Guia Milão-São Remo 2026
Este sábado, disputa-se o primeiro monumento da temporada. A 'clássica da primavera' que este ano chega mais tarde, é também conhecida por Classicissima, sendo um dos dois monumentos que se corre em Itália, o outro curiosamente é tradicionalmente o último da época, o Giro da Lombardia.
Como qualquer um dos cinco monumentos, é uma prova apaixonante, com muitas histórias épicas que fazem com que esta clássica lendária seja uma das mais desejadas por qualquer ciclista. É a prova mais longa do ciclismo profissional, com perto de 300 quilómetros.
O final na Via Roma em São Remo já faz parte da história da modalidade, foi nesta avenida que Eddy Merckx venceu todas as sete edições que conta no currículo.
Será a 117ª edição, Eddy Merckx é o recordista com sete vitórias, seguido das seis vitórias de Constante Girardengo, quatro de Gino Bartali e Erik Zabel e três de Fausto Coppi, de Roger de Vlaeminck e Óscar Freire. A Itália é o país com mais triunfos, 51 no total, seguido da Bélgica com 22 e a França fecha o pódio com 14.
História
Vencedores desde 2000:
2000 Erik Zabel (Ger) Team Telekom
2001 Erik Zabel (Ger) Team Telekom
2002 Mario Cipollini (Ita) Acqua & Sapone-Cantina Tollo
2003 Paolo Bettini (Ita) Quick Step-Davitamon
2004 Óscar Freire (Esp) Rabobank
2005 Alessandro Petacchi (Ita) Fassa Bortolo
2006 Filippo Pozzato (Ita) Quick Step-Innergetic
2007 Óscar Freire (Esp) Rabobank
2008 Fabian Cancellara (Sui) Team CSC
2009 Mark Cavendish (GBr) Team Columbia-High Road
2010 Óscar Freire (Esp) Rabobank
2011 Matthew Goss (Aus) HTC-Highroad
2012 Simon Gerrans (Aus) GreenEdge
2013 Gerald Ciolek (Ger) MTN Qhubeka
2014 Alexander Kristoff (Nor) Team Katusha
2015 John Degenkolb (Ger) Giant-Alpecin
2016 Arnaud Démare (Fra) FDJ
2017 Michal Kwiatkowski (Pol) Team Sky
2018 Vincenzo Nibali (Ita) Bahrain-Merida
2019 Julian Alaphilippe (Fra) Deceuninck-Quickstep
2020 Wout van Aert (Bel) Jumbo-Visma
2021 Jasper Stuyven (Bel) Trek-Segafredo
2022 Matej Mohoric (Slo) Bahrain Victorious
2023 Mathieu Van der Poel (Ned) Alpecin-Deceuninck
2024 Jasper Philipsen (Bel) Alpecin-Deceuninck
2024 Mathieu Van der Poel (Ned) Alpecin-Deceuninck
Percurso
Pavia - São Remo (via Roma), 298 Km
Possibilidade de chuva ligeira.
8 a 12ºC.
Vento fraco com períodos moderado de sudoeste, isto significa que a parte final será com vento contra.
Curiosidades em números
7: maior número de vitórias, por Eddy Merckx.
6: o número de vitórias do segundo mais vitorioso,Costante Girardengo.
4: o número de vitórias dos terceiros mais vitoriosos, Erik Zabel e Gino
Bartali
5: o número de edições vencidas por um ciclista que vestia a camisola
de campeão do mundo: Alfredo Binda (1931), Eddy Merckx (1972, 1975),
Felice Gimondi (1974) e Giuseppe Saronni (1983)
5.46: tempo mais rápido da subida do Poggio, por Giorgio Furlan em 1994.
9.36: tempo mais rápido da subida da Cipressa, por Francesco Casagrande
em 2001.
16: é o número de estreantes que venceram na estreia – o último foi Cavendish em 2009.
20: idade do vencedor mais jovem, Ugo Agostini na edição de 1914.
23: número de curvas da descida do Poggio.
36: idade do vencedor mais velho, Andre Tchmil na edição de 1999.
45: número de corredores que venceram isolados.
45.806: velocidade média (Km/h) mais alta numa edição, por Bugno em 1990.
51: número de edições ganha por italianos (os belgas surgem em segundo com 20).
109: número de edições até 2019.
175: participantes; 25 equipas com 7 ciclistas cada uma.
300: número de quilómetros se a zona neutralizada contasse.
1907: ano da edição inaugural, o vencedor foi: Lucien Petit-Breton (France & Peugeot).
