Critérium du Dauphiné (2.WT) - Antevisão


O Criterium du Dauphiné até 2010 era conhecido como o Critérium du Dauphiné Libéré, nesse ano o jornal que organizava (Dauphine Libéré) cedeu à ASO toda a responsabilidade organizacional e o nome da prova foi abreviado. Decorre anualmente, durante a primeira metade de Junho na antiga província de Dauphiné, uma antiga região de França marcada pela sua montanha.
Esta prova, a par da Volta a Suiça, é vista por muitos como o teste final para o Grand Boucle. A corrida teve a sua 1ª edição em 1947.
Ao longo dos anos, a prova foi vencida pelas grandes 'estrelas' da modalidade. Luis Ocaña, Nello Lauredi, Charlet Mottet, Bernard Hinault e Chris Froome são os recordistas de vitórias na geral, com três conquistas para cada um.

História

últimos 10 vencedores
2008 Alejandro Valverde (Esp) Caisse d'Epargne 
2009 Alejandro Valverde (Esp) Caisse d'Epargne 
2010 Janez Brajkovic (Slo) Team RadioShack 
2011 Bradley Wiggins (GBr) Team Sky 
2012 Bradley Wiggins (GBr) Team Sky 
2013 Chris Froome (GBr) Team Sky 
2014 Andrew Talansky (USA) Garmin–Sharp
2015 Chris Froome (GBr) Team Sky
2016 Chris Froome (GBr) Team Sky
2017 Jakob Fuglsang (Den) Astana

Edição 2017 (Top-10)
1    Jakob Fuglsang (Den) Astana Pro Team    29:05:54   
2    Richie Porte (Aus) BMC Racing Team    0:00:10   
3    Daniel Martin (Irl) Quick-Step Floors    0:01:32   
4    Christopher Froome (GBr) Team Sky    0:01:33   
5    Fabio Aru (Ita) Astana Pro Team    0:01:37   
6    Romain Bardet (Fra) AG2R La Mondiale    0:02:04   
7    Emanuel Buchmann (Ger) Bora-Hansgrohe    0:02:32   
8    Louis Meintjes (RSA) UAE Team Emirates    0:03:12   
9    Alejandro Valverde Belmonte (Spa) Movistar Team    0:04:08   
10    Rafael Valls (Spa) Lotto Soudal    0:04:40

Percurso

3/6 Prólogo - Valence › Valence (6.6  Km)
4/6 Etapa 1 - Valence › Saint-Just-Saint-Rambert (179  Km)
5/6 Etapa 2 - Montbrison › Belleville en Beaujolais (180.5  Km)
6/6 Etapa 3 (CRE) - Pont-de-Vaux › Louhans-Châteaurenaud (35  Km)
7/6 Etapa 4 - Chazey-sur-Ain › Lans-en-Vercors (181  Km)
8/6 Etapa 5 - Grenoble › Valmorel (130.5  Km)
9/6 Etapa 6 - Frontenex › La Rosière Espace San Bernardo (110  Km)
10/6 Etapa 7 - Moûtiers › Saint-Gervais Mont Blanc (129  Km)
Total: 951,6 Km

O percurso este ano é particularmente duro, com as quatro últimas etapas a terminarem em alto. A prova começa com um prólogo, que definirá o primeiro líder.
As duas primeiras etapas não são completamente planas, no entanto, não apresentam grandes dificuldades para os ciclistas.
A 3ª etapa é uma das mais importantes, um contrarrelógio coletivo de 35 quilómetros que fará diferenças significativas. 
As últimas quatro etapas são de alta montanha, com final em alto. A mais longa é a 5ª etapa, mas é também aquela que termina na subida menos categorizada dos quatro finais. As 6ª e 7ª etapas são aquelas, que no papel, são as mais duras, é difícil dizer, qual é a rainha. 
O percurso é muito duro, tem tudo para nos dar um grande espetáculo de ciclismo, porém também pode levar a que as corridas corram de forma conservadora.

Perfis
3/6 Prólogo - Valence › Valence (6.6  Km)

Ponto intermédio: 
- Valence (107 m, Km 3.4).

4/6 Etapa 1 - Valence › Saint-Just-Saint-Rambert (179  Km)
Subidas categorizadas
- Col de Leyrisse (Champis) (2ª Cat., 578 m, 8.5 Km a 4.5%, Km 8.7), 
- Col de Désaignes (4ª Cat., 706 m, 5.1 Km a 4.6%, Km 46.1), 
- Cote de Sainte-Agreve (3ª Cat., 1053 m, 6.0 Km a 5.0%, Km 54.2), 
- Cote de Terrière (4ª Cat., 837 m, 1.6 Km a 6.3%, Km 89.7), 
- Cote de la Croix de Marlet (4ª Cat., 567 m, 2.3 Km a 4.3%, Km 139.7), 
- Cote du Barrage de Grangent (4ª Cat., 488 m, 1.3 Km a 4.9%, Km 162.9), 
- Cote du Barrage de Grangent (4ª Cat., 488 m, 1.3 Km a 4.9%, Km 175.2).

Zona de abastecimento:

- Tence (857 m, Km 77.6).

5/6 Etapa 2 - Montbrison › Belleville en Beaujolais (180.5  Km)
Subidas categorizadas:  
- Col de Cambuse (3ª Cat., 714 m, 5.0 Km a 4.8%, Km 84.1), 
- Col de la Croix de Marchampt (3ª Cat., 688 m, 5.0 Km a 5.1%, Km 104.9), 
- Cote de Régnié-Durette (4ª Cat., 318 m, 1.5 Km a 4.9%, Km 118.3),
- Col de Crie (3ª Cat., 611 m, 4.9 Km a 4.2%, Km 133.7), 
- Col du Fut d'Avenas (3ª Cat., 737 m, 3.8 Km at6.0%, Km 148.1).

