Volta à França 2018 - Antevisão 3ª Etapa

As duas primeiras etapas foram marcadas pelas quedas e ao terceiro dia aparece um contrarrelógio coletivo de 35,5 quilómetros de extensão. Servirá para que alguns recuperem o tempo perdido.

Rescaldo da 2ª etapa
Etapa mais uma vez marcada pelas quedas. A queda mais marcante do dia foi já dentro dos últimos dois quilómetros, que envolveu Impey e Haussler e fez com que o pelotão ficasse cortado.
Apenas um grupo com aproximadamente 15 ciclistas ficou na frente, nele não estava o camisola amarela, Fernando Gaviria. Dos principais sprinters apenas estavam, Peter Sagan, Sonny Colbrelli, Arnaud Démare, Alexander Kristoff, André Greipel e John Degenkolb.
No sprint, Peter Sagan superiorizou-se a Colbrelli por pouco e além da etapa, passa a ser o camisola amarela.
A fuga do dia foi constituida por Dion Smith, Michael Gogl e Sylvain Chavanel. Smith foi o primeiro na subida de 4ª categoria, igualando Ledanois, mas como o francês perdeu tempo na 1ª etapa, o neo-zelandês é o novo dono da camisola da montanha. O veterano Chavanel ficou isolado na frente e foi apanhado a 13 quilómetros da meta.
Destaque também para a queda de Luis Léon Sanchez, que o fez abandonar e vai ser uma ausência muito importante para a Astana já no contrarrelógio coletivo.

Combativo do dia: Sylvain Chavanel

Classificação da 2ª etapa (top-10):
1    Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe    4:06:37   
2    Sonny Colbrelli (Ita) Bahrain-Merida        
3    Arnaud Demare (Fra) Groupama-FDJ        
4    André Greipel (Ger) Lotto Soudal        
5    Alexander Kristoff (Nor) UAE Team Emirates        
6    Timothy Dupont (Bel) Wanty-Groupe Gobert        
7    Alejandro Valverde (Spa) Movistar Team        
8    Andrea Pasqualon (Ita) Wanty-Groupe Gobert        
9    John Degenkolb (Ger) Trek-Segafredo        
10    Philippe Gilbert (Bel) Quick-Step Floors

Geral individual:
1    Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe    8:29:53   
2    Fernando Gaviria (Col) Quick-Step Floors    0:00:06   
3    Sonny Colbrelli (Ita) Bahrain-Merida    0:00:10   
4    Marcel Kittel (Ger) Katusha-Alpecin    0:00:12   
5    Sylvain Chavanel (Fra) Direct Energie    0:00:13   
6    Philippe Gilbert (Bel) Quick-Step Floors    0:00:14   
7    Geraint Thomas (GBr) Team Sky    0:00:15   
8    Oliver Naesen (Bel) AG2R La Mondiale        
9    Alexander Kristoff (Nor) UAE Team Emirates    0:00:16   
10    John Degenkolb (Ger) Trek-Segafredo

Diferenças entre os líderes da Geral:
7. Geraint Thomas (Team Sky)
12. Bob Jungels (Quick-Step Floors) a 1″
17. Jakob Fuglsang (Astana) a 1″
20. Tom Dumoulin (Team Sunweb) a 1″
21. Alejandro Valverde (Movistar Team) a 1″
22. Vincenzo Nibali (Bahrain-Merida) a 1″
23. Romain Bardet (AG2R La Mondiale) a 1″
24. Rafal Majka (Bora-Hansgrohe) a 1″
25. Warren Barguil (Fortuneo-Samsic) a 1″
27. Bauke Mollema (Trek-Segafredo) a 1″
29. Ilnur Zakarin (Katusha-Alpecin) a 1″
30. Rigoberto Urán (EF-Drapac) a 1″
33. Mikel Landa (Movistar Team) a 1″
39. Steven Kruijswijk (LottoNL-Jumbo) a 1″
40. Primoz Roglic (LottoNL-Jumbo) a 1″
41. Dan Martin (UAE Team Emirates) a 1″
79. Richie Porte (BMC) a 52″
80. Pierre Rolland (EF-Drapac) a 52″
81. Adam Yates (Mitchelton-Scott) a 52″
84. Chris Froome (Team Sky) a 52″
108. Nairo Quintana (Movistar Team) a 1’16”

Etapa 3




O último contrarrelógio coletivo foi em 2015, o percurso tem algumas semelhanças, embora este seja um pouco menos duro.
O percurso não é completamente plano, mas também não se pode dizer que é muito complicado. O percurso parte do centro de Cholet e termina também em Cholet a umas centenas de metros da zona de partida. Tem algumas viragens perigosas e muitas rotundas.

Pontos intermédios: 
- Saint-André-de-la-Marche (92 m, Km 13.0),
- Côte de la Séguinière (400 M - 6.9%) (102 m, Km 26.5).

