Paris-Tours (1.HC) - Antevisão


A temporada caminha a passos largos para o seu final e o Paris-Tours é uma das provas mais importantes nesta altura do ano. Não sendo um monumento, não deixa de ser muito importante e podia perfeitamente estar no calendário do World Tour.
A edição deste ano será a 113ª, uma das mais antigas do calendário. Os belgas dominam a lista de vencedores com 41 vitórias seguidos dos franceses com 31. É uma clássica muito ao jeito dos sprinters e a lista de vencedores de facto tem um número apreciável de velocistas, mas em 2018 o percurso alterou um pouco esse paradigma.

História

últimos 10 vencedores
2009 Philippe Gilbert (BEL) Silence-Lotto
2010 Oscar Freire (ESP) Rabobank
2011 Greg Van Avermaet (BEL) BMC Racing Team
2012 Marco Marcato (ITA) Vacansoleil-DCM
2013 John Degenkolb (GER) Argos-Shimano
2014 Jelle Wallays (BEL) Topsport Vlaanderen-Baloise
2015 Matteo Trentin (ITA) Etixx - Quick Step
2016 Fernando Gavíria (COL) Etixx - Quick Step
2017 Matteo Trentin (ITA) Quick-Step Floors
2018 Soren Kragh Andersen (DEN) Team Sunweb


Percurso

Chartres > Tours, 216.5 Km

Perfil

Últimos 67 Km
A prova tinha características ideais para os sprinters, no entanto em 2018 a organização decidiu endurecer um pouco o percurso e ainda adicionar setores de terra batida nos últimos 50 Km . Por essa razão duvidamos que esta edição seja dominada pelos sprinters.
Os primeiros 150 Km são praticamente planos, onde o principal interesse está nos possíveis cortes no pelotão devido ao vento. A partir da  Côte de Goguennen, a dureza começa com as cotas a sucederem-se e os setores de terra batida também.
Ao todo são 7 cotas categorizadas e 9 setores de terra (11 Km), a colocação à entrada de cada secção é muito importante. Por essa razão ter um bloco organizado capaz de colocar os líderes bem posicionados, têm vantagem em relação às equipas mais desorganizadas.

Muros:
Km 164 - Côte de Goguenne (0.8 Km a 6.6%)
Km 172.4 - Côte de Chançay (0.8 Km a 5.8%)
Km 184 Km - Côte de la Vallée du Vau (1.0 Km a 4.0%)
Km 189 Km - Côte de La Rochère (0.4 Km a 9.8%)
Km 195 - Côte de la Vallée Chartier (0.6 Km a 6.4%)
Km 200 - Côte de Vouvray (0.5 Km a 5.2%)
Km 207 - Côte de Rochecorbon (0.7 Km a 5.1%).

Setores de terra:
1. La Grosse Pierre (⭐⭐⭐, 1600 m, Km 165.6),
2. Château de Valmer (⭐, 400 m, Km 168.8),
3. Chançay à Reugny (⭐, 2100 m, Km 174.6),
4. Noizay (⭐, 600 m, Km 184.3),
5. Les Epinettes (⭐⭐, 1200 m, Km 187.8),
6. La Coudraie (⭐⭐, 1000 m, Km 189.8),
7. La Solidarité (⭐⭐⭐, 1500 m, Km 193.5),
8. Peu Morier (⭐⭐, 1800 m, Km 196.6),
9. Rochecorbon (⭐, 800 m, Km 204.4).

Detalhe dos setores de terra
A chegada a Tours tem uma viragem para a esquerda a 800 metros do fim, que dá acesso à reta de meta. Num grupo numeroso a colocação antes da curva é essencial. 

Mapa do último Km
Startlist

Aqui

Condições meteorológicas

Probabilidade baixa de chuva.
Temperatura a rondar 22ºC.
Vento fraco.

Favoritos

⭐⭐⭐⭐⭐ Oliver Naesen
⭐⭐⭐⭐ Arnaud Demare, Marc Sarreau
⭐⭐⭐ Søren Kragh Andersen, Stefan Kung
⭐⭐ Bryan Coquard, Anthony Turgis, Tom Van Asbroeck
⭐ Niki Terpstra, Amaury Capiot, Timothy Dupont, Jens Keukeleire, Cees Bol

A nossa aposta: Oliver Naesen
Com a modificação do percurso, os ciclistas tipo Naesen foram beneficiados, já que tende a ser uma prova muito mais seletiva em relação aos percursos clássicos do Paris-Tours, que se adaptavam a puros sprinters.
O belga é um ciclista com uma boa ponta final em grupos mais seletivos, uma arma muito útil em provas deste género.

Joker: Søren Kragh Andersen
Vencedor da edição do ano passado. Não compete desde 1 de setembro, abandonou na Bretagne Classic. A equipa Sunweb apresenta um alinhamento muito forte com diversas opções, sendo que o dinamarquês é uma delas. 
A falta de ritmo competitivo poderá o afetar, mas a motivação de defender a vitória do ano passado pode atuar a seu favor.

Seguir em directo: @ParisTours#ParisTours
(a partir das 14:15 hora de Portugal continental)

Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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