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Guia Paris-Roubaix 2026

         

For some, it's only a dirt track. For us, it's the gate of hell.
Para alguns, é apenas um percurso sujo. Para nós, é a porta do inferno.


A rainha das clássicas, a clássicas das clássicas, o inferno do norte, o infame Paris-Roubaix celebra este domingo a sua 123ª edição.
A sua grandeza e misticismo é algo único no ciclismo mundial, que apaixona ciclistas e milhões de adeptos da modalidade. O Tour é provavelmente a única prova que concorre com o Paris-Roubaix em termos de popularidade e importância.
Desde 1896 que se corre a prova no norte de França, apesar de se chamar Paris-Roubaix, desde 1968 que a partida não sai de Paris, mas sim de uma cidade a norte da cidade Luz, Compiègne, que pertence à região de Picardie.

História

Não há prova igual a esta e é uma das mais antigas. Criada em 1896, quando Théodore Vienne e Maurice Perez, construíram o velódromo em Roubaix e propuseram ao editor da Le Vélo, Louis Minart, a realização de uma prova que começaria em Paris e terminaria nele. Minart deixou a decisão final para o director da publicação, Paul Rousseau. A abordagem foi no sentido da prova ser de preparação para o Bordéus-Paris, uma das provas mais importantes dessa altura.
Paul Rousseau mostrou-se a favor da ideia e para definir o percurso, pediu ao editor de ciclismo Victor Breyer que o fizesse. Breyer foi reconhecer o percurso e chegou imundo e completamente de rastos a Roubaix, a intenção era enviar por carta uma recomendação a Minart para desistir da ideia, porém, tal não aconteceu e Breyer concordou em dar o seu aval à realização da prova. Definindo um percurso por meio de florestas, campos agrícolas e com muito pavé à mistura.
O primeiro vencedor da prova foi o alemão, Josef Fischer.
Desde aí, a prova realiza-se até aos dias de hoje, apenas teve dois interregnos, durante a primeira e segunda grande guerra.

Em termos de vitórias, Roger de Vlaeminck e Tom Boonen são os recordistas com quatro vitórias. Aqui fica a lista dos mais vitoriosos:
4 - Roger De Vlaeminck, BEL
4 - Tom Boonen, BEL 
3 - Octave Lapize, FRA 
3 - Gaston Rebry, BEL 
3 - Rik Van Looy, BEL 
3 - Eddy Merckx, BEL
3 - Francesco Moser, ITA 
3 - Johan Museeuw, BEL 
3 - Fabian Cancellara, SUI
3 - Mathieu van der Poel, NED

Roger de Vlaeminck, é conhecido por Monsieur Paris-Roubaix, não só pelas vitórias mas também pela quantidade de pódios, foram 9. Aqui fica a lista dos que fizeram mais pódios na prova:
9 - Roger De Vlaeminck, BEL
7 - Francesco Moser, ITA 
6 - Rik Van Looy, BEL 
6 - Johan Museeuw, BEL 
6 - Tom Boonen, BEL 
6 - Fabian Cancellara, SUI

A prova é francesa, mas é a Bélgica a grande dominadora da prova:
1 - Bélgica 57
2 - França 28
3 - Itália 14
4 - Países Baixos 10
5 - Suíça 4
6 - Irlanda 2
6 - Alemanha 2
7 - Luxemburgo 1
7 - Suécia 1
7 - Ucrânia 1
7 - Austrália 2

2014 Niki Terpstra (NED) Omega Pharma–Quick-Step
2015 John Degenkolb (GER) Giant–Alpecin
2016 Matthew Hayman (AUS) Orica-GreenEdge
2017 Greg Van Avermaet (BEL) BMC
2018 Niki Terpstra (NED) Quick-Step Floors
2019 Philippe Gilbert (BEL) Deceuninck-QuickStep
2020 Não se realizou
2021 Sonny Colbrelli (ITA) Bahrain  
2022 Dylan van Baarle (NED) Ineos Grenadiers
2023 Mathieu van der Poel (NED) Alpecin-Deceuninck
2024 Mathieu van der Poel (NED) Alpecin-Deceuninck
2025 Mathieu van der Poel (NED) Alpecin-Deceuninck

Percurso

Compiègne > Roubaix (258.3 Km)

Paris-Roubaix é sinónimo de pavé, o primeiro sector surge aos 96 Km de prova e depois serão mais 29 que farão a seleção e separará o trigo do joio. Todos eles são avaliados entre uma a cinco estrelas, definindo a dificuldade dos mesmos. Se o sector for de cinco estrelas isso significa que tem a dificuldade máxima e se tiver apenas uma, dificuldade mínima. A definição da dificuldade é dado pela qualidade do pavé e extensão do sector.