Cidade de partida e partida: Cholet


Cholet é uma cidade francesa, localizada no departamento de Maine-et-Loire, na região de Pays de la Loire. É o principal centro industrial em Maine-et-Loire e o segundo maior de Pays de la Loire. A taxa de desemprego ronda os 7%, um
dos mais baixos da França.
A arquitetura local e o património cultural são fortemente influenciados pela sua localização geográfica.
A nível cultural, os pontos de visita mais interessantes são a Igreja de Notre-Dame (século XIX), o Museu de Arte e História, o Museu dos Têxteis e da Moda e o Parque Oriental de Maulévrier, o maior jardim japonês da Europa.
A nível gastronómico o mais conhecido é o Mouchoir de Cholet (um doce feito com pasta de amêndoa, coberto com chocolate vermelho e forrado com chocolate branco).

Condições meteorológicas

Mais um dia solarengo, com a temperatura a rondar os 26ºC em Cholet. O vento soprará moderado de nordeste (+/- 17 Km/h).

Favoritos

Ordem de partida:
14.10 Mitchelton-Scott
14.15 Sky
14.20 Movistar
14.25 Groupama-FDJ
14.30 BMC
14.35 EF Education First-Drapac
14.40 UAE Emirates
14.45 AG2R La Mondiale
14.50 Fortuneo-Samsic
14.55 Direct Energie
15.00 Lotto Soudal
15.05 LottoNL-Jumbo
15.10 Cofidis
15.15 Sunweb
15.20 Dimension Data
15.25 Katusha-Alpecin
15.30 Bahrain Merida
15.35 Trek-Segafredo
15.40 Astana
15.45 Wanty-Groupe Gobert
15.50 Quick-Step Floors
15.55  BORA-hansgrohe

*** BMC, Sky
** Mitchelton-Scott, Sunweb
* LottoNL-Jumbo, Quick-Step Floors

A nossa aposta: Sky
Apesar da BMC ser a equipa mais bem sucedida dos últimos anos na especialidade, apostamos na Sky porque a equipa britânica apresenta um conjunto de luxo com Thomas, Froome, Moscon, Poels e Castroviejo, todos eles contrarrelogistas competentes. A Sky arrasou no crono coletivo do Dauphiné.
A BMC também não tem um dos principais motores, Rohan Dennis, outra razão para a nossa aposta. Acreditamos que as diferenças entre a BMC, Sky, Mitchelton e Sunweb irão ser pequenas.

Outsider: Sunweb
São os atuais campeões do mundo da especialidade. Com Tom Dumoulin, a equipa alemã tem uma palavra a dizer. 
Kragh Andersen e Michael Matthews também são bons especialistas e homens como Geschke, Theuns e Haga são úteis.

Análise às principais equipas:
BMC: Se tivessem Rohan Dennis, era a equipa a bater, mas sem o australiano as coisas são um pouco diferentes. De qualquer forma o conjunto continua a ser impressionante. Deverá lutar pela vitória, a diferença para os principais adversários será pequena (alguns segundos).
Movistar: Apresentam uma equipa bastante mais frágil na disciplina que anos anteriores. Sem Castroviejo, os irmãos Izagirre e com Nélson Oliveira em casa, a equipa espanhola deverá perder cerca de 1 minuto para a o vencedor.
Mitchelton-Scott: Depois de em 2017 a equipa ter regredido na disciplina, a equipa australiana voltou aos bons resultados em 2018. Na nossa opinião não deverá perder mais de 40 segundos, até porque a equipa tem bons roladores.
Quick-Step Floors: Até 2016 era uma das grandes equipas da especialidade, com a saída de Tony Martin ficou mais frágil.
De qualquer forma é sempre uma candidata a fazer um bom resultado, até porque continuam a ter bons roladores.
LottoNL-Jumbo: Equipa que tem na sua equipa um dos melhores especialistas da atualidade, Primoz Roglic. Com Van Emden a equipa seria mais forte, mas mesmo assim, pode fazer um bom resultado. Na nossa opinião irão perder perto de 1 minuto para a melhor equipa.
Bahrain-Merida: Equipa interessante, mas que nunca mostrou estar afinada num crono coletivo. Se perderem 1 minuto, é considerado um bom resultado.
Ag2r-La Mondiale: Na nossa opinião é a pior equipa de todas deste lote. Não tem nenhum grande contrarrelogista e com Bardet na equipa a situação piora. O francês continua sem evoluir na disciplina. Achamos que perderão pelo menos 1 minuto em meio para os vencedores.
Bora-Hansgrohe: Têm uma equipa interessante, com bons especialista, Bodnar sobressai. No entanto, têm também Majka, que vem este ao Tour a pensar na geral. Andarão ao nível da Movistar e por conseguinte, Peter Sagan perderá a amarela.


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(a partir das 14:00, hora de Portugal Continental)
 (a partir das 14:00, hora de Portugal Continental)

Imagem de Cholet retirada de: https://plus.google.com/photos/photo/101006544054204123605/6497791452219798658



Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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