Zona de abastecimento:  

- Lamure-sur-Azergues (362 m, Km 93.4).

6/6 Etapa 3 (CRE) - Pont-de-Vaux › Louhans-Châteaurenaud (35  Km)

Pontos intermédios:  
- Romenay (204 m, Km 13.7), 
- Montrepont-en-Bresse (200 m, Km 24.5).

7/6 Etapa 4 - Chazey-sur-Ain › Lans-en-Vercors (181  Km)

Subidas categorizadas: 
- Col de Toutes Aures (4ª Cat., 625 m, 2.7 Km a 5.5%, Km 102.1),
- Col du Mont Noir (HC, 1429 m, 17.6 Km a 6.9%, Km 143.3),


- Lans-en-Vercors (2ª Cat., 1393 m, 4.8 Km a 7.2%, META).


Zona de abastecimento:
- La Frette (421 m, Km 89.0).

8/6 Etapa 5 - Grenoble › Valmorel (130.5  Km)
Subidas categorizadas:
- Cote de Nayrod (2ª Cat., 743 m, 3.0 Km a 7.9%, Km 3.5),
- Col des Mouilles (2ª Cat., 1012 m, 3.7 Km a 6.9%, Km 19.1),
- Valmorel (HC, 1341 m, 12.4 Km a 6.9%, META).


9/6 Etapa 6 - Frontenex › La Rosière Espace San Bernardo (110  Km)

Subidas categorizadas:
- Montee de Bisanne (HC, 1696 m, 12.4 Km a 7.9%, Km 27.6),
- Col du Pré (HC, 1744 m, 12.8 Km a 7.7%, Km 59.2),
- Cormet de Roselend (2ª Cat., 1977 m, 5.7 Km a 6.5%, Km 71.8),
- La Rosière (1ª Cat., 1848 m, 15.9 Km a 6.0%, META).



10/6 Etapa 7 - Moûtiers › Saint-Gervais Mont Blanc (129  Km)
Subidas categorizadas: 
- Cormet de Roselend (1ª Cat., 1982 m, 19.0 Km a 6.1%, Km 42.1), 
- Cote de la Route des Villes (3ª Cat., 1084 m, 2.9 Km a 7.0%, Km 63.5), 
- Col de Saisies (1ª Cat., 1652 m, 15.1 Km a 6.3%, Km 87.6), 
- Cote des Amerands (1ª Cat., 857 m, 2.7 Km a 10.1%, Km 125.9), 
- Montée du Bettex (1ª Cat., 1371 m, 7.2 Km a 7.9%, META).



Startlist

Aqui

Favoritos

A lista de participantes não é tão forte quanto em outros anos, a principal razão foi a mudança do Tour no calendário, este ano será uma semana mais tarde, devido ao campeonato do mundo de futebol. Alguns dos principais favoritos preferiram ir à Volta à Suiça. No entanto, continua  a ser uma lista de luxo, aqui ficam os principais candidatos à geral:

Geraint Thomas - É a principal aposta da Sky. A seu favor tem os dois contrarrelógios, não tem sido uma temporada fácil para Thomas, mas com o foco no Tour, já deve estar em boa forma aqui.
Vincenzo Nibali - É uma incógnita, o tubarão nestas provas de preparação não costuma ainda estar no seu melhor. No entanto, nunca se pode menosprezar, se tiver oportunidade, lá estará ele a capitalizar.
Romain Bardet - Irá perder tempo no prólogo e contrarrelógio. Terá de atacar na montanha e ir à procura do tempo perdido.
Adam Yates - Regressou na Califórnia e deu alguns bons sinais. É um ciclista muito forte em provas de uma semana e um dos favoritos.
Emanuel Buchmann - O alemão tem realizado uma temporada muito consistente. No ano passado fez um excelente Dauphiné, acabou bem dentro do top-10.
Marc Soler - Vencedor do Paris-Nice, é uma das armas da Movistar para o Tour. Ciclista inconformado, que pode fazer a diferença em vários terrenos.
Ilnur Zakarin - O russo tem realizado uma temporada muito discreta. Se não mostrar nenhuma evolução em relação às provas anteriores, é preocupante.
Bob Jungels - Alaphilippe deverá ceder na montanha, por essa razão Jungels é a aposta mais fiável para a geral da Quick-Step Floors.
Damiano Caruso - Contrarrelógio coletivo é sinónimo de BMC. Damiano Caruso deverá começar a 5ª etapa com alguma vantagem em relação aos adversários.
Daniel Martin - A mudança para a UAE não está a correr nada bem. Tem realizado um ano muito fraco, não acreditamos que lute pela geral, até porque o contrarrelógio o vai penalizar muito.

***** Geraint Thomas
**** Adam Yates, Vincenzo Nibali
*** Romain Bardet, Marc Soler, Emanuel Buchmann
** Ilnur Zakarin, Bob Jungels, Damiano Caruso, Daniel Martin
* Pello Bilbao, David Gaudu, Michal Kwiatkowski,Tiesj Benoot, Julian Alaphilippe

A nossa aposta: Geraint Thomas
Outsider: Vincenzo Nibali

Seguir em direto: @dauphine,
( a partir das 12:30 este domingo, a partir de segunda-feira pelas 14:15)



Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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