Entre todos os sectores, destacam-se claramente dois: a mítica floresta de Arenberg, que este ano aparece ao quilómetro 163 (sector 19) e o Le Carrefour de l’Arbre (sector 4), que está a 17 Km da meta, sendo este o sector que pode decidir a corrida por estar tão próximo do final.

Nos últimos anos foi introduzido outro sector com a máxima dificuldade, é o número 11, Mons-en-Pévèle, que está situado a 48,6 Km da meta. Este setor é crucial na seleção.

Como já é habitual, o inicio da prova será nos arredores de Paris, em Compiègne e terminará num dos palcos mais míticos e importantes do ciclismo mundial, o velódromo de Roubaix. O pavé e a extensão, fazem do Paris-Roubaix um dos testes mais duros, fisicamente e mentalmente para qualquer ciclista e também para as máquinas.


Setores de pavé



Startlist



Condições Atmosféricas

10 a 13ºC.
Tempo seco.
Vento moderado de sudoeste.

Favoritos

O Paris-Roubaix é umas das provas mais imprevisíveis de todo o calendário, é selvagem, infame, bárbara, indomável, cruel, atroz... 
Resumindo: é a melhor. 

Esta lista podia ser maior, mas tivemos que fazer escolhas.

Mathieu van der Poel
Rei de Roubaix, vencedor das últimas três edições onde dominou. Parece a um nivel mais baixo em relação aos anos anteriores mas aqui não há subidas e será uma dor de cabeça descarregá-lo no empedrado do Roubaix, a sua técnica roça a perfeição. A Alpecin - Premier Tech conta com Jasper Philipsen como segunda opção, o belga sabe como é ganhar no velódromo de Roubaix e este ano pode voltar a ser importante no jogo tático.

Tadej Pogacar
Está insaciável, vencedor da Milão-São Remo e a Volta à Flandres procura adicionar o último monumento para o currículo, a rainha das clássicas. O problema para o esloveno é a falta de terreno empinado, para vencer terá de descarregar os rivais que estarão no seu terreno, se não o fizer então vai ter de os bater ao sprint.
Florian Vermeersch é o plano B para a UAE, é um especialista do Roubaix, em 2021 na estreia foi 2º classificado à frente de van der Poel. Este ano tem estado em grande forma na primavera.

Mads Pedersen
Regressou de lesão e fez uma boa Milao-São Remo e na Volta à Flandres conseguiu também mostrar um nível decente. O problema é que se ele já tem dificuldades em lutar com van der Poel e Pogacar em condições normais, então com uma preparação não ideal a situação ainda piora. De qualquer forma, sem subidas as possibilidades de vitória aumentam.

Wout Van Aert
Na Flandres ainda tentou seguir Pogacar mas acabou queimado. Parece estar a melhorar e sem as subidas empinadas tem mais chances. As abelhas contam com Christophe Laporte que este ano voltou à boa forma, taticamente pode ser importante. Per Strand Hagenes e Matthew Brennan também estão no alinhamento, mas não temos muitas dúvidas que possam ser fator.

Pippo Ganna
Venceu a DDV de forma dramática onde bateu Van Aert. O italiano é daqueles ciclistas que não se pode dar espaço porque é dos melhores roladores do pelotão.
É também um finalizador bastante competente e um pormenor importante, domina a arte do velódromo já que grande parte da sua formação foi feito neste ambiente.

Jasper Stuyven
A mudança de equipa fez-lhe bem, tem estado bastante ativo e parece feliz novamente. Na Flandres mostrou um nível elevado sendo o melhor dos 'outsiders'.

Gianni Vermeersch
É um ciclista bastante difícil de prever, este ano parece estar melhor a subir mas no plano não impressionou, por exemplo em Denain e na Gent-Wevelgem. Por outro lado é dos que melhor conhece o pavé do Roubaix e isso dá-lhe uma vantagem.
Tim Van Dijke e Laurance Pithie são outros nomes interessante dentro da estrutura da Red Bull-Bora, será interessante ver como eles vão jogar as cartas que têm, uma das fragilidades desta equipa tem sido precisamente esse.

Matej Mohoric
O esloveno parece regressar aos bons velhos tempos, este é o terreno que mais aprecia e quanto mais caótica a prova melhor para ele.
Alec Segaert deu um salto de qualidade notável, será o nosso joker porque é um rolador impressionante.

Jonas Abrahamsen
Desiludiu bastante na Flandres, esperava muito mais dele, veremos se compensa no Roubaix. Para este terreno a Uno-X no papel até tem uma opção melhor, Soren Waerenskjold.


★ van der Poel, Pogacar
★ Pedersen, Van Aert, Ganna
★ F. Vermeersch, Stuyven, Jasper Philipsen
★ Laporte, G. Vermeersch, Mohoric
★ Segaert, Abrahamsen, Waerenskjold, Pithie


A nossa aposta: Mathieu van der Poel
Joker: Alec Segaert


TV: Eurosport 1 (09:30, Lisboa)

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