O Pelotão Português para 2015

Com a época de 2014 no fim, durante a qual a situação vivida foi tristemente pobre, importa tentar saber o que trará o próximo ano. Ora aí está um exercício que não está ao alcance de qualquer um, nem (tão pouco) acredito que alguém o consigo concretizar, pelo menos, para já!
A realidade lusa é muito decepcionante e, acredito, desmotivante, até para ciclistas, directores e organizadores. O calendário é escasso, curto e "cheio de vazio"...

Razões para tal?! Existirão várias, certamente. De algo não tenho dúvidas: não será por falta de interesse da população. O ciclismo é, e continuará a ser, um fenómeno desportivo que arrasta multidões para a estrada. A paixão, essa, não morrerá dentro de muitos milhares de portugueses!


Portugal na rua para ver passar a Volta
Ouvimos, não raras vezes, os responsáveis falarem dos custos exorbitantes com o policiamento das provas. Não poderá o MAI criar condições mais adequadas à nossa realidade contribuindo, assim, para o fomento e desenvolvimento do desporto no País?
As nossas autarquias (parte importante no processo) também não vivem tempos fáceis que lhes permita apoiar o ciclismo como outrora.
Quanto a patrocinadores e publicidade (questão essencial da matéria) os ventos também não correm de feição. Julgo que os valores em jogo cresceriam significativamente se existisse uma cobertura jornalística digna!! E isto leva-me ao último ponto, aquele que talvez fosse a mola impulsionadora do ciclismo em Portugal.
A cobertura jornalística do desporto em Portugal é uma lástima, uma absoluta vergonha!
O futebol açambarca quase o bolo todo e deixa, apenas, algumas migalhas para o resto.
Adoro futebol, adoro! No entanto, ficaria imensamente feliz se o seu tempo de antena fosse reduzido para metade e essa fatia fosse entregue às outras modalidades, ciclismo incluído e com o destaque que merece!
Talvez assim, com as televisões e jornais a cobrirem as principais provas, mais investimento houvesse, melhor modalidade teríamos! Audiência não faltaria, por certo!!
Não aponto o dedo a ninguém. Não tenho conhecimento nem ousadia para tal!
Sei que muito do que se faz (por pouco que pareça e seja) deve-se à paixão, à entrega e ao sacrifício daqueles que amam o ciclismo e o abraçam como se de um filho se tratasse!
Por tudo isto, não prevejo grandes alterações no nosso pelotão para 2015.
Digo mais, oxalá consigamos ter (pelo menos) 6 equipas continentais como este ano...

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Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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