Duas vezes parabéns para o Rui Costa

Ontem, Rui Costa escreveu mais uma bela página no seu já impressionante currículo. No dia em que o Poveiro, fazia 28 anos, não é que o ciclista tem uma actuação brilhante num dos 5 monumentos do ciclismo.

Rui Costa no pódio na Lombardia
Uma semana depois, de ter cedido o título mundial ao Polaco, Michal Kwiatkowski, o Português apresentou-se na Lombardia sem o peso da camisola do arco-íris e teve bem melhor que em Ponferrada, conseguindo o pódio.

Não que a camisola que usou durante 1 ano, lhe tivesse condicionado, até porque a tão afamada maldição que a mesma carrega para quem a veste, não afectou muito a época do Rui Costa, como o ranking da UCI atesta. Já do Polaco, não se pode dizer a mesma coisa, na primeira prova com a camisola envergada, problemas físicos (cãibras), traíram-no.
O resultado final, até pode não ser um dos melhores da sua carreira, mas ontem escreveu mais um página de história do ciclismo Português, foi o primeiro Luso a conseguir um pódio num dos monumentos. E até podia ser melhor, a forma como se apresentou na parte final, onde inclusive atacou na descida para a meta depois da subida da cidade alta, criou ilusão, no entanto, os habituais suspeitos do costume, Gilbert, Valverde, Albasini e Samu Sanchez, não deixaram que o Poveiro fugisse.
O que depois se assistiu foi completamente inesperado, quando Daniel Martin atacou e ao contrário do que aconteceu com o Rui, ninguém se mexeu, ninguém respondeu e deixaram o Irlandês vencer com uma facilidade tremenda, completamente incompreensível a passividade de todos os outros que estavam no grupo. Ficaram todos a olhar uns para os outros, quem agradeceu foi o corredor da Garmin, que venceu o seu segundo monumento da carreira.
No grupo dos favoritos, Valverde como quase sempre nestas situações contra este tipo de adversários, vence o sprint, mais um pódio para ele, logo atrás dele aparece o Rui, que fecha brilhantemente o pódio.

Num dia em que os outros Portugueses também tiveram actuações muito positivas, 18º para o Tiago Machado, 21º para o André Cardoso e 64º para o Sérgio Paulinho, que esteve na principal fuga e que tal e qual o Rui Costa, teve bem melhor na Lombardia que nos Mundiais. O único que abandonou foi o Nélson Oliveira.

Mas o homem do dia para Portugal, foi o Rui Costa que ontem esteve duas vezes de parabéns. Com esta actuação subiu ao 4º lugar do World Tour nada mau.

P.S. Uma pequena crítica à Lampre, que além do pouco apoio ao corredor Português, ainda apresenta um equipamento onde omite o facto de ter um corredor que já foi campeão do mundo na equipa. A jersey do Rui Costa deveria ter o arco-íris nas mangas, como quase todas as outras equipas que têm ex-campeões do mundo têm. Lampre olhem para o que a BMC fez ao equipamento do Gilbert e aprendam.
Phillipe Gilbert em 2014

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Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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