Itzulia (2.WT) - Antevisão
A Vuelta al País Vasco ou como os bascos costumam chamar, Itzulia, é uma das provas espanholas mais importantes do calendário. Este ano a Itzulia celebra a sua 65ª edição, disputada na região espanhola que tem os adeptos mais fervorosos.
A quantidade de vencedores ilustres da prova é notável, desde o primeiro vencedor, Francis Pélissier, passando por Gino Bartali, Luis Ocaña, Jacques Anquetil, Giovanni Battaglin, Sean Kelly, Claudio Chiappucci Tony Rominger, Alex Zulle, Laurent Jalabert, Alberto Contador, Nairo Quintana, Alejandro Valverde, Primoz Roglic, Jonas Vingegaard e o 'nosso' João Almeida.
Entre 1931 e 1968, apenas se realizou uma única vez, foi em 1935 Gino Bartali ganhou essa edição. Nesse período, a guerra civil espanhola impediu que a prova se desenvolvesse.
Desde 1969 que nunca mais falhou, sendo realizada ininterruptamente até aos dias de hoje. Prova marcada pela muita montanha e pelas paisagens deslumbrantes do País Basco.
História
2014 Alberto Contador (ESP) Tinkoff-Saxo
2015 Joaquim Rodríguez (ESP) Team Katusha
2016 Alberto Contador (ESP) Tinkoff
2017 Alejandro Valverde (ESP) Movistar
2018 Primoz Roglic (SLO) LottoNL-Jumbo
2019 Ion Izagirre (ESP) Astana
2021 Primoz Roglic (ESL) Jumbo-Visma
2022 Daniel Martinez (COL) Ineos
2023 Jonas Vingegaard (DEN) Jumbo-Visma
2024 Juan Ayuso (ESP) UAE Team Emirates
2025 João Almeida (POR) UAE Team Emirates
Percurso
A prova abre com um contra-relógio acidentado de 13,8 Km, as primeiras diferenças serão feitas logo no primeiro dia. A segunda etapa é uma das mais duras com um final complicado e seletivo. Ao terceiro dia aparece uma etapa de transição e os últimos três dias são duros, onde os homens da geral e puncheurs discutirão a vitória.
Um fator muito importante é o clima, normalmente o frio e a chuva marcam presença na prova, contudo este ano não é esse o cenário esperado. No inicio da semana são esperadas temperaturas a rondar os 20ºC, deverão manter-se toda a semana.
Perfis
O contrarrelógio tem 13,9 km de extensão com bastante subida que vai beneficiar os candidatos à geral e menos os especialistas puros. Os ciclistas começam a subir desde o início até o topo de Santo Domingo, um trecho de 2,4 km com inclinação média de 7,3%, favorece os escaladores.
Depois de um trecho de 10 km em terreno mais propicio aos roladores, aparece a rampa final com inclinação máxima de 19%, são cerca de 500 metros.
No papel é a etapa mais dura da prova, a subida mais significativa do dia é a do San Miguel de Aralar, com 9,5 km de extensão e uma inclinação média de 7,7%, o cume está a 19,5 km da linha de chegada.
Do topo, os ciclistas descerão em direção a Mendukilo Kobazuloa, onde os quilômetros finais levam à linha de chegada. É um dia onde as diferenças podem ser importantes, atenção às descidas bascas que costumam também criar problemas.
Na parte final a etapa é acidentada com pequenas subidas muito empinadas que podem selecionar um pouco o pelotão, mas esta é uma das etapas mais simpáticas para o pessoal que não gosta de subir.
Mais um dia exigente com sete subidas categorizadas no total e mais de 3000 metros de subida acumulada.
A subida final a Legina é a mais difícil, com 3,2 km de extensão e uma inclinação média de 7,7%. O topo está a apenas de 8,8 km da linha de meta, convida a ataques.
A subida final a Legina é a mais difícil, com 3,2 km de extensão e uma inclinação média de 7,7%. O topo está a apenas de 8,8 km da linha de meta, convida a ataques.
No total, os ciclistas enfrentarão oito subidas categorizadas bem distribuídas pelo percurso, mas é desde da ascensão de Krabelin que a coisa começa a apertar, esta subida tem 5 km de extensão e uma inclinação média de 9,6%.
Depois de Trabakua (3,3 km a 7,1%) aparece a tenebrosa ascensão a Izua, que é um pouco mais curta que o Krabelin com 4,1 km de extensão e inclinações médias de 9,2%, o topo está a 27 km da meta.
A última subida é o Urkaregi, com 5,2 km a 4,7% de inclinação, bem mais suave que as anteriores. Do topo até ao final são 12,5 km.
Depois de Trabakua (3,3 km a 7,1%) aparece a tenebrosa ascensão a Izua, que é um pouco mais curta que o Krabelin com 4,1 km de extensão e inclinações médias de 9,2%, o topo está a 27 km da meta.
A última subida é o Urkaregi, com 5,2 km a 4,7% de inclinação, bem mais suave que as anteriores. Do topo até ao final são 12,5 km.
A prova termina com mais uma etapa bastante exigente.
