Guia Giro d'Italia 2018 - Equipas e Favoritos


A lista de participantes é de luxo, como é habitual numa Grande Volta. A luta entre alguns dos melhores ciclistas da atualidade promete e durante três semanas o palco será o Giro d'Italia, uma prova muito especial e com um carismo único.

Equipas


Equipa mais Homogénea: Michelton-Scott 
A equipa australiana apresenta um alinhamento impressionante, com dois líderes (Chaves e Simon Yates), ou seja, caso um deles falhe, há outra opção.
Kreuziger e Nieve, devem ser os últimos elementos na montanha na ajuda a Yates e Chaves. O basco saiu da Sky e apesar dos problemas de inicio de temporada, é um ciclista que será muito útil. Jack Haig também pode ajudar na montanha. Tuft, Bewley e Juul-Jensen protegerão os líderes nas etapas planas.

Melhor equipa para a montanha: Astana
O alinhamento da Astana para a montanha é assustador. Basicamente qualquer ciclista sobe relativamente bem e como se viu no Tour of The Alps, a equipa cazaque está pronta para destruir os adversários na montanha. Jan Hirt e Kangert deverão ser os principais apoios na alta montanha para Miguel Angel Lopez. 
Luis Leon Sanchez e Pello Bilbao têm realizado um ano fantástico, são elementos muito importantes em qualquer terreno. Lutsenko e Villella são ciclistas muito versáteis e Zeits é o corredor mais fraco na montanha, mas que ainda dará uma pequena ajuda.

A desilusão: Movistar 
Com tantos ciclistas capazes de liderar, a equipa espanhola apresenta-se com Carlos Betancur e Richard Carapaz como principais nomes.
O alinhamento não é aquele que se espera de uma equipa como a Movistar. A aposta será toda no Tour e o Giro ficou para segundo plano, até que ponto é uma boa opção?

Quem será a equipa surpresa: LottoNL-Jumbo
George Bennett tem-se consolidado como um ciclista a ter em conta nas provas por etapas, principalmente na montanha. Robert Gesink será o plano B da equipa, caso Bennett falhe.
Danny Van Poppel será o sprinter de serviço, numa equipa bastante equilibrada.

Favoritos

*****
Tom Dumoulin
Vencedor da edição do ano passado, que a conquistou brilhantemente. Este ano, terá menos quilómetros de contrarrelógio para fazer diferença, mas o holandês tem evoluído na montanha.
Tem realizado um ano mais discreto que o de 2017, o segredo poderá estar na terceira semana. O teste de fogo para ele serão as três últimas etapas de montanha (18, 19 e 20). No ano passado, perdeu a rosa na 20ª, mas no último teve um contrarrelógio que lhe permitiu recuperar a camisola.

Chris Froome
Vencedor de quatro Volta a França, o britânico e a sua equipa sabem o que fazer para ganhar uma Grande Volta.
Preparou-se especificamente para o Giro, os resultados não foram brilhantes este ano, mas veremos se a sua preparação foi a correta. Ainda quer fazer a Volta à França.
A sua fortaleza está sobretudo numa equipa completamente fiel a si e que por inúmeras vezes conseguiu fazer a diferença para a concorrência.

****
Miguel Angel Lopez
O colombiano liderará uma equipa que está em grande forma e essa pode ser a sua grande força. A fragilidade está nas subidas mais curtas e explosivas, mas acreditamos que a Astana estará atenta a essas chegadas e procurará protege-lo.
O segredo está em minimizar perdas nos contrarrelógios, para depois fazer a diferença na montanha. Mostrou boas pernas no Tour of the Alps.

Thibaut Pinot
O francês foi 4º na edição do ano passado e este ano procura melhorar a prestação. O pódio é perfeitamente possível e o que mostrou no Tour of the Alps é encorajador, dominou a concorrência, que era muito forte.
O contrarrelógio será o maior problema para ele, tem minimizar as perdas também.

***
Fabio Aru
O italiano mudou de equipa e aquilo que tem mostrado em 2018, tem sido uma desilusão. Porém, isto é uma Grande Volta, são três semanas em alta rotação e Aru estará no seu terreno.
Já venceu uma Grande Volta e tem dois pódios no Giro (2014 e 2015). Nunca desiste e essa é a sua grande virtude, é um lutador.

Domenico Pozzovivo
No ano passado realizou um excelente Giro, decidiu mudar de equipa e pelo o que mostrado, está em boa forma.
Tentará estar no pódio em Roma, mas para isso, tal como outros, não se pode afundar no contrarrelógio.

