La Vuelta a España - Antevisão da 13ª etapa

A última semana começa com um dos dias mais decisivos desta Vuelta, um contrarrelógio individual de 33,7 Km, com final no Mirador de Ézaro.

Muros - Mirador de Ézaro, 33,7 Km



O percurso não tem muito segredos, os primeiros 30 Km são ideais para especialistas porque são planos, junto à costa em estradas expostas e onde o vento pode ser um fator muito relevante.

Mirador d'Ézaro

Todos terão de ter em conta os últimos 1800 metros, reservar energias para o Ézaro é fundamental, porque trata-se de uma autêntica parede.
A pendente média é de 14,8%, toda a subida é acima dos dois dígitos e bem a meio da mesma encontra-se a rampa mais dura de toda a prova, nada mais nada menos que 28%.

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Condições meteorológicas

Céu nublado.
Temperatura a rondar os 12ºC.
Vento moderado a forte de norte, significa que será frontal a maior parte do percurso, penalizará os ciclistas mais leves.

Favoritos

Luta pela etapa

Há dois claros favoritos para a etapa: Roglic e Cavagna.
O esloveno apesar do trauma de alguns contrarrelógios é um especialista, inclusive chegou a ganhar uma medalha na especialidade no mundial em Bergen. Roglic perdeu o último Tour num contrarrelógio com algumas semelhanças a este, a subida final é mais curta  e empinada aqui. No entanto se formos analisar mais ao detalhe esse dia, o esloveno teve um desempenho bastante decente, foi 5º a 25 segundos do vice-campeão do mundo de contrarrelógio, Wout Van Aert.
O outro grande especialista presente é Remi Cavagna, campeão francês da especialidade, que foi 6º no contrarrelógio do Tour a 3 segundos de Roglic. O gaulês terá um factor a favor, o vento, um ciclista mais pesado como ele sai beneficiado nestas condições.

Luta pela Geral

Se a normalidade imperar (coisa que em 2020 tem sido raro) Roglic vai ser a referência, por muito que queiramos mais equilibro, a tendência é o esloveno ganhar algum tempo aos rivais.
Mas quem é que poderá estar mais perto do ciclista da Jumbo-Visma? Enric Mas é o ciclista que nos dá mais confiança, no último contrarrelógio do Tour perdeu apenas 49 segundos para Roglic. Segue-se Hugh Carthy, Richard Carapaz e por fim Dan Martin. Nenhum deles é especialista, são muito irregulares na especialidade e os 30 Km planos com vento, ainda os penalizará mais. 

Palpites:
Roglic (refª)
+50 a 1:20 E. Mas (2s por Km)
+1:10 a 1:30 Carthy (2,5s por Km)
+1:20 a 1:40 Carapaz (3s por Km)
+ 1:40 a 2:00 D. Martin (3,5s por Km)

⭐⭐⭐ Roglic, Cavagna
⭐⭐ N. Oliveira, I. Izagirre
⭐ De la Cruz, Steimle

A nossa aposta: Remi Cavagna
Bom rolador, que na parte plana vai andar bem, principalmente contra o vento. O Ézaro é muito empinado, mas o francês já mostrou que não se dá muito mal neste tipo de rampas, deve conseguir limitar perdas na subida.

Joker: Nélson Oliveira
Tem realizado um trabalho fantástico, é um dos melhores gregários em prova. A sua capacidade para o contrarrelógio é inequívoca, é um dos grandes especialistas. A parte final não é a ideal para ele, mas como Cavagna, deverá limitar perdas.


Seguir em directo: #LaVuelta2020
TV: Eurosport 1 (13:35 GMT)

 

Bruno Dias

Adora ciclismo e tudo o que se relaciona com bicicletas. O mês de maio e julho são sagrados e tem um carinho pelas clássicas da primavera e pela Volta a Portugal. Ao longo dos anos aprendeu a apreciar a Vuelta.

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