Desde a partida os ciclistas começam a subir Asentzio, depois seguem para Elosua que tem 7,2 km a 7,5%, que será subida duas vezes em 45 km de distância com o Azkarate pelo meio.
A última subida do dia volta a ser Asentzio com 7,3 km de extensão a 5,1% de inclinação com o topo a apenas 9,1 km da linha de chegada.
A prova termina com uma descida vertiginosa até Bergara.
Desde a partida os ciclistas começam a subir Asentzio, depois seguem para Elosua que tem 7,2 km a 7,5%, que será subida duas vezes em 45 km de distância com o Azkarate pelo meio.
A última subida do dia volta a ser Asentzio com 7,3 km de extensão a 5,1% de inclinação com o topo a apenas 9,1 km da linha de chegada.
A prova termina com uma descida vertiginosa até Bergara.
Startlist
Aqui
Favoritos
Sem 'aliens', não faltam candidatos à vitória, esperamos uma prova bastante aberta, blocos fortes podem ter alguma vantagem mas no final as pernas irão decidir e nesse aspeto a Itzulia é implacável.
UAE
Têm um bloco potente com Isaac Del Toro como principal estrela. O mexicano lidera a equipa, as subidas bascas devem-lhe servir bem, a sua explosividade é uma vantagem em relação à maioria dos rivais.
Brandon McNulty em teoria deve ser o plano B, mas o americano ao contrário de outros anos não começou bem a temporada, é uma incógnita. O trio espanhol, Marc Soler, Adria Pericas e Igor Arrieta deverão ter alguma liberdade para procurar uma vitória parcial.
Bahrain
Pello Bilbao corre em casa, conhece bem estas estradas, já foi um ciclista mais fiável, ultimamente fica difícil prever o que esperar dele. Tem uma vantagem em relação à maioria, desce como poucos.
Antonio Tiberi começou o ano a voar mas no Tirreno-Adriático a coisa foi deplorável, outro ciclista que nos gera muitas dúvidas, principalmente neste terreno mais explosivo.
Red Bull-Bora
No papel parece-nos a equipa mais forte em prova com dois candidatos. Florian Lipowitz está em boa forma e demonstrou-o na Catalunha, mas as subidas bascas são muito diferentes das catalãs. É um ciclista menos explosivo que alguns rivais, no entanto é candidato ao pódio.
O outro candidato é Primoz Roglic, um ciclista que adora a Itzulia e onde o terreno é feito à sua medida. Porém, o esloveno já não tem a explosão de outros tempos onde era praticamente imbatível nestas chegadas, de qualquer forma é mais um candidato ao pódio.
Lidl-Trek
Juan Ayuso lidera um conjunto forte e chega com legitima ambição de vencer a prova. A explosividade do espanhol faz dele um ciclista muito perigoso neste terreno, veremos se consegue ser mais constante. Será muito interessante ver a colaboração entre Ayuso e Mattias Skjelmose, o dinamarquês não gostou nada da chegada do espanhol à equipa.
Este terreno também encaixa bem em Skjelmose, a sua forma é decente, mais um candidato aos primeiros lugares.
Decathlon CMA CGM
Têm a nova coqueluche do ciclismo mundial, Paul Seixas. O jovem francês chega à Itzulia como um forte candidato a ganhar, a forma é brilhante e a sua capacidade de brilhar em qualquer tipo de terreno faz dele o maior favorito junto a Del Toro.
Matthew Riccitello deverá estar ao serviço para o francês, mas não será chocante de o ver no top-10 no final, é um bom escalador.
Soudal - Quick-Step
Ilan Van Wilder deverá ser dos melhores no crono, o resto do percurso não é nada mau para ele, apesar de não ser super explosivo consegue defender-se relativamente bem neste tipo de rampas.
Mikel Landa corre em casa, conhece muito bem estas estradas, mas não começou a temporada muito bem e as subidas não são perfeitas para ele.
Ion Izagirre
Aqui fica o historial de Ion Izagirre na sua prova:
É o pináculo da temporada de Ion, ele aponta o pico de forma para este período e este ano chega em grande forma, dominou por completo no GP Miguel Indurain.
Tobias Johannessen
Terreno explosivo assenta-lhe bem, em 2025 deu um passo firme na sua evolução. Esperamos boas coisas dele aqui, é um ciclista que temos bastante expectativa para esta temporada.
Kevin Vauquelin
Este é precisamente o terreno onde o francês brilha mais e a forma fisica é bastante decente por isso é mais um dos muitos candidatos ao top-5.
Cian Uijtdebroeks
Este não é o melhor terreno para o belga, mas na Catalunha deu excelente sinais e por isso merece ser mencionado.
Ben Healy
As Ardenas estão a chegar e a forma do irlandês deve estar a chegar ao pico.
★★★★★ Del Toro, Seixas
★★★★ Ayuso
★★★ Roglic, Lipowitz
★★ Izagirre, Skjelmose, Johannessen, Vauquelin
★ Healy, Uijtdebroeks, Tiberi, Bilbao, Van Wilder
Aposta: Isaac Del Toro
Joker: Tobias Johannessen
Seguir em direto: @ehitzulia, #itzulia
TV: Eurosport 1 (14:30, Lisboa)
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