Giro 2017 - Antevisão 5ª Etapa

Depois da primeira chegada em alto, ao Monte Etna, que pouco ou nada decidiu em relação aos favoritos, teremos um dia bem mais calmo, ideal para uma chegada ao sprint, mas que também pode dar para que uma fuga tenha sucesso.
Perfil da 5ª etapa
Mapa da 5ª etapa
Etapa relativamente calma, com partida em Pedara, uma cidade situada entre o Monte Etna e Catania. Os primeiros 100 quilómetros são os mais complicados, com quatro subidas, mas apenas uma categorizada, Andronico S.Alfio (GPM4, 6.2 km at 4.8%). Depois da últimas ascensão, Taormina (3.1 km a 4.9%), já na costa, os corredores enfrentarão terreno plano até Messina, a terra natal de Vincenzo Nibali.

Cidade de partida: Pedara

Basílica de Santa Caterina de Pedara
Pedara é uma cidade italiana da região da Sicília, província de Catania, com cerca de 10 035 habitantes e está localizada nas encostas do Etna.
Local de turismo perfeito para quem aprecia o clima mais fresco, devido à elevação. No extremo norte encontra-se a antiga vila de Tarderia, imerso numa ampla gama de castanheiros, com flora de montanha e várias espécies de pinheiros. De Pedara é fácil chegar a Etna (15 km.). Ao longo da estrada para o Monte Etna, pode ser visitado o Poço do Salto do Cão ( la fossa del Salto del Cane), uma cratera antiga, já extinta, com uma área de piquenique e parque para caminhadas (Etna Parque).

Cidade de chegada: Messina

Catedral de Messina
Fundada pelos Gregos em 757 a.C., Messina originalmente chamava-se Zancle e deve o seu nome actual ao povo que a habitou após a Segunda Guerra Messênia (Grécia).
Os messênios perderam a guerra e, aqueles que não foram capturados, decidiram abandonar a Grécia e criar uma colónia. Partiram então para Itália de onde foram encaminhados para Zancle que na altura era um refúgio de piratas. Os messênios derrotaram os habitantes de Zancle e passaram a habitar aquela terra a que deram o nome de Messina.
Ao longo dos séculos a cidade sofreu vários eventos que a devastaram, principalmente o terremoto 1908 e os bombardeamentos de 1940 a 1943. Muitas obras de arte e edifícios históricos foram perdidos, mas a cidade ainda mantém exemplos monumentais de grande importância.

Condições atmosféricas

Mais um dia perfeito para a prática da modalidade, com muito sol e temperaturas a rondar os 22ºC. O vento soprará de sul, o que significa que durante toda a etapa terão vento a favor.
Na longa reta final, o vento soprará moderadamente de frente.

Favoritos


**** Fuga
*** Caleb Ewan, André Greipel, Fernando Gaviria
** Giacomo Nizzolo, Sacha Modolo, Jasper Stuyven
* Jakub Mareczko, Phil Bauhaus, Ryan Gibbons, Kristian Sbaragli, Sam Bennett

A nossa aposta: Fuga
A primeira parte da etapa é ideal para a formação de uma fuga. Depois de um dia exigente como o anterior, o pelotão poderá permitir que os fugitivos, basta que a composição do grupo seja com corredores que não ameaçam os primeiros lugares.
Outsider: Caleb Ewan
Se a chegada for em pelotão compacto, a nossa aposta é no australiano, Caleb Ewan. O sprinter da Orica-Scott deu sinais que está forte, só ainda não ganhou por outros fatores, num deles teve o azar de lhe ter saltado o pedal e na 1ª, foi o melhor dos sprinters, apenas batido pelo o ataque tardio de Postlberger.


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(a partir das 12:15, hora de Portugal Continental)

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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