Rescaldo sobre a Volta ao Algarve 2017


A edição 2017 da Volta ao Algarve terminou hoje no Alto do Malhão e da melhor forma para os portugueses, com a vitória de etapa de Amaro Antunes (W52-FC Porto-Mestre da cor) e subida ao top-5 da geral individual final.
O ciclista esloveno, Primoz Roglic (LottoNL-Jumbo), conquistou a sua primeira vitória na geral numa prova por etapas.

Destaques positivos

Primoz Roglic
Foi a grande figura da prova, foi 2º na Foia, defendeu-se muito bem no contrarrelógio, onde foi o melhor dos que disputaram a geral e depois no Malhão, bastou seguir a roda de Kwiatkowski e controlou a corrida como bem quis. Em 2016, foi no Algarve que se mostrou ao mais alto nível e em 2017 é também no Algarve que ganha a sua primeira prova por etapas.

Amaro Antunes 
Depois da grande exibição na etapa raínha da Valenciana, o algarvio chegava à prova da casa, com legitimas esperanças de um resultado entre os melhores. Na Foia, foi 4º, mas foi no Malhão onde deixou mais uma vez a sua marca. Ganhou a etapa de forma categórica, ao atacar pouco depois de faltarem 2 Kms para a meta e depois fez-se história. O último ciclista de uma equipa portuguesa a vencer no Malhão tinha sido, João Cabreira em 2006.
O ciclista portista, foi 5º da classificação geral, um lugar de destaque entre algumas das figuras do ciclismo mundial.

Transmissão televisiva
A prova portuguesa mais categorizada e que nos últimos anos tem trazido algumas das maiores figuras do ciclismo mundial, não ter transmissão televisiva era de facto estranho.
Este ano a prova teve transmissão, não foi perfeita, nomeadamente houveram algumas falhas de sinal, mas grande parte da transmissão foi boa e todos os que gostam de ciclismo puderam ver os últimos Kms da prova.

Equipas portuguesas 
Apesar deste ano serem menos as figuras internacionais que lutam pela geral nas provas por etapas, temos de destacar a excelente prestações das equipas portuguesas. 
Amaro Antunes (W52-FC Porto-Mestre da cor) foi 5º, Rinaldo Nocentini (Sporting/Tavira) foi 9º, Edgar Pinto (LA Alumínios-Metalusa) foi 10º e Vicente García de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé) foi 2º atrás de Amaro Antunes no Alto do Malhão.

Sprint da 4ª etapa
A chegada a Tavira, foram daquelas para não esquecer. Praticamente todos os grandes sprinters mundiais estiveram na luta e o resultado foi um sprint impressionante. 
Gavíria, vencedor da 1ª etapa arrancou cedo, mas rapidamente foi passado John Degenkolb, que teve um leadout perfeito, grande trabalho da Trek-Segafredo, mas isso não foi suficiente, porque André Greipel veio de trás e conseguiu bater o seu compatriota por milímetros. Dylan Groenewegen, também ficou bem perto dos dois alemães e Démare que também fez uma excelente recuperação, não ficou muito longe.
Pela negativa esteve Cavendish, que mais uma vez abdicou de sprintar, depois de também o ter feito na 1ª etapa.

Destaques negativos

As motas
Durante a prova, muitos ciclistas queixaram-se do posicionamento das motas. O caso mais grave aconteceu no contrarrelógio individual, quando Primoz Roglic, aproveitou o posicionamento de uma mota da Polícia para se resguardar durante uns 500 a 600 metros.
É um dos pontos a ter em atenção, além de beneficiarem algumas equipas e corredores, também colocam em risco a segurança dos ciclistas.

Mark Cavendish
Na 1ª etapa, na chegada a Lagos, não se percebeu bem o que se passou com o britânico. Ele estava bem posicionado, até que deixou de pedalar e ficou a assistir ao longe o sprint. Depois na entrevista no final da etapa, disse que estava a trabalhar para Boasson Hagen, mas o norueguês nem estava na roda dele, aliás, estava bem longe. Na chegada a Tavira, deixa novamente de pedalar quando o sprint é lançado!
Passou pelo Algarve completamente despercebido, não fosse ser uma figura importante e tinha sido apenas mais um ciclista de uma equipa World Tour, que tinha vindo treinar.

Classificações

Geral individual:

Pontos:

Montanha:

Juventude:
Equipas:

Imagem retirado da conta oficial de Twitter da Volta ao Algarve: 

Também pode interessar:

Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

Sem comentários:

Enviar um comentário