Análise à temporada 2016 - Dimension Data


País - África do Sul
UCI WT  Ranking -18º
Orçamento - +/- 13 milhões de euros

Com 27 vitórias ao longo do ano, é um pouco incompreensível que a equipa acabe o ano no último lugar da classificação do World Tour.
A equipa sul-africana conseguiu 5 vitórias de etapa no Tour, 4 por Cavendish e 1 por Cummings, melhor era complicado, só se tivessem alguém para lutar pela geral.

Principal Figura - Mark Cavendish
Foi a estrela da companhia, com o regresso do domínio nos sprints no Tour. Foram 4 vitórias de etapas, mas podiam ser mais, isto porque, o inglês abandonou a prova antes da 17ª etapa, para se preparar para os Jogos Olímpicos.
No entanto, o ano não começou muito bem para o sprinter britânico, já que no Dubai Tour, não conseguiu estar ao nível de Kittel. No Qatar as coisas melhoraram e venceu a prova.

Uma foto publicada por Le Tour de France (@letourdefrance) a


Desilusão - Igor Anton
Não é que se esperasse muito do basco, mas para esta análise, tínhamos que escolher alguém e a fava calhou a ele.
Acabou na 28ª posição da geral no Giro e abandonou na Vuelta. Nesta último ainda fez uma gracinha no Mirador d'Ezaro, ao ser 7º, mas depois foi sempre a cair na classificação até sair da prova. As melhores exibições dele em 2016 foram no Giro dell'Emilia, onde foi 10º e na Vuelta a Burgos, 9º da geral.

Principais conquistas - 1ª, 3ª, 6ª, 7ª e 14ª etapas do Tour
As 5 vitórias de etapa no Tour destacam-se. A equipa não teve ninguém a vencer provas do World Tour, por essa razão a escolha foi óbvia.
Cavendish venceu 4 das 5, a outra foi ganha pelo incontornável Stephen Cummings, que já tinha ganho uma etapa em 2015, a 1ª da equipa sul-africana na maior prova do mundo.

Outros resultados relevantes - Tour of Britain, Tour of Qatar
Cummings ganhou de forma brilhante o Tour of Britain, batendo homens como, Rohan Dennis e Tom Dumoulin. Já Mark Cavendish depois da péssima passagem pelo Dubai, nada melhor que vencer no Qatar para esquecer e afrontar o resto da temporada de forma positiva e foi isso que ele fez.

Melhor momento - 1ª etapa do Tour
Marcel Kittel era o sprinter que a grande maioria dos especialistas apostavam para dominar o sprint no Tour. Mas nada disso aconteceu, o alemão venceu uma etapa, mas quem dominou foi Cavendish, que voltou aos bons velhos tempos.
E o anúncio do regresso do 'grande' Cav, foi logo no primeiro dia, quando o britânico não deu hipóteses aos rivais. 

Pior momento - Cavendish no Dubai Tour
Admitimos que esta foi complicada. Na nossa opinião o inicio de temporada de Cavendish no Dubai foi o momento mais complicada da equipa. O britânico foi batido pelo o seu grande 'rival' na atualidade, Marcel Kittel, que também acabaria por vencer a prova.

Revelação - Ninguém
Não houve ninguém que tenha realizado uma temporada além daquilo que se esperava e que fosse relativamente 'desconhecido'.

Futuro
A equipa continuará com os mesmos objectivos para 2017. Apoiar Cavendish nos sprints e tentar vitórias de etapas nas Grandes Voltas, seja pelo sprinter da ilha de Man ou por Cummings ou outro qualquer. 
Para a disputa da geral das Grandes Voltas, ainda não se vislumbra ninguém, nem contrataram alguém para desempenhar esse papel.

Entradas:
Ryan Gibbons (neo-pro),
Benjamin King (Cannondale-Drapac),
Lachlan Morton (Jelly Belly),
Ben O’Connor (neo-pro),
Scott Thwaites (Bora-Argon 18)

Saídas:
Theo Bos (retirou-se),
Matthew Brammeier (Acqua Blue),
Songezo Jim (???),
Cameron Meyer (deixou a equipa no dia 15 de junho de 2016),
Kanstantsin Siutsou (Bahrain-Merida)

 

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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