Tour Colombia (2.1) - Antevisão



A Colômbia é atualmente uma das grandes nações do ciclismo internacional. O país cafetero tem sido um viveiro de ciclistas e com uma legião de fãs assinalável que acompanham a modalidade.
Mas havia uma coisa que estava a faltar no ciclismo colombiano, uma grande prova internacional. A Volta à Colômbia é a corrida mais importante e tradicional do país, mas é pouco categorizada a nível internacional e mais orientada para as equipas da casa.
Em 2018 surgiu a Colômbia Oro y Paz, que pretendia ser a principal prova de ciclismo do país, com o objetivo de trazer alguns dos melhores ciclistas do World Tour, objetivo cumprido com sucesso. Em 2019 mudou de nome, mas o que não se alterou foi a êxito da mesma.

História

2018 Egan Bernal (COL) Team Sky
2019 Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team

Edição 2019 (Top-10)
1 Miguel Angel Lopez (Col) Astana Pro Team 18:38:32
2 Ivan Sosa (Col) Team Sky 0:00:04
3 Daniel Martinez (Col) EF Education First 0:00:42
4 Egan Bernal (Col) Team Sky 0:00:54
5 Nairo Quintana (Col) Movistar Team 0:01:04
6 Rigoberto Uran (Col) EF Education First 0:01:31
7 Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-QuickStep    0:01:33
8 Sergio Henao (Col) UAE Team Emirates 0:02:41
9 Richard Carapaz (Ecu) Movistar Team 0:02:46
10 Rodrigo Contreras (Col) Astana Pro Team 0:02:47
  
Percurso

11/2  Etapa 1 (CRE) - Tunja › Tunja (16,7 Km)
12/2  Etapa 2 - Paipa › Duitama (152,4 Km)
13/2  Etapa 3 - Paipa › Sogamoso (177,7 Km)
14/2  Etapa 4 - Paipa › Santa Rosa de Viterbo (168,6 Km)
15/2  Etapa 5 - Paipa › Zipaquirá (180,5 Km)
16/2  Etapa 6 - Zipaquirá › El Once/Alto del Verjón (182,6 Km)

Total:  878,5 Km

A prova abre com um contrarrelógio coletivo como aconteceu na edição anterior, para ganhar a prova, não se pode perder muito tempo, já que a prova só tem uma etapa com final em alto, no último dia. As duas etapas seguintes são planas, ideais para os velocistas.
A 4ª etapa é de constante sobe e desce, com um final numa colina, não se ganha a prova nesta etapa, mas pode-se perder. 
Ao 5º dia, volta o terreno mais suave e para os sprinters.
A 6ª e última etapa, é a rainha da prova, com final no Alto del Verjon. O dia tem 4 contagens de montanha, com a última a ser a mais dura, com 11,5 Km de extensão a 5,4% de inclinação média.

Perfis
11/2  Etapa 1 (CRE) - Tunja › Tunja (16,7 Km)

12/2  Etapa 2 - Paipa › Duitama (152,4 Km)

Srints intermédios:
- La Punta (2478 m, Km 46.4),
- La Punta (2478 m, Km 80.1),
- La Punta (2478 m, Km 113.7).

13/2  Etapa 3 - Paipa › Sogamoso (177,7 Km)


Sprints intermédios:
- El Sol (Variante) (2677 m, Km 31.8),
- Tunja (2744 m, Km 106.9),
- Duitama (2494 m, Km 156.0).

Subidas categorizadas:
- Alto Moral (4ª Categoria, 2943 m, 3.4 Km a 5.7%, Km 46.6),
- Alto Moral (4ª Categoria, 2949 m, 7.8 Km a 2.6%, Km 100.8).

14/2  Etapa 4 - Paipa › Santa Rosa de Viterbo (168,6 Km)

Sprints intermédios:
- El Sol (Variante) (2673 m, Km 31.3),
- Tunja (2744 m, Km 107.4),
- Duitama (2493 m, Km 156.9).

Subidas categorizadas:
- Alto Moral (4ª Categoria, 2945 m, 3.2 Km a 6.0%, Km 46.5),
- Alto Moral (4ª Categoria, 2949 m, 7.8 Km a 2.6%, Km 100.6),
- Alto Malterias (3ª Categoria, 2717 m, 2.9 Km a 4.9%, Km 170.5).

15/2  Etapa 5 - Paipa › Zipaquirá (180,5 Km)

Sprints intermédios:
- Tunja (2688 m, Km 38.0),
- Chocontá (2632 m, Km 104.1),
- Tocancipá (2565 m, Km 139.0).

Subidas categorizadas:
- Alto Moral (4ª Categoria, 2955 m, 5.4 Km a 3.5%, Km 47.0),
- Alto Ventaquemada (3ª Categoria, 2911 m, 4.7 Km a 5.5%, Km 74.7),
- Alto Sisga (4ª Categoria, 2860 m, 3.5 Km a 4.8%, Km 116.1).

16/2  Etapa 6 - Zipaquirá › El Once/Alto del Verjón (182,6 Km)

Sprints intermédios:
- Gachancipá (2563 m, Km 42.9),
- Chocontá (2641 m, Km 77.3),
- La Calera (2684 m, Km 146.5).

Subidas categorizadas:
- Alto Sisga (3ª Categoria, 2858 m, 5.6 Km a 4.9%, Km 60.7),
- Alto Sisga (4ª Categoria, 2860 m, 7.0 Km a 3.4%, Km 88.8),
- Alto Patios (3ª Categoria, 3010 m, 2.3 Km a 7.4%, Km 156.2),
- Alto Verjon (2ª Categoria, 3274 m, 11.5 Km a 5.4%, Meta).

Startlist

Aqui

Favoritos

Sprinters
⭐⭐⭐ Álvaro Hodeg
⭐⭐ Sebastian Molano
⭐ Travis McCabe, Edwin Ávila, Marco Benfatto, Nicolás Naranjo

Geral
⭐⭐⭐⭐⭐ Sergio Higuita, Egan Bernal
⭐⭐⭐⭐ Daniel Martinez, Richard Carapaz, Julian Alaphilippe
⭐⭐⭐ Sergio Henao, Miguel Florez
⭐⭐ Esteban Chaves, Óscar Sevilla
⭐ Tejay Van Garderen, Bob Jungels

A nossa aposta: Sérgio Higuita
Tornou-se recentemente campeão colombiano, o que indica que está em grande forma. O percurso também o beneficia, com a sua equipa a ser uma das melhores no contrarrelógio coletivo e etapa rainha a ter um final que se adequa às suas características. 
A 4ª etapa também é à sua medida.

Joker: Julian Alaphilippe
Desistiu em San Juan devido a problemas de estômago. Este percurso assenta-lhe bem, assim como Higuita, a Deuceuninck deverá ser uma das melhores no contrarrelógio coletivo e o francês é um dos favoritos para a 4ª etapa.
Apesar da subida final da etapa rainha ser relativamente longa, não é muito empinada, o que o beneficia.

Portugueses
Pelo 2º ano consecutivo a Efapel marca presença na prova. Em 2019 a passagem da equipa portuguesa foi discreta e este ano, espera-se um pouco melhor, até porque pior é praticamente impossível.  Estar presente em algumas fugas, para mostrar as cores e os patrocinadores é o mínimo que se pede.

Seguir em directo: @TourColombiaUCI; #TourColombia2020

Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

Sem comentários:

Publicar um comentário