanto, funciona nos dois sentidos e muitas vezes um vento de trás irá “ajudar” a subida.

Perfil da subida por Bedoin
Distância: 21,5 Kms
% média: 7,5%
Subida acumulada: 1639 m

A subida por Malaucene

A partir de Malaucene, localidade situada a 360 metros de altitude, inicia-se também a subida ao Mount Ventoux. Inicialmente é feita de uma forma muito “ligeira”, mas depois disso a estrada inclina acima dos 9%. Posteriormente existe uma “secção” a  4, 5 e 6%, o que é aproveitado para “recuperar” forças.
Depois tem início uma inclinação bem mais dura, acima de 10% (com cerca de 12%).  Depois volta a amenizar um pouco antes de entrar em nova dureza. Os Km’s finais são feitos com uma média a rondar os 8%, os quais não são os valores mais elevados da subida mas já é uma fase em que o cansaço é muito elevado o que torna aqueles km’s finais um inferno para os ciclistas.

Perfil da subida por Malaucene

Distância: 21,2 Kms
% média: 7,2%
Subida acumulada: 1535 m

A subida por Sault

Esta é considerada a mais simples das três subidas mais populares ao Mount Ventoux. Há duas razões para isso. Primeiro a elevação é muito menor porque o início da subida inicia-se em Sault, que está a uma altura de 694 metros. Em segundo lugar, a distância total é maior do que os outros dois a 26km. Isto significa que os 20 km de subida de Sault até aos 1417 metros tem com uma elevação total de 723m, tem uma inclinação média de apenas 3,6%. É ainda necessário subir os últimos os 6 km’s de Chalet Reynard até o Mont Ventoux, mas como se chega ao Chalet Reynard em condições muito melhores que pelas outras duas vias a tarefa não é tão complicada.

Perfil da subida por Sault

Distância: 25,7 Kms
% média: 4,5%
Subida acumulada: 1152 m

Esta montanha é verdadeiramente monstruosa, mas para os amantes da modalidade é uma subida sempre imperdível. No Tour de France é uma subida que não define quem vence a prova rainha do ciclismo pois não é a única montanha da competição, mas é certamente uma subida que define quem não vai vencer o Tour de France. É uma montanha que num dia mau fez os ciclistas perderem vários minutos perante outros candidatos.

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Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

1 comentário:

  1. É uma das melhores subidas para se acompanhar em todos os "TDF's"!!

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