Análise à temporada 2016 - Trek-Segafredo


País - Estados Unidos
UCI WT  Ranking - 9º
Orçamento - +/- 12 milhões de euros

A equipa norte-americana fez uma temporada dentro das expectativas. Está longe de ser das equipas com o maior orçamento, por essa razão não tem a obrigação de outras.
Mesmo assim, com o plantel, a Trek-Segafredo, apresentou-se em 2016 com alguns objectivos, o principal era a campanha de Fabian Cancellara nas clássicas da primavera. Infelizmente o suiço, que correu pelo último ano, não foi feliz na sua despedida do ciclismo profissional. Apesar de tudo, o título olímpico de contrarelógio compensou a infeliz primavera do Spartacus.

Principal Figura - Fabian Cancellara
Apesar de tudo, da campanha um pouco fracassada na primavera, o suiço, acabou por protagonizar alguns dos momentos marcantes da temporada. A recuperação extraordinária na E3 Harelbeke, a vitória na Strade Bianche e o contrarelógio nos Jogos Olímpicos, foram momentos que fazem com que o suiço na última temporada, seja uma das figuras, mais uma vez, do ciclismo.

Desilusão - Ryder Hejesdal
Chegou da Cannondale, como uma das grandes contratações da equipa para 2016. Depois de em 2015 ter realizado um grande Giro.
Porém, em 2016, o canadiano, andou completamente desaparecido, naquela que tal como Cancellara, foi a sua última como ciclista profissional.

Principais conquistas - Clasica de San Sebastian, Strade Bianche
A grande conquista da equipa em 2016, foi a vitória de Bauke Mollema numa das clássicas World Tour, a principal do país vizinho, a Clasica de San Sebastian. O holandês já se tinha mostrado muito bem nas primeira parte do Tour, depois começou a fraquejar ao longo da prova. Mas foi em San Sebastian que teve a recompensa merecida para o trabalho efetuado em 2016, numa vitória muito importante para ele e para a equipa.
A vitória de Cancellara na Strade Bianche, também foi um momento importante do ano para a Trek-Segafredo. O suiço conquistou pela 3ª vez a prova, o que faz com que seja o primeiro a ter um sector em sterrato com o seu nome (à sua escolha), ou seja, fica na história da clássica italiana.

Outros resultados relevantes - Kuurne-Bruxelles-Kuurne, Coppa Bernocchi - G.P. BPM
A vitória de Jasper Stuyven na Kuurne-Bruxelles-Kuurne, ficará na memória do jovem talento belga, como uma das primeiras como profissional e pelo facto de ter aguentado a vantagem estoicamente na parte final, perante o pelotão.
Giacomo Nizzolo foi o mais vitorioso da equipa ao longo de 2016 e uma das vitórias apareceu na Coppa Bernocchi, uma das típicas clássicas de outono italianas.

Melhor momento - Vitória de Cancellara na Strade Bianche
Fabian Cancellara deixa o ciclismo, mas antes disso não o quis deixar sem fazer história. O seu nome estará num dos sectores de sterrato depois da vitória na Strade Bianche de 2016, a 3ª na clássica italiana. Num momento que deixou o suiço e a equipa em extâse e não é para menos, a Strade Bianche é uma clássica jovem, mas já com uma lista de vencedores de respeito e sobretudo, já é uma das clássicas mais carismáticas do calendário. As estradas brancas da Toscânia, sentirão a falta do Spartacus.

Pior momento - Paris-Roubaix
A prova ficou marcada pelos sucessivos 'azares' de Cancellara. Num dos sectores, uma queda fracionou o pelotão e o suiço ficou para trás, Peter Sagan também ficou no mesmo corte.
Na frente a Etixx e Sky tentavam manter a vantagem sobre Cancellara e Sagan, quando os dois ainda não estavam totalmente descartados, acontece a queda de Cancellara, que o eliminou da luta pela vitória. Sagan não caiu mas nunca mais teve hipóteses de recuperar.
Mas o insólito aconteceu no velódromo de Roubaix, quando o suiço estava a fazer a volta de honra, já que foi o seu último Paris-Roubaix, dá um trambolhão. Foi o final de um dia negro para o suiço.

 
Revelação - Jasper Stuyven
É um dos ciclistas belgas da nova geração que poderão discutir as clássicas do pavé na próxima década. Venceu de forma brilhante a Kuurne-Bruxelles-Kuurne e depois trabalhou muito para Cancellara durante a primavera. Foi um elemento essencial na recuperação brilhante do suiço na E3 Harelbeke.

Futuro - A equipa perdeu Fabian Cancellara, um dos ciclistas mais importantes e carismáticos dos últimos 15 anos na modalidade. Mas em 2017 terá outro dos ciclistas mais marcantes da última década...Alberto Contador.
Além do espanhol, em termos de entradas destaque para Jarlinson Pantano, André Cardoso e John Degenkolb, este último será o substituto natural de Cancellara nas clássicas de pavé, até porque o alemão já venceu o Paris-Roubaix em 2015.

Entrada:
Rúben Guerreiro>Axeon Hagens Berman
Gregory Daniel>Axeon Hagens Berman
André Cardoso>Cannondale Drapac
Jarlinson Pantano>IAM
Matthias Brandle>IAM
Michael Gogl>Tinkoff
Alberto Contador>Tinkoff
Jesus Hernandez>Tinkoff
John Degenkob>Giant-Alpecin
Koen de Kort>Giant-Alpecin
Mads Pederson>Stolting

Saídas: 
Yaroslav Popovych>Retirou-se
Ryder Hejesdal>Retirou-se
Fabian Cancellara>Retirou-se
Jack Bobridge>Retirou-se
Frank Svchleck>Retirou-se
Niccolo Bonifazio>Bahrain-Merida
Stijn Devolder>Vérandas Willmes-CRelan
Julian Arredondo>Nippo-Vini Fantini
Riccardo Zoidl>Team Felbermayr - Simplon Wels


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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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