1960: ano em que a subida ao Poggio foi introduzida no percurso.
1982: ano em que a subida a Cipressa foi introduzida no percurso.
2008: ano em que um corredor venceu isolado, o autor da proeza foi Fabian Cancellara, apenas 10 anos depois Vincenzo Nibali repetia a façanha.
20 000: será o prémio em Euros, para o vencedor da prova em 2025.
Percurso
Pavia - São Remo (via Roma), 298 Km
O percurso da Classicissima pouco mudou nos últimos anos, muita marcado por 250 Km de sonolência e um final frenético com as subidas ao Cipressa e Poggio e em pano de fundo, a bela vista do mar mediterrâneo.
A primeira dificuldade do dia é o Passo del Turchino que se encontra a meio do percurso e não vai fazer qualquer diferença.
A edição deste ano terá o 'tríptico de Capos' uma sequência de três subidas seguidas: Capo Mele, Capo Cervo e o Capo Berta. Mas é na Cipressa onde se começa a fazer a seleção a sério, são 5,6 Km com 4% de inclinação média, com uma rampa a 9%.
O topo do Cipressa fica a cerca de 21,6 quilómetros da meta, os ciclistas descem então e têm uma zona plana até ao inicio da subida do Poggio, que só é complicado porque encontra-se bem no final e o cansaço acumulado já pesa nas pernas. São 3,7 de comprimento a 3,7% de inclinação média, com uma rampa a 8%.
A linha de meta em São Remo, situa-se na famosa Via Roma, o posicionamento no pelotão é essencial na sequência de curvas para a esquerda e direta que dá acesso à reta.
Subidas relevantes:
A edição deste ano terá o 'tríptico de Capos' uma sequência de três subidas seguidas: Capo Mele, Capo Cervo e o Capo Berta. Mas é na Cipressa onde se começa a fazer a seleção a sério, são 5,6 Km com 4% de inclinação média, com uma rampa a 9%.
O topo do Cipressa fica a cerca de 21,6 quilómetros da meta, os ciclistas descem então e têm uma zona plana até ao inicio da subida do Poggio, que só é complicado porque encontra-se bem no final e o cansaço acumulado já pesa nas pernas. São 3,7 de comprimento a 3,7% de inclinação média, com uma rampa a 8%.
A linha de meta em São Remo, situa-se na famosa Via Roma, o posicionamento no pelotão é essencial na sequência de curvas para a esquerda e direta que dá acesso à reta.
Subidas relevantes:
271,4 Km - Cipressa (5.7 Km a 4.0%)
287,5 Km - Poggio di Sanremo (3.6 Km a 3.6%)
287,5 Km - Poggio di Sanremo (3.6 Km a 3.6%)
Meteorologia
8 a 12ºC.
Vento fraco com períodos moderado de sudoeste, isto significa que a parte final será com vento contra.
Startlist
Aqui
Chegada massiva ou seletiva?
Esta é a principal questão, as últimas edições têm sido marcadas pela seleção no Poggio ao contrário do que era norma.
Na última década a tendência tem sido outra, Alaphilippe destacou-se pelos os ataques demolidores no Poggio que selecionavam o pelotão, Pogacar tem feito o mesmo com uma diferença, a Cipressa ganhou relevância. Este ano é provável que a UAE repita a estratégia dos últimos anos, só uma corrida dura pode abrir possibilidades para Pogacar. Por essa razão a probabilidade de um sprint massivo é baixa, uma chegada de um grupo reduzido é o mais provável ou então alguém isolado.
Aqui
Favoritos
Chegada massiva ou seletiva?
Esta é a principal questão, as últimas edições têm sido marcadas pela seleção no Poggio ao contrário do que era norma.
Na última década a tendência tem sido outra, Alaphilippe destacou-se pelos os ataques demolidores no Poggio que selecionavam o pelotão, Pogacar tem feito o mesmo com uma diferença, a Cipressa ganhou relevância. Este ano é provável que a UAE repita a estratégia dos últimos anos, só uma corrida dura pode abrir possibilidades para Pogacar. Por essa razão a probabilidade de um sprint massivo é baixa, uma chegada de um grupo reduzido é o mais provável ou então alguém isolado.
A descida também tem decidido vencedores (Nibali e Mohoric).
Apostamos no cenário de um grupo seleto ou ciclista isolado.
