Análise da Lampre-Merida 2015

A temporada 2015 da Lampre-Merida foi marcada pelas vitórias nas grandes Voltas. Foram quatro no Giro, uma no Tour e duas na Vuelta.
Rui Costa acabou o ano mais uma vez dentro do top-10 do ranking UCI, num ano muito complicado para o ciclista Português.
No total a equipa conseguiu 32 vitórias durante 2015. A primeira aconteceu em fevereiro, nos campeonatos de contrarelógio do continente Africano, por Tsgabu Gramy.
Ainda em fevereiro a equipa arrecadou mais três vitórias, por David Cimolai na Trofeo Laigueglia e Rafael Valls na 4ª etapa do Tour de Oman e a classificação geral pelo mesmo ciclista.
O mês de março começo em grande, Bonifazia, uma das jovens promessas do ciclismo italiano, vence o GP de Lugano, logo no primeiro do mês.
Mas durante este mês, a equipa apenas consegue mais uma vitória por Cimolai na 5ª etapa do Paris-Nice.
A equipa durante a primavera até ao Giro, não deu muito nas vistas, sendo que apenas se mostrou na Volta à Turquia, onde venceu uma etapa (5ª) por Sacha Modolo e a classificação geral por Kristjian Durasek.
Maio é o mês da prova mais importante para a equipa italiana, o Giro d'Italia, onde a Lampre obrigatoriamente tem de se mostrar e foi isso que aconteceu. Não conseguiu colocar alguém a lutar pela classificação geral, mas o objectivo da equipa passou por vencer etapas e foram quatro as etapas ganhas. Duas por Sacha Modolo (13ª e 17ª), uma por Diego Ulissi (7ª) e outra por Jan Polanc (5ª).
Sacha Modolo a vencer a 17ª etapa do Giro
O melhor da Lampre na geral individual acabou por ser Niemiec, num modesto 40º lugar, colectivamente a equipa acabou na 18ª posição entre 22 equipas.
Enquanto o Giro decorria, do outro lado do planeta disputava-se a Volta ao Japão, onde Valerio Conti e Niccolo Bonifazio venceram uma etapa cada um, 6ª e 7ª etapa respectivamente. 

Depois do Giro o foco passava para o Tour, onde a aposta seria em Rui Costa. Para tal o português foi ao Critérium do Dauphiné, onde conseguiu o brilhante 3º lugar da geral final, perante uma concorrência de grande respeito. Mas o grande momento aconteceu na 6ª etapa, onde o 'nosso' Rui Costa deu espectáculo, batendo Nibali numa disputa que ficará na memória por muito tempo. Pode ler esse dia memorável aqui.
Rui Costa a cortar a meta na vitória da 6ª etapa do Dauphiné
Na outra grande prova de preparação para o Tour, que é a Volta à Suiça, Kristijan Durasek venceu a 2ª etapa, dando seguimento a uma excelente temporada que o ciclista croata estava a realizar.
O mês de junho terminou com os habituais campeonatos nacionais de estrada. Tsgabu Grmay e Nélson Oliveira venceram os campeonatos nacionais de contrarelógio, da Etiópia e Portugal, respectivamente.
Tsgabu Grmay conseguiu também vencer a prova de fundo dos campeonatos da Etiópia. Além do etíope, Rui Costa e Luka Pibernik conquistaram os títulos de campeões nacionais de fundo de Portugal e Croácia.

Julho é mês da maior prova de ciclismo do mundo, o Tour, onde a equipa apostava em Rui Costa, para lutar por um top-10. No entanto, o ciclista português, mais uma vez teve problemas de saúde que o impediu de terminar a prova. A equipa salvou a sua participação com uma vitória de etapa (16ª), por Rúben Plaza, num dia marcado também pela louca descida de Peter Sagan, que contudo não conseguiria alcançar o ciclista espanhol da Lampre.
Enquanto o Tour decorria, Ilia Koshevoy vencia a 7ª etapa do Tour de Qinghai Lake.
A equipa até à Vuelta não alcançou mais nenhuma vitória. Foi na terceira grande volta, que voltou às vitórias e por duas vezes. Nélson Oliveira na 13ª etapa deu um recital e na 20ª foi a vez de Rúben Plaza, que já tinha vencido no Tour, vencer desta vez na Vuelta. 

A parte fina da temporada foi marcada por vitórias em provas 'menores'. Filippo Ganna, venceu o Chrono Champenois Masculin International. Diegop Ulissi arrebatou o Memorial Marco Pantani e Sacha Modolo venceu duas etapas (3ª e 4ª) e classificação geral do Tour de Hainan. Para terminar o ano, Chun Kai Feng sagrou-se campeão de contrarelógio e da prova de fundo do Taiwan.

Curiosidades e dados estatísticos
País: Itália
Classificação UCI 2015: 12º
Número de vitórias em 2015: 31 (8ª equipa com mais vitórias em 2015)
Melhor ciclista no ranking UCI 2015: Rui Costa (9º)
Corredor com mais Kms em 2015: Roberto Ferrari (14 753 Kms, 10º entre todos os ciclistas em 2015)
Corredor com mais dias de competição: Sacha Modolo (94 dias, 9º entre todos os ciclistas em 2015)
Corredor com maior número de vitórias: Sacha Modolo (6 vitórias, 28º entre todos os ciclistas em 2015)

Orçamento: 8,5 milhões de Euros
Fornecedor de bicicletas: Merida
Outros componentes: Shimano

  

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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