Simon Yates
Ciclista muito ofensivo, que quando se sente bem, procura atacar a corrida. A Michelton-Scott tem dois líderes, deles os dois, Chaves desde da temporada de 2016, que tem estado mal, por isso confiamos mais em Simon Yates.
Os ciclistas da equipa australiana, trabalharam no túnel de vento durante o inverno, de forma a melhorar o contrarrelógio. Veremos se neste Giro, esse trabalho dá frutos.

**
Esteban Chaves
Dividirá a liderança da equipa com Simon Yates. Realizou um ano de 2017 para esquecer e este inicio de ano em 2018, também tem sido complicado, com muito azar à mistura.
O percurso tem muito montanha, que lhe é favorável e tal como o colega Simon Yates, trabalhou no túnel de vento, para melhorar no contrarrelógio.

George Bennett
Uma das confirmações em 2017. É um ciclista muito forte na montanha e que está cada vez melhor nesse terreno.
Tem realizado um ano de 2018, bastante positivo e chega ao Giro como lider da equipa holandesa, com Gesink a ser o plano B.

*
Wout Poels
A Sky aposta todas as fichas em Froome, mas e se acontecer algo ao britânico? O plano B deverá passar por Wout Poels, apesar de ser um dos ciclistas mais azarados, é também um dos ciclistas mais completos em provas por etapas, sobe bem e defende-se muito bem no contrarrelógio.

Davide Formolo
Tem demorado a afirmação de Formolo, como um ciclista fiável em três semanas. A mudança para a Bora-Hansgrohe, permite-lhe ter uma equipa para si no Giro.
Em 2017 foi 10º da geral e em 2016 tinha sido 9º na Vuelta, este ano, o objetivo é melhorar estas prestações.

Outros ciclistas a seguir

Tim Wellens
Não acreditamos no belga para a geral, aesar de ter começado o ano em grande forma, que lhe permitiu disputar provas por etapas importantes como o Paris-Nice. Três semanas é demasiado para Wellens. Mas será um daqueles ciclistas que é candidato a ganhar etapas e oportunidades não irão faltar.

Diego Ulissi
Já venceu 6 etapas no Giro, das 5 participações só em 2012 não conquistou etapas. Este ano parte novamente à procura de vitórias de etapas, tem algumas chegadas à sua medida.

Rohan Dennis
É o grande favorito para a primeira etapa, o contrarrelógio de abertura. Vai ser mais um teste em três semanas de Rohan Dennis, que tenta evoluir para ser um voltista.

Pello Bilbao
Vencedor de uma etapa no Tour of the Alps. É um ciclista que irá trabalhar para Miguel Angel Lopez, mas também terá as suas oportunidades.
Pode ser muito importante na estratégia da Astana.

Roman Kreuziger
Realizou uma boa campanha nas Ardenas. No Giro irá ser um dos principais gregários na montanha para Chaves e Simon Yates, nada que não esteja habituado, durante ano fez esse trabalho para outros.

Ben Hermans
O belga mudou-se para a equipa israelita, onde sabia que lideraria a a equipa no Giro. Será interessante perceber se Hermans consegue demonstrar se é  ou não um corredor para três semanas.

Giulio Ciccone
Excelente temporada de 2017 que esta a realizar. Venceu o Giro dell'Appennino e esteve muito bem no Tour of the Alps.
É um dos grandes talentos italianos para a montanha nos próximos anos, este pode ser o ano da afirmação no Giro.

Carlos Betancur
É um dos ciclistas mais controversos do pelotão, muito por culpa do seu peso. Desde que chegou à Movistar tem-se apresentado com um peso mais 'normal' para um ciclista.
Tem a sua oportunidade de liderar a equipa, lembrar que foi 5º em 2013.

Michael Woods
Tem evoluído de forma muito consistente. Foi 7º na última edição da Vuelta e liderará a EF Education First-Drapac p/b Cannondale neste Giro.

Sprinters

***
Elia Viviani
Será o principal sprinter presente em prova. Começou o ano muito forte, dos sprinters apenas Groenewegen começou melhor do que Viviani.
Face à concorrência presente, acreditamos que pode arrecadar um número respeitável de vitórias. Nada que seja surpreendente, já que o italiano faz parte da equipa mais vitoriosa do pelotão mundial, que no ano passado conseguiu o impressionante registo de 16 vitórias em Grandes Voltas.

** Sam Bennett, Sacha Modolo
* Danny Van Poppel, Niccolo Bonifazio, Andrea Guardini, Jakub Marezcko, Kristian Sbaragli


Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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