Alpecin-Deceuninck
Contam com um ciclista que em 2023 dominou a prova, em 2024 fez um trabalho perfeito para Philipsen e no ano passado domou Pogacar, chama-se Mathieu van der Poel e se há alguém que pode seguir Pogacar no Poggio é ele. Jasper Philipsen já mostrou que é capaz de vencer a Milão-São Remo, mas para isso vai ser preciso estar num dia super inspirado e mesmo nesse cenário temos algumas dúvidas. A UAE e Pogacar vão querer eliminar os sprinters bem cedo.
UAE
All-in para Tadej Pogacar como é óbvio, não há muito que se possa dizer dele, é o melhor ciclista da atualidade mas mesmo para ele vencer esta prova tem sido uma tarefa de dificuldade extrema. A equipa árabe tem um elenco potente para o apoiar com destaque para Isaac Del Toro, que também pode fazer um resultado interessante.
O esloveno está desesperado para ganhar em São Remo, as declarações antes da prova demonstram que este é um dos grandes objetivos do ano.
Visma-LAB
As abelhas têm Wout Van Aert, que regressa a esta prova, é o único monumento ganho por ele. Começou a temporada lentamente mas tem melhorado e este percurso é bastante favorável às suas características.
A equipa neerlandesa também conta com Christophe Laporte, que começou a temporada a todo vapor. Outro nome importante é Matteo Jorgenson, não temos muita fé nele num percurso deste género, mas nunca se sabe.
Ineos
Pippo Ganna foi o único que aguentou no ano passado os dois ogres, apesar de ter sido descarregado no Poggio conseguiu reconectar na descida/plano.
Assumiu que este é um dos grandes objetivos do ano para ele, juntando a isso o facto de conhecer muito bem a prova, leva-nos a confiar nele.
Bahrain
Matej Mohoric já viveu melhores dias, mas nunca esqueceremos da descida do Poggio que o tornou campeão, um monumento dentro de outro.
Lidl-Trek
Surpresa total, Mads Pedersen vai estar na linha de partida, resta saber em que condições se apresenta. É a grande incógnita, não o vamos subestimar, até porque a Milão-São Remo é uma prova que se torna realmente exigente nos últimos 25 km.
A Lidl-Trek não começou nada bem a temporada de clássicas, a equipa apresenta aqui um alinhamento forte, Mattias Vacek e Soren Kragh Andersen são ciclistas que podem brilhar, o dinamarquês adora esta prova e tem um historial bastante engraçado.
Red Bull-Bora
Primoz Roglic aparece como líder da equipa, mas temos algumas dúvidas que possa vencer, perdeu alguma explosividade nestas duas últimas temporadas. Mas não tem estado mal neste inicio de temporada.
Laurance Pithie é um daqueles ciclistas que devia andar muito bem neste tipo de percurso, mas desde que mudou para a estrutura alemã não tem tido muita sorte.
Q36.5
Tom Pidcock mostrou na Milano-Torino que está em grande forma. Mas para conseguir ir na roda van der Poel e Pogacar vai ter de estar num dia mais do que inspirado. Um dos candidatos para o top-5.
Groupama-FDJ United
Romain Gregoire começou o ano a voar, é um ciclista extremamente explosivo e que pode andar muito bem num percurso deste género. No ano passado ainda tentou seguir Pogacar e van der Poel, acabaria absorvido pelo segundo grupo.
Deacthlon-CMA CGM
Tobias Lund Andresen é dos velocistas que estão a subir melhor. Se pode seguir Pogacar e van der Poel no Poggio? Não nos parece.
Soudal - QuickStep
A equipa belga apresenta um ex-campeão da prova, Jasper Stuyven. É um corredor que pode surpreender num cenário de batalha tática, que foi precisamente aquilo que aconteceu quando ganhou a MSR.
O sprinter de turno é Paul Magnier, que é daqueles que desenrasca-se em percursos mais ondulados.
NSN
Corbin Strong está longe de ser um sprinter puro, é precisamente neste tipo de percurso ondulado que se dá melhor e não será surpreendente de o ver entre os 10 primeiros.
Cofidis
Alexa Aranburu está em boa, adora esta prova e tem um historial engraçadinho na prova.
★★★★★ Pogacar, Van der Poel
★★★★ Ganna
★★★ Pidcock, Del Toro
★★ Van Aert, Gregoire
★ M. Pedersen, Philipsen, Lund Andresen, Aranburu
A nossa aposta: Mathieu van der Poel
Joker: Tobias Lund Andresen
Seguir em direto: #MilanoSanremo, #MSR, @Milano Sanremo
A nossa aposta: Mathieu van der Poel
Joker: Tobias Lund